Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
Compreender e aplicar três estratégias argumentativas fundamentais: causa e consequência, exemplificação e comparação;
Identificar qual estratégia é mais adequada para cada tipo de argumento e tema;
Utilizar essas estratégias para aprofundar os parágrafos de desenvolvimento, tornando a defesa da tese mais sólida e convincente.
Compreender e aplicar três estratégias argumentativas fundamentais: causa e consequência, exemplificação e comparação;
Identificar qual estratégia é mais adequada para cada tipo de argumento e tema;
Utilizar essas estratégias para aprofundar os parágrafos de desenvolvimento, tornando a defesa da tese mais sólida e convincente.
Por que isso é importante?
No Módulo 1, você aprendeu a estruturar sua dissertação. Na Aula 2 deste módulo, você revisou como amarrar as ideias com coesão e coerência. Agora, chegou a hora de sofisticar o conteúdo dos seus argumentos.
De nada adianta ter uma bela estrutura e uma linha de raciocínio coerente se os argumentos forem superficiais, genéricos ou pouco convincentes. A Competência 3 do ENEM avalia exatamente a qualidade da sua argumentação. E a qualidade depende, em grande parte, das estratégias que você utiliza para desenvolver suas ideias.
Imagine que você está defendendo a tese de que o uso excessivo de telas prejudica a saúde mental dos jovens. Você pode simplesmente afirmar que isso é verdade, ou pode:
· Explicar a causa (o vício em dopamina gerado pelos algoritmos) e a consequência (o aumento de ansiedade e depressão).
· Dar um exemplo concreto (o caso de uma escola que proibiu celulares e viu o rendimento melhorar).
· Fazer uma comparação (a Finlândia, que limita o uso de telas, tem índices de saúde mental muito melhores que o Brasil).
Percebe a diferença? As estratégias argumentativas são as ferramentas que transformam uma opinião vaga em um argumento sólido. Dominá-las é o que separa um texto mediano de um texto excelente.
De nada adianta ter uma bela estrutura e uma linha de raciocínio coerente se os argumentos forem superficiais, genéricos ou pouco convincentes. A Competência 3 do ENEM avalia exatamente a qualidade da sua argumentação. E a qualidade depende, em grande parte, das estratégias que você utiliza para desenvolver suas ideias.
Imagine que você está defendendo a tese de que o uso excessivo de telas prejudica a saúde mental dos jovens. Você pode simplesmente afirmar que isso é verdade, ou pode:
· Explicar a causa (o vício em dopamina gerado pelos algoritmos) e a consequência (o aumento de ansiedade e depressão).
· Dar um exemplo concreto (o caso de uma escola que proibiu celulares e viu o rendimento melhorar).
· Fazer uma comparação (a Finlândia, que limita o uso de telas, tem índices de saúde mental muito melhores que o Brasil).
Percebe a diferença? As estratégias argumentativas são as ferramentas que transformam uma opinião vaga em um argumento sólido. Dominá-las é o que separa um texto mediano de um texto excelente.
Contexto Curioso
A retórica clássica, a arte de persuadir que floresceu na Grécia e em Roma, já ensinava que um bom argumento precisa se apoiar em provas. Aristóteles, em sua obra Retórica, classificou as provas em três tipos: as que vêm da credibilidade de quem fala (ethos), as que vêm da emoção que o discurso provoca (pathos) e as que vêm da lógica e dos fatos (logos).
As três estratégias que você vai aprender hoje — causa e consequência, exemplificação e comparação — pertencem ao domínio do logos, a argumentação lógica. São ferramentas racionais que ajudam o leitor a seguir seu raciocínio e a concordar com você.
A metáfora mais adequada para entender essas estratégias é a das ferramentas de um artesão. Um carpinteiro não usa apenas um martelo; ele tem em sua caixa serrotes, formões, plainas, trenas. Cada ferramenta serve para um propósito diferente. Da mesma forma, um bom argumentador não usa apenas uma estratégia; ele tem em sua "caixa de ferramentas" a causa e consequência, a exemplificação, a comparação, os dados estatísticos, as citações de autoridade (que você verá na Aula 4). Saber escolher a ferramenta certa para cada situação é o que faz a diferença.
As três estratégias que você vai aprender hoje — causa e consequência, exemplificação e comparação — pertencem ao domínio do logos, a argumentação lógica. São ferramentas racionais que ajudam o leitor a seguir seu raciocínio e a concordar com você.
