Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Compreender a terceira geração da poesia romântica brasileira e seu contexto histórico — a campanha abolicionista e o ideal republicano;
- Identificar as características do condoreirismo: poesia social e engajada, tom oratório e grandiloquente, defesa da liberdade e denúncia da escravidão;
- Analisar poemas de Castro Alves, especialmