Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Compreender o assíndeto como a ausência intencional de conjunções coordenativas entre palavras ou orações, criando rapidez e dinamismo;
- Compreender o polissíndeto como a repetição expressiva de conjunções (especialmente e, ou, nem), gerando ênfase ou lentidão;
- Diferenciar o uso expressivo do polissíndeto do uso gramatical comum da conjunção em enumerações;
- Identificar essas figuras em textos literários e poéticos, e compreender seus efeitos de sentido.
Por que isso é importante?
Depois de estudar figuras que mexem com o significado das palavras (Módulo 2) e com o pensamento (Módulo 3), chegou a hora de conhecer as figuras de sintaxe ou de construção. Essas figuras não alteram o sentido das palavras, mas sim a estrutura da frase para criar efeitos de ritmo, ênfase e emoção.
O assíndeto e o polissíndeto são duas faces opostas da mesma moeda: um omite as conjunções, o outro as repete.
Saber escolher entre um e outro é dominar o ritmo da sua escrita — é decidir se o leitor vai "correr" pela frase ou "passear" por cada elemento. Veja a diferença:
· "Cheguei, vi, venci." (assíndeto: rápido, impactante)
· "Cheguei, e vi, e venci, e descansei." (polissíndeto: lento, ênfase em cada ação)
Dominar essas duas figuras é importante para:
· Analisar textos literários e poéticos com mais profundidade, entendendo o efeito do ritmo;
· Escrever com mais expressividade, escolhendo conscientemente entre a velocidade do assíndeto e a ênfase do polissíndeto;
· Responder questões de prova que cobram especificamente a identificação do polissíndeto (uma das figuras sintáticas mais frequentes em vestibulares e concursos).
O assíndeto e o polissíndeto são duas faces opostas da mesma moeda: um omite as conjunções, o outro as repete.
Saber escolher entre um e outro é dominar o ritmo da sua escrita — é decidir se o leitor vai "correr" pela frase ou "passear" por cada elemento. Veja a diferença:
· "Cheguei, vi, venci." (assíndeto: rápido, impactante)
· "Cheguei, e vi, e venci, e descansei." (polissíndeto: lento, ênfase em cada ação)
Dominar essas duas figuras é importante para:
· Analisar textos literários e poéticos com mais profundidade, entendendo o efeito do ritmo;
· Escrever com mais expressividade, escolhendo conscientemente entre a velocidade do assíndeto e a ênfase do polissíndeto;
· Responder questões de prova que cobram especificamente a identificação do polissíndeto (uma das figuras sintáticas mais frequentes em vestibulares e concursos).
Contexto Curioso
Assim como fizemos com as outras figuras, a etimologia nos ajuda a fixar os conceitos:
· Assíndeto vem do grego asýndeton, formada por a- ("sem, ausência de") + sýndeton ("conjunção, ligação"). É, literalmente, uma construção sem conjunções.
· Polissíndeto vem do grego polysýndeton, formada por poly- ("muitos") + sýndeton ("conjunção, ligação"). É uma construção com muitas conjunções.
O exemplo clássico de assíndeto é a frase atribuída a Júlio César: "Veni, vidi, vici" — "Vim, vi, venci". Ele não disse "Vim, e vi, e venci". A ausência do e torna a frase mais rápida, mais concisa e mais impactante: é a vitória sendo narrada em três golpes secos.
Já o polissíndeto é uma figura muito presente na poesia e nos textos bíblicos para dar ritmo solene ou sugerir repetição. No livro do Gênesis, a Criação é narrada com a repetição da conjunção e, dando a cada ato divino um peso e uma importância singular.
· Assíndeto vem do grego asýndeton, formada por a- ("sem, ausência de") + sýndeton ("conjunção, ligação"). É, literalmente, uma construção sem conjunções.
· Polissíndeto vem do grego polysýndeton, formada por poly- ("muitos") + sýndeton ("conjunção, ligação"). É uma construção com muitas conjunções.
O exemplo clássico de assíndeto é a frase atribuída a Júlio César: "Veni, vidi, vici" — "Vim, vi, venci". Ele não disse "Vim, e vi, e venci". A ausência do e torna a frase mais rápida, mais concisa e mais impactante: é a vitória sendo narrada em três golpes secos.