A metáfora mais adequada para entender essas estratégias é a das ferramentas de um artesão. Um carpinteiro não usa apenas um martelo; ele tem em sua caixa serrotes, formões, plainas, trenas. Cada ferramenta serve para um propósito diferente. Da mesma forma, um bom argumentador não usa apenas uma estratégia; ele tem em sua "caixa de ferramentas" a causa e consequência, a exemplificação, a comparação, os dados estatísticos, as citações de autoridade (que você verá na Aula 4). Saber escolher a ferramenta certa para cada situação é o que faz a diferença.
Teoria Explicada do Zero
O que são Estratégias Argumentativas?
Estratégias argumentativas são os modos de desenvolver um argumento. Elas são os caminhos que você percorre para sair de uma afirmação genérica (o tópico frasal) e chegar a uma conclusão sólida (o fechamento do parágrafo). Cada estratégia responde a uma pergunta diferente sobre o tema.
Estratégia 1: Causa e Consequência
Esta é a estratégia mais lógica e talvez a mais poderosa. Ela consiste em perguntar "por quê?" e "o que acontece por causa disso?" . Você explica as origens do problema (causas) e os seus efeitos (consequências), criando uma cadeia de raciocínio que o leitor pode seguir.
Conectivos-chave para usar esta estratégia:
· Causa: porque, visto que, já que, uma vez que, em virtude de, devido a.
· Consequência: por isso, assim, então, de modo que, tanto que, por conseguinte, como resultado.
Estratégia 2: Exemplificação
Esta estratégia consiste em ilustrar seu argumento com um exemplo concreto. O exemplo torna a ideia abstrata mais palpável, mais real, mais próxima da experiência do leitor. Ele pode ser um caso real, uma situação hipotética verossímil, uma referência a uma obra literária ou cinematográfica.
Conectivos-chave para usar esta estratégia:
· Por exemplo, como se pode observar em, um caso emblemático é, ilustra bem essa situação, prova disso é.
Observação: O exemplo não pode ser banal ou genérico ("por exemplo, meu primo..."). Ele deve ter relevância social e ser capaz de ilustrar o argumento para qualquer leitor.
Estratégia 3: Comparação
Esta estratégia consiste em confrontar duas realidades diferentes para, a partir do contraste ou da semelhança, extrair uma conclusão. Você pode comparar épocas, países, políticas públicas, comportamentos sociais.
Conectivos-chave para usar esta estratégia:
· Enquanto, ao passo que, em contrapartida, de modo semelhante, de modo análogo, assim como, diferentemente de.
Observação: A comparação deve ser pertinente. Comparar realidades completamente díspares, sem estabelecer um critério claro, pode enfraquecer o argumento. O ideal é comparar situações que tenham algum ponto de contato, para que o contraste ou a semelhança seja significativo.
Estratégias argumentativas são os modos de desenvolver um argumento. Elas são os caminhos que você percorre para sair de uma afirmação genérica (o tópico frasal) e chegar a uma conclusão sólida (o fechamento do parágrafo). Cada estratégia responde a uma pergunta diferente sobre o tema.
Estratégia 1: Causa e Consequência
Esta é a estratégia mais lógica e talvez a mais poderosa. Ela consiste em perguntar "por quê?" e "o que acontece por causa disso?" . Você explica as origens do problema (causas) e os seus efeitos (consequências), criando uma cadeia de raciocínio que o leitor pode seguir.
| Pergunta que Responde | Exemplo (Tema: Desinformação) |
| Por que isso acontece? (Causa) | "A desinformação se espalha tão rapidamente porque os algoritmos das redes sociais são programados para privilegiar conteúdos polêmicos e sensacionalistas, que geram mais engajamento e, portanto, mais lucro para as plataformas." |
| O que acontece por causa disso? (Consequência) | "Como consequência, a população fica exposta a notícias falsas, o que corrói a confiança nas instituições democráticas e dificulta a tomada de decisões baseadas em fatos." |
Conectivos-chave para usar esta estratégia:
· Causa: porque, visto que, já que, uma vez que, em virtude de, devido a.
· Consequência: por isso, assim, então, de modo que, tanto que, por conseguinte, como resultado.
Estratégia 2: Exemplificação
Esta estratégia consiste em ilustrar seu argumento com um exemplo concreto. O exemplo torna a ideia abstrata mais palpável, mais real, mais próxima da experiência do leitor. Ele pode ser um caso real, uma situação hipotética verossímil, uma referência a uma obra literária ou cinematográfica.
| Pergunta que Responde | Exemplo (Tema: Desinformação) |
| Pode me dar um exemplo concreto disso? | "Um caso emblemático ocorreu durante a pandemia, quando um vídeo que associava a vacina a um 'chip de controle' foi compartilhado milhões de vezes, levando muitas pessoas a recusarem a imunização, o que resultou em mortes evitáveis." |
Conectivos-chave para usar esta estratégia:
· Por exemplo, como se pode observar em, um caso emblemático é, ilustra bem essa situação, prova disso é.
Observação: O exemplo não pode ser banal ou genérico ("por exemplo, meu primo..."). Ele deve ter relevância social e ser capaz de ilustrar o argumento para qualquer leitor.
Estratégia 3: Comparação
Esta estratégia consiste em confrontar duas realidades diferentes para, a partir do contraste ou da semelhança, extrair uma conclusão. Você pode comparar épocas, países, políticas públicas, comportamentos sociais.
| Pergunta que Responde | Exemplo (Tema: Desinformação) |
| Como isso funciona em outros lugares ou em outras épocas? | "Enquanto a Finlândia implementou, desde o ensino básico, um robusto programa de letramento midiático, ensinando os alunos a checar fontes e a identificar vieses, o Brasil ainda engatinha nessa área, o que torna sua população muito mais vulnerável à desinformação." |
Conectivos-chave para usar esta estratégia:
· Enquanto, ao passo que, em contrapartida, de modo semelhante, de modo análogo, assim como, diferentemente de.
Observação: A comparação deve ser pertinente. Comparar realidades completamente díspares, sem estabelecer um critério claro, pode enfraquecer o argumento. O ideal é comparar situações que tenham algum ponto de contato, para que o contraste ou a semelhança seja significativo.
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – Estratégia de Causa e Consequência (Tema: Sedentarismo Juvenil):
"Em primeiro lugar, o sedentarismo entre os jovens tem se agravado devido à onipresença das telas. (TÓPICO FRASAL COM CAUSA) O tempo que antes era dedicado a brincadeiras ao ar livre e à prática de esportes foi progressivamente substituído por horas diante de smartphones e videogames. Essa mudança de comportamento, impulsionada pela oferta incessante de conteúdo digital, tem como consequência direta o aumento de casos de obesidade infantil e de problemas posturais, que antes eram raros nessa faixa etária. (CONSEQUÊNCIA) Fica claro, portanto, que a tecnologia, quando não mediada, representa um sério risco à saúde física das novas gerações. (FECHAMENTO)"
Exemplo 2 – Estratégia de Exemplificação (Tema: Falta de Acesso à Cultura):
"Outro fator relevante é a concentração dos equipamentos culturais nos grandes centros urbanos. (TÓPICO FRASAL) Um exemplo concreto dessa realidade é a cidade de São Paulo, que concentra mais de 40% dos teatros e cinemas do país, enquanto vastas regiões do interior jamais receberam uma peça de teatro ou uma sessão de cinema. (EXEMPLO) Essa distribuição desigual não é mero acaso, mas o reflexo de um modelo de investimento que privilegia o retorno financeiro imediato em detrimento da formação cultural da população. (FECHAMENTO)"
Exemplo 3 – Estratégia de Comparação (Tema: Reciclagem):
"Em primeiro lugar, a política de reciclagem no Brasil é notoriamente ineficiente. (TÓPICO FRASAL) Enquanto países como a Alemanha reciclam mais de 60% de seus resíduos sólidos, graças a um sistema de logística reversa consolidado e a uma forte cultura de separação de lixo, o Brasil recicla apenas 3% do que produz. (COMPARAÇÃO) Essa comparação evidencia que o problema não é a falta de tecnologia, mas sim a ausência de vontade política e de uma educação ambiental que mobilize a população."