Já o polissíndeto é uma figura muito presente na poesia e nos textos bíblicos para dar ritmo solene ou sugerir repetição. No livro do Gênesis, a Criação é narrada com a repetição da conjunção e, dando a cada ato divino um peso e uma importância singular.
Teoria Explicada do Zero
O Assíndeto
O assíndeto é a figura de sintaxe que consiste na ausência intencional de conjunções coordenativas (como e, ou, nem, mas) entre palavras ou orações de uma mesma sequência.
O efeito principal é criar uma sensação de rapidez, dinamismo e concisão, como se as ações ou os elementos estivessem sendo enumerados em ritmo acelerado.
Importante: Nem toda ausência de conjunção é um assíndeto. Em enumerações normais, a ausência do e antes do último item é gramaticalmente aceita, mas não configura uma figura de linguagem.
O assíndeto é uma escolha estilística marcada, que busca um efeito expressivo claro.
O Polissíndeto
O polissíndeto é a figura de sintaxe que consiste na repetição intencional e expressiva de conjunções coordenativas (especialmente e, ou, nem) entre palavras ou orações de uma mesma sequência. O efeito principal pode ser de ênfase, lentidão, insistência ou monotonia, dependendo do contexto.
Aprofundando: O polissíndeto pode se combinar com outras figuras. No exemplo "E ela canta, e ela dança, e ela não se cansa", além do polissíndeto, há uma anáfora (repetição de "e ela" no início). As figuras frequentemente se sobrepõem.
Comparação Direta
O assíndeto é a figura de sintaxe que consiste na ausência intencional de conjunções coordenativas (como e, ou, nem, mas) entre palavras ou orações de uma mesma sequência.
O efeito principal é criar uma sensação de rapidez, dinamismo e concisão, como se as ações ou os elementos estivessem sendo enumerados em ritmo acelerado.
| Exemplo com Assíndeto (original) | Efeito |
| "O vento sobrava, as folhas caíam, a chuva começava." | Os eventos são justapostos, criando uma ideia de simultaneidade e acúmulo rápido. |
| "Tinha fome, sede, cansaço, desespero." | A ausência de e torna a enumeração mais intensa e angustiante. |
| "Acordou, levantou, saiu, correu, desapareceu." | As ações se sucedem em ritmo acelerado, sem pausas, sugerindo urgência. |
Importante: Nem toda ausência de conjunção é um assíndeto. Em enumerações normais, a ausência do e antes do último item é gramaticalmente aceita, mas não configura uma figura de linguagem.
O assíndeto é uma escolha estilística marcada, que busca um efeito expressivo claro.
O Polissíndeto
O polissíndeto é a figura de sintaxe que consiste na repetição intencional e expressiva de conjunções coordenativas (especialmente e, ou, nem) entre palavras ou orações de uma mesma sequência. O efeito principal pode ser de ênfase, lentidão, insistência ou monotonia, dependendo do contexto.
| Exemplo com Polissíndeto (original) | Efeito |
| "E ela canta, e ela dança, e ela não se cansa." | A repetição do e enfatiza cada ação, dando a ideia de uma energia que se renova a cada verbo. |
| "Ou você estuda, ou você trabalha, ou você sai de casa." | A repetição do ou torna as alternativas mais rígidas e excludentes, criando um clima de pressão. |
| "Nem a chuva, nem o vento, nem o frio o impediram." | A repetição do nem reforça a ideia de que nada foi capaz de detê-lo. |
Aprofundando: O polissíndeto pode se combinar com outras figuras. No exemplo "E ela canta, e ela dança, e ela não se cansa", além do polissíndeto, há uma anáfora (repetição de "e ela" no início). As figuras frequentemente se sobrepõem.
Comparação Direta
| Aspecto | Assíndeto | Polissíndeto |
| O que faz com a conjunção? | Omite a conjunção. | Repete a conjunção. |
| Efeito de ritmo | Acelera, enxuga. | Desacelera, enfatiza cada elemento. |
| Efeito de sentido | Dinamismo, concisão, impacto. | Ênfase, insistência, solenidade. |
| Exemplo | "Chegou, viu, amou." | "Chegou, e viu, e amou, e sofreu." |
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – Assíndeto na narrativa:
· "A porta se abriu, a luz acendeu, os convidados entraram."
-> Análise: As três orações estão justapostas sem conjunção, criando um acúmulo de sensações de forma rápida e simultânea. É um assíndeto que transmite o clima de expectativa e o movimento rápido dos eventos.
Exemplo 2 – Polissíndeto na poesia:
· "Ela vivia, e ria, e chorava, e sonhava."
-> Análise: A repetição do e torna cada ação destacada e individualizada, como se cada uma delas tivesse o mesmo peso e importância. Diferente de "Ela vivia, ria, chorava e sonhava" (assíndeto), que seria mais rápido e menos enfático.
Exemplo 3 – Polissíndeto bíblico:
· "E Deus viu que a terra era boa, e fez-se a luz, e separou o dia da noite, e chamou à luz dia, e às trevas noite." (Gênesis, adaptado)
-> Análise: O polissíndeto bíblico (muito comum no Gênesis) cria um ritmo solene, de procissão, dando a cada ato da criação uma importância singular e grandiosa.
Exemplo 4 – Comparação no cotidiano:
· "Chegou em casa, comeu, dormiu." (Assíndeto: rotina rápida e sem emoção).
· "Chegou em casa, e comeu, e dormiu." (Polissíndeto: cada ação é destacada, sugerindo cansaço ou alívio por cada etapa).
· "A porta se abriu, a luz acendeu, os convidados entraram."
-> Análise: As três orações estão justapostas sem conjunção, criando um acúmulo de sensações de forma rápida e simultânea. É um assíndeto que transmite o clima de expectativa e o movimento rápido dos eventos.
Exemplo 2 – Polissíndeto na poesia:
· "Ela vivia, e ria, e chorava, e sonhava."
-> Análise: A repetição do e torna cada ação destacada e individualizada, como se cada uma delas tivesse o mesmo peso e importância. Diferente de "Ela vivia, ria, chorava e sonhava" (assíndeto), que seria mais rápido e menos enfático.
Exemplo 3 – Polissíndeto bíblico:
· "E Deus viu que a terra era boa, e fez-se a luz, e separou o dia da noite, e chamou à luz dia, e às trevas noite." (Gênesis, adaptado)
-> Análise: O polissíndeto bíblico (muito comum no Gênesis) cria um ritmo solene, de procissão, dando a cada ato da criação uma importância singular e grandiosa.
Exemplo 4 – Comparação no cotidiano:
· "Chegou em casa, comeu, dormiu." (Assíndeto: rotina rápida e sem emoção).
· "Chegou em casa, e comeu, e dormiu." (Polissíndeto: cada ação é destacada, sugerindo cansaço ou alívio por cada etapa).
O Essencial (Guarde Isso)
- Assíndeto: Ausência intencional de conjunções. Efeito de rapidez e impacto. Ex.: "Vim, vi, venci."
- Polissíndeto: Repetição expressiva de conjunções (e, ou, nem). Efeito de ênfase, lentidão ou solenidade. Ex.: "E ela canta, e ela dança, e ela não se cansa."
- A escolha entre um e outro depende do ritmo que se quer dar ao texto.
Dicas Práticas
Dica 1 (Identificando o polissíndeto em provas): Procure por uma sequência em que a conjunção e (ou ou, nem) aparece repetida várias vezes de forma expressiva, além do uso gramatical comum. Se a repetição chamar a atenção e tiver um efeito de ênfase ou ritmo, é polissíndeto.
Dica 2 (Identificando o assíndeto): Procure por uma enumeração ou sequência de orações em que faltam as conjunções esperadas, criando uma sensação de rapidez. Se a frase normalmente teria um e e ele foi omitido para dar impacto, é assíndeto.
Dica 3 (Efeito na redação): Use o assíndeto para dar agilidade à sua narrativa. Use o polissíndeto para dar peso e ênfase a cada elemento de uma enumeração.
Dica 2 (Identificando o assíndeto): Procure por uma enumeração ou sequência de orações em que faltam as conjunções esperadas, criando uma sensação de rapidez. Se a frase normalmente teria um e e ele foi omitido para dar impacto, é assíndeto.
Dica 3 (Efeito na redação): Use o assíndeto para dar agilidade à sua narrativa. Use o polissíndeto para dar peso e ênfase a cada elemento de uma enumeração.
Dúvidas Frequentes
Qual a diferença entre polissíndeto e enumeração comum?
A enumeração comum usa a conjunção apenas no último item ("Comprei pão, leite e ovos"). O polissíndeto repete a conjunção em todos ou em vários itens de forma expressiva ("Comprei pão, e leite, e ovos, e queijo, e presunto").