"Em primeiro lugar, o sedentarismo entre os jovens tem se agravado devido à onipresença das telas. (TÓPICO FRASAL COM CAUSA) O tempo que antes era dedicado a brincadeiras ao ar livre e à prática de esportes foi progressivamente substituído por horas diante de smartphones e videogames. Essa mudança de comportamento, impulsionada pela oferta incessante de conteúdo digital, tem como consequência direta o aumento de casos de obesidade infantil e de problemas posturais, que antes eram raros nessa faixa etária. (CONSEQUÊNCIA) Fica claro, portanto, que a tecnologia, quando não mediada, representa um sério risco à saúde física das novas gerações. (FECHAMENTO)"
Exemplo 2 – Estratégia de Exemplificação (Tema: Falta de Acesso à Cultura):
"Outro fator relevante é a concentração dos equipamentos culturais nos grandes centros urbanos. (TÓPICO FRASAL) Um exemplo concreto dessa realidade é a cidade de São Paulo, que concentra mais de 40% dos teatros e cinemas do país, enquanto vastas regiões do interior jamais receberam uma peça de teatro ou uma sessão de cinema. (EXEMPLO) Essa distribuição desigual não é mero acaso, mas o reflexo de um modelo de investimento que privilegia o retorno financeiro imediato em detrimento da formação cultural da população. (FECHAMENTO)"
Exemplo 3 – Estratégia de Comparação (Tema: Reciclagem):
"Em primeiro lugar, a política de reciclagem no Brasil é notoriamente ineficiente. (TÓPICO FRASAL) Enquanto países como a Alemanha reciclam mais de 60% de seus resíduos sólidos, graças a um sistema de logística reversa consolidado e a uma forte cultura de separação de lixo, o Brasil recicla apenas 3% do que produz. (COMPARAÇÃO) Essa comparação evidencia que o problema não é a falta de tecnologia, mas sim a ausência de vontade política e de uma educação ambiental que mobilize a população."
O Essencial (Guarde Isso)
- Estratégias Argumentativas: São os modos de desenvolver um argumento.
- Causa e Consequência: Explica por que o problema existe (causa) e quais são seus efeitos (consequência). Pergunta: "Por quê?" e "O que acontece por causa disso?".
- Exemplificação: Ilustra o argumento com um exemplo concreto e relevante. Pergunta: "Pode me dar um exemplo disso?".
- Comparação: Confronta duas realidades (países, épocas, políticas) para extrair uma conclusão. Pergunta: "Como isso funciona em outros lugares?".
Dicas Práticas
Dica 1 (Varie as estratégias): Não use a mesma estratégia nos dois parágrafos de desenvolvimento. Se o primeiro parágrafo usa causa e consequência, experimente usar exemplificação ou comparação no segundo. Isso demonstra versatilidade e enriquece o texto.
Dica 2 (Aprofunde, não apenas cite): Ao usar a exemplificação, não basta citar o exemplo. Explique por que ele é relevante e como ele se conecta ao seu argumento. O exemplo é um trampolim para a análise, não um fim em si mesmo.
Dica 3 (Comparação justa): Ao comparar duas realidades, certifique-se de que a comparação é pertinente e de que você está usando critérios equivalentes. Não compare, por exemplo, o orçamento de uma cidade pequena com o de um país inteiro; a comparação seria desproporcional e perderia a força.
Dica 4 (A causa e a consequência devem ser plausíveis): Não invente causas mirabolantes ou consequências exageradas. Mantenha-se no campo do razoável e do verificável. Uma relação de causa e efeito bem construída é aquela em que o leitor pensa: "É verdade, faz sentido".
Dica 2 (Aprofunde, não apenas cite): Ao usar a exemplificação, não basta citar o exemplo. Explique por que ele é relevante e como ele se conecta ao seu argumento. O exemplo é um trampolim para a análise, não um fim em si mesmo.
Dica 3 (Comparação justa): Ao comparar duas realidades, certifique-se de que a comparação é pertinente e de que você está usando critérios equivalentes. Não compare, por exemplo, o orçamento de uma cidade pequena com o de um país inteiro; a comparação seria desproporcional e perderia a força.
Dica 4 (A causa e a consequência devem ser plausíveis): Não invente causas mirabolantes ou consequências exageradas. Mantenha-se no campo do razoável e do verificável. Uma relação de causa e efeito bem construída é aquela em que o leitor pensa: "É verdade, faz sentido".
Dúvidas Frequentes
Posso usar mais de uma estratégia no mesmo parágrafo?
Sim. Um parágrafo de desenvolvimento pode, por exemplo, começar com uma relação de causa e consequência e, em seguida, ilustrar essa relação com um exemplo. Isso torna o parágrafo ainda mais rico.