"Vim, vi e venci" é assíndeto?
Não. A presença do e antes do último verbo torna a frase uma enumeração comum, sem a figura. O assíndeto original é "Vim, vi, venci" — sem o e final.
O assíndeto é sempre rápido?
Em geral, sim. A ausência de conectivos acelera a leitura. Mas o contexto pode criar outros efeitos, como o caos ou a simultaneidade de eventos.
A enumeração comum usa a conjunção apenas no último item ("Comprei pão, leite e ovos"). O polissíndeto repete a conjunção em todos ou em vários itens de forma expressiva ("Comprei pão, e leite, e ovos, e queijo, e presunto").
"Vim, vi e venci" é assíndeto?
Não. A presença do e antes do último verbo torna a frase uma enumeração comum, sem a figura. O assíndeto original é "Vim, vi, venci" — sem o e final.
O assíndeto é sempre rápido?
Em geral, sim. A ausência de conectivos acelera a leitura. Mas o contexto pode criar outros efeitos, como o caos ou a simultaneidade de eventos.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Classifique as frases abaixo como Assíndeto (A) ou Polissíndeto (P).
a) ( ) "O vento soprava, as folhas caíam, a chuva começava."
b) ( ) "E ela canta, e ela dança, e ela não se cansa."
c) ( ) "Nem dinheiro, nem fama, nem poder o satisfaziam."
d) ( ) "Chegou em casa, comeu, dormiu."
e) ( ) "Ou você estuda, ou você trabalha, ou você sai de casa."
Questão 2 – Marque a opção que apresenta um ASSÍNDETO.
a) "Comprei pão, leite, ovos e farinha."
b) "O sol se pôs, a lua surgiu, as estrelas brilharam."
c) "E chove, e venta, e troveja."
d) "Ela era bela, e inteligente, e simpática."
Questão 3 – Marque a opção que apresenta um POLISSÍNDETO.
a) "Cheguei, vi, venci."
b) "O amor é doce e amargo."
c) "E luta, e chora, e ri, e vive intensamente."
d) "Tinha fome, sede, cansaço, desespero."
Nível MédioQuestão 4 – (Adaptada de concurso) Assinale a alternativa em que ocorre POLISSÍNDETO.
a) "Amo, sofro, choro, desespero."
b) "E eu que sou fraco, e eu que sou forte, e eu que sou vento."
c) "O sol iluminava a casa, o jardim, a rua."
d) "Ele não estuda, não trabalha, não se esforça."
Questão 5 – Leia o trecho e responda:
"E a gente vai, e a gente vem, e a gente dança, e a gente ri." (Exemplo original criado para esta aula)
a) Identifique a figura de linguagem predominante no trecho.
b) Explique o efeito de sentido criado por essa figura: a repetição sugere o movimento contínuo da vida, que não para.
Questão 6 – Reescreva a frase usando assíndeto e, depois, usando polissíndeto.
Frase original: "Ele entrou na sala, e sentou, e abriu o livro, e começou a ler, e esqueceu do mundo."
a) Com assíndeto: ________________________________________________
b) Com polissíndeto (mantendo o sentido, mas intensificando a ênfase): ________________________________________________
Nível AvançadoQuestão 7 – Análise de trecho literário.
"E Deus viu que a terra era boa, e fez-se a luz, e separou o dia da noite, e chamou à luz dia, e às trevas noite." (Gênesis, adaptado)
a) Identifique a figura de linguagem predominante no trecho.
b) Explique o efeito de sentido criado por essa figura no contexto do texto bíblico.
Questão 8 – Desafio de produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 6 linhas) narrando uma cena de tempestade. No mesmo parágrafo, utilize:
· Um assíndeto para descrever a rapidez dos eventos.
· Um polissíndeto para enfatizar a força dos elementos da natureza.
Destaque e identifique cada figura utilizada.
Seu parágrafo:
a) ( ) "O vento soprava, as folhas caíam, a chuva começava."
b) ( ) "E ela canta, e ela dança, e ela não se cansa."
c) ( ) "Nem dinheiro, nem fama, nem poder o satisfaziam."
d) ( ) "Chegou em casa, comeu, dormiu."
e) ( ) "Ou você estuda, ou você trabalha, ou você sai de casa."
Questão 2 – Marque a opção que apresenta um ASSÍNDETO.
a) "Comprei pão, leite, ovos e farinha."
b) "O sol se pôs, a lua surgiu, as estrelas brilharam."
c) "E chove, e venta, e troveja."
d) "Ela era bela, e inteligente, e simpática."
Questão 3 – Marque a opção que apresenta um POLISSÍNDETO.
a) "Cheguei, vi, venci."
b) "O amor é doce e amargo."
c) "E luta, e chora, e ri, e vive intensamente."
d) "Tinha fome, sede, cansaço, desespero."
Nível MédioQuestão 4 – (Adaptada de concurso) Assinale a alternativa em que ocorre POLISSÍNDETO.
a) "Amo, sofro, choro, desespero."
b) "E eu que sou fraco, e eu que sou forte, e eu que sou vento."
c) "O sol iluminava a casa, o jardim, a rua."
d) "Ele não estuda, não trabalha, não se esforça."
Questão 5 – Leia o trecho e responda:
"E a gente vai, e a gente vem, e a gente dança, e a gente ri." (Exemplo original criado para esta aula)
a) Identifique a figura de linguagem predominante no trecho.
b) Explique o efeito de sentido criado por essa figura: a repetição sugere o movimento contínuo da vida, que não para.
Questão 6 – Reescreva a frase usando assíndeto e, depois, usando polissíndeto.
Frase original: "Ele entrou na sala, e sentou, e abriu o livro, e começou a ler, e esqueceu do mundo."
a) Com assíndeto: ________________________________________________
b) Com polissíndeto (mantendo o sentido, mas intensificando a ênfase): ________________________________________________
Nível AvançadoQuestão 7 – Análise de trecho literário.
"E Deus viu que a terra era boa, e fez-se a luz, e separou o dia da noite, e chamou à luz dia, e às trevas noite." (Gênesis, adaptado)
a) Identifique a figura de linguagem predominante no trecho.
b) Explique o efeito de sentido criado por essa figura no contexto do texto bíblico.
Questão 8 – Desafio de produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 6 linhas) narrando uma cena de tempestade. No mesmo parágrafo, utilize:
· Um assíndeto para descrever a rapidez dos eventos.
· Um polissíndeto para enfatizar a força dos elementos da natureza.
Destaque e identifique cada figura utilizada.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
a) (A) Assíndeto — três orações justapostas sem conjunção, criando rapidez e simultaneidade.
b) (P) Polissíndeto — repetição da conjunção e antes de cada verbo, dando ênfase a cada ação.
c) (P) Polissíndeto — repetição da conjunção nem, reforçando a ideia de que nada o satisfazia.
d) (A) Assíndeto — três ações justapostas sem conjunção, transmitindo a rapidez da rotina.
e) (P) Polissíndeto — repetição da conjunção ou, enfatizando as alternativas excludentes.
Questão 2
b) "O sol se pôs, a lua surgiu, as estrelas brilharam."
As três orações são justapostas sem conjunção, caracterizando o assíndeto. As demais: a é enumeração comum (com e no final); c e d são polissíndetos.
Questão 3
c) "E luta, e chora, e ri, e vive intensamente."
A repetição da conjunção e antes de cada verbo é um polissíndeto. As demais: a é assíndeto; b é frase aditiva comum; d é assíndeto.
Questão 4
b) "E eu que sou fraco, e eu que sou forte, e eu que sou vento."
A repetição da conjunção e no início de cada oração é um polissíndeto. As demais: a é assíndeto; c é enumeração comum (assíndeto sem o e final); d é assíndeto.
Questão 5
a) Polissíndeto (e também anáfora, pela repetição de "e a gente").
b) A repetição da conjunção e no início de cada oração cria um ritmo de repetição incessante, imitando o movimento contínuo da vida — o ir e vir, o dançar e rir que nunca param. O polissíndeto reforça a ideia de que a vida é um ciclo sem fim.
Questão 6
a) "Ele entrou, sentou, abriu o livro, começou a ler, esqueceu do mundo." (Assíndeto: a ausência de conjunções torna a sequência mais rápida e concisa).
b) "Ele entrou, e sentou, e abriu o livro, e começou a ler, e esqueceu do mundo." (Polissíndeto: a repetição do e enfatiza cada ação, dando a sensação de um ritual demorado e dedicado).