Qual a diferença entre exemplificação e repertório sociocultural?
O exemplo é uma das formas de apresentar seu repertório. O repertório sociocultural (Aula 1) é o "estoque" de conhecimentos que você tem. A exemplificação é a estratégia de usar um desses conhecimentos como ilustração. Você pode, por exemplo, usar um fato histórico (repertório) como exemplo (estratégia).
A comparação precisa ser sempre entre países?
Não. Você pode comparar épocas (o Brasil de 1950 e o Brasil de hoje), políticas públicas (uma que deu certo e outra que fracassou), comportamentos sociais (a forma como os jovens se relacionavam antes e depois das redes sociais). O importante é que a comparação ajude a iluminar o seu argumento.
Sim. Um parágrafo de desenvolvimento pode, por exemplo, começar com uma relação de causa e consequência e, em seguida, ilustrar essa relação com um exemplo. Isso torna o parágrafo ainda mais rico.
Qual a diferença entre exemplificação e repertório sociocultural?
O exemplo é uma das formas de apresentar seu repertório. O repertório sociocultural (Aula 1) é o "estoque" de conhecimentos que você tem. A exemplificação é a estratégia de usar um desses conhecimentos como ilustração. Você pode, por exemplo, usar um fato histórico (repertório) como exemplo (estratégia).
A comparação precisa ser sempre entre países?
Não. Você pode comparar épocas (o Brasil de 1950 e o Brasil de hoje), políticas públicas (uma que deu certo e outra que fracassou), comportamentos sociais (a forma como os jovens se relacionavam antes e depois das redes sociais). O importante é que a comparação ajude a iluminar o seu argumento.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Identifique a estratégia argumentativa predominante em cada trecho: (C) Causa e Consequência, (E) Exemplificação, (Co) Comparação.
a) ( ) "Enquanto a Noruega investe pesadamente em energia solar, o Brasil ainda depende majoritariamente de hidrelétricas."
b) ( ) "O uso excessivo de agrotóxicos contamina o lençol freático, o que, por sua vez, causa doenças graves na população rural."
c) ( ) "Um caso que ilustra bem essa realidade é o do município de Mariana, onde o rompimento de uma barragem destruiu um ecossistema inteiro."
Questão 2 – Complete a lacuna com o conectivo adequado.
"O desmatamento na Amazônia cresceu nos últimos anos. __________, a fiscalização foi enfraquecida e o orçamento dos órgãos ambientais foi reduzido." (A frase expressa a causa do desmatamento).
a) Por isso
b) Porque
c) No entanto
d) Além disso
Nível MédioQuestão 3 – Transforme o argumento vago abaixo em um parágrafo de desenvolvimento, utilizando a estratégia de CAUSA E CONSEQUÊNCIA.
"A falta de educação financeira é um problema. As pessoas se endividam."
Seu parágrafo (com causa e consequência):
Questão 4 – Produção textual.
Escreva um parágrafo de desenvolvimento (4 a 6 linhas) sobre o tema "A importância da atividade física para a saúde", utilizando a estratégia de EXEMPLIFICAÇÃO. Lembre-se de apresentar um exemplo concreto e de conectá-lo ao seu argumento.
Seu parágrafo:
a) ( ) "Enquanto a Noruega investe pesadamente em energia solar, o Brasil ainda depende majoritariamente de hidrelétricas."
b) ( ) "O uso excessivo de agrotóxicos contamina o lençol freático, o que, por sua vez, causa doenças graves na população rural."
c) ( ) "Um caso que ilustra bem essa realidade é o do município de Mariana, onde o rompimento de uma barragem destruiu um ecossistema inteiro."
Questão 2 – Complete a lacuna com o conectivo adequado.
"O desmatamento na Amazônia cresceu nos últimos anos. __________, a fiscalização foi enfraquecida e o orçamento dos órgãos ambientais foi reduzido." (A frase expressa a causa do desmatamento).
a) Por isso
b) Porque
c) No entanto
d) Além disso
Nível MédioQuestão 3 – Transforme o argumento vago abaixo em um parágrafo de desenvolvimento, utilizando a estratégia de CAUSA E CONSEQUÊNCIA.
"A falta de educação financeira é um problema. As pessoas se endividam."
Seu parágrafo (com causa e consequência):
Questão 4 – Produção textual.