Questão 7
a) Polissíndeto.
b) No contexto bíblico, o polissíndeto (repetição de e) cria um ritmo solene, pausado e grandioso, à altura da importância do ato da Criação. Cada etapa é destacada individualmente, e a repetição do conectivo sugere uma sequência ordenada e majestosa, como um ritual.
Questão 8
Resposta livre. Exemplo esperado:
"O céu escureceu, o vento rugiu, os trovões estremeceram (assíndeto: eventos rápidos e intensos). E a chuva caía, e o vento soprava, e os raios cortavam o ar (polissíndeto: ênfase na força dos elementos). A tempestade não dava trégua."
a) (A) Assíndeto — três orações justapostas sem conjunção, criando rapidez e simultaneidade.
b) (P) Polissíndeto — repetição da conjunção e antes de cada verbo, dando ênfase a cada ação.
c) (P) Polissíndeto — repetição da conjunção nem, reforçando a ideia de que nada o satisfazia.
d) (A) Assíndeto — três ações justapostas sem conjunção, transmitindo a rapidez da rotina.
e) (P) Polissíndeto — repetição da conjunção ou, enfatizando as alternativas excludentes.
Questão 2
b) "O sol se pôs, a lua surgiu, as estrelas brilharam."
As três orações são justapostas sem conjunção, caracterizando o assíndeto. As demais: a é enumeração comum (com e no final); c e d são polissíndetos.
Questão 3
c) "E luta, e chora, e ri, e vive intensamente."
A repetição da conjunção e antes de cada verbo é um polissíndeto. As demais: a é assíndeto; b é frase aditiva comum; d é assíndeto.
Questão 4
b) "E eu que sou fraco, e eu que sou forte, e eu que sou vento."
A repetição da conjunção e no início de cada oração é um polissíndeto. As demais: a é assíndeto; c é enumeração comum (assíndeto sem o e final); d é assíndeto.
Questão 5
a) Polissíndeto (e também anáfora, pela repetição de "e a gente").
b) A repetição da conjunção e no início de cada oração cria um ritmo de repetição incessante, imitando o movimento contínuo da vida — o ir e vir, o dançar e rir que nunca param. O polissíndeto reforça a ideia de que a vida é um ciclo sem fim.
Questão 6
a) "Ele entrou, sentou, abriu o livro, começou a ler, esqueceu do mundo." (Assíndeto: a ausência de conjunções torna a sequência mais rápida e concisa).
b) "Ele entrou, e sentou, e abriu o livro, e começou a ler, e esqueceu do mundo." (Polissíndeto: a repetição do e enfatiza cada ação, dando a sensação de um ritual demorado e dedicado).
Questão 7
a) Polissíndeto.
b) No contexto bíblico, o polissíndeto (repetição de e) cria um ritmo solene, pausado e grandioso, à altura da importância do ato da Criação. Cada etapa é destacada individualmente, e a repetição do conectivo sugere uma sequência ordenada e majestosa, como um ritual.
Questão 8
Resposta livre. Exemplo esperado:
"O céu escureceu, o vento rugiu, os trovões estremeceram (assíndeto: eventos rápidos e intensos). E a chuva caía, e o vento soprava, e os raios cortavam o ar (polissíndeto: ênfase na força dos elementos). A tempestade não dava trégua."
Checklist da Aula 1
- Compreendi o assíndeto como ausência de conjunções para dar rapidez.
- Compreendi o polissíndeto como repetição de conjunções para dar ênfase.
- Sei diferenciar assíndeto de polissíndeto pelo efeito de ritmo.
- Sei identificar essas figuras em textos literários e poéticos.
- Estou preparado(a) para a Aula 2 – Elipse, Zeugma e Hipérbato.
Ligação com a Próxima Aula
Agora você entende como a ausência ou a repetição de conjunções pode mudar o ritmo de uma frase. Vamos explorar outras figuras que mexem na estrutura: a omissão de termos (Elipse e Zeugma) e a inversão da ordem normal das palavras (Hipérbato).
Na Aula 2 – Elipse, Zeugma e Hipérbato, você descobrirá como escritores dizem muito com poucas palavras, escondendo termos que o leitor recupera, e como a inversão da ordem direta pode criar ênfase e poesia. Até lá!
Na Aula 2 – Elipse, Zeugma e Hipérbato, você descobrirá como escritores dizem muito com poucas palavras, escondendo termos que o leitor recupera, e como a inversão da ordem direta pode criar ênfase e poesia. Até lá!