Escreva um parágrafo de desenvolvimento (4 a 6 linhas) sobre o tema "A importância da atividade física para a saúde", utilizando a estratégia de EXEMPLIFICAÇÃO. Lembre-se de apresentar um exemplo concreto e de conectá-lo ao seu argumento.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
a) (Co) Comparação. Confronta a Noruega e o Brasil.
b) (C) Causa e Consequência. Explica a causa (agrotóxicos) e a consequência (contaminação e doenças).
c) (E) Exemplificação. Apresenta o caso de Mariana como exemplo.
Questão 2
b) Porque. O conectivo "porque" introduz a causa do desmatamento (fiscalização enfraquecida e redução de orçamento).
Questão 3
Resposta possível: "A falta de educação financeira é um dos principais fatores que levam ao endividamento das famílias. (TÓPICO FRASAL/CAUSA) Sem o conhecimento de conceitos básicos como juros compostos e orçamento doméstico, muitos cidadãos tornam-se presas fáceis do crédito fácil e dos cartões de crédito. Como consequência, acumulam dívidas que se tornam impagáveis, o que gera um ciclo de inadimplência e estresse. (CONSEQUÊNCIA) Fica evidente, portanto, que a ausência dessa formação básica na escola compromete a saúde financeira de toda uma geração. (FECHAMENTO)"
Questão 4
Resposta livre. Exemplo esperado: "A prática regular de exercícios físicos é comprovadamente eficaz na prevenção de doenças crônicas. (TÓPICO FRASAL) Um exemplo notável é a cidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, que, ao investir maciçamente em ciclovias, parques e programas de atividade física gratuitos, conseguiu reduzir em 30% as internações por doenças cardiovasculares em uma década. (EXEMPLO) Esse caso demonstra que políticas públicas voltadas ao esporte não são um gasto, mas um investimento na qualidade de vida da população."
a) (Co) Comparação. Confronta a Noruega e o Brasil.
b) (C) Causa e Consequência. Explica a causa (agrotóxicos) e a consequência (contaminação e doenças).
c) (E) Exemplificação. Apresenta o caso de Mariana como exemplo.
Questão 2
b) Porque. O conectivo "porque" introduz a causa do desmatamento (fiscalização enfraquecida e redução de orçamento).
Questão 3
Resposta possível: "A falta de educação financeira é um dos principais fatores que levam ao endividamento das famílias. (TÓPICO FRASAL/CAUSA) Sem o conhecimento de conceitos básicos como juros compostos e orçamento doméstico, muitos cidadãos tornam-se presas fáceis do crédito fácil e dos cartões de crédito. Como consequência, acumulam dívidas que se tornam impagáveis, o que gera um ciclo de inadimplência e estresse. (CONSEQUÊNCIA) Fica evidente, portanto, que a ausência dessa formação básica na escola compromete a saúde financeira de toda uma geração. (FECHAMENTO)"
Questão 4
Resposta livre. Exemplo esperado: "A prática regular de exercícios físicos é comprovadamente eficaz na prevenção de doenças crônicas. (TÓPICO FRASAL) Um exemplo notável é a cidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, que, ao investir maciçamente em ciclovias, parques e programas de atividade física gratuitos, conseguiu reduzir em 30% as internações por doenças cardiovasculares em uma década. (EXEMPLO) Esse caso demonstra que políticas públicas voltadas ao esporte não são um gasto, mas um investimento na qualidade de vida da população."
Checklist da Aula 3
- Compreendi e sei aplicar a estratégia de causa e consequência.
- Compreendi e sei aplicar a estratégia de exemplificação.
- Compreendi e sei aplicar a estratégia de comparação.
- Sei escolher a estratégia mais adequada para cada tipo de argumento.
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 4 – Estratégias Argumentativas (Parte II).
Ligação com a Próxima Aula
Você agora tem três ferramentas poderosas em sua caixa de argumentador: a causa e consequência, a exemplificação e a comparação. Mas existem outras estratégias igualmente importantes, que envolvem o uso de dados estatísticos e citações de autoridade.
Na Aula 4 – Estratégias Argumentativas (Parte II) , você aprenderá a usar números e vozes de especialistas para dar ainda mais peso e credibilidade aos seus argumentos. Até lá!
Na Aula 4 – Estratégias Argumentativas (Parte II) , você aprenderá a usar números e vozes de especialistas para dar ainda mais peso e credibilidade aos seus argumentos. Até lá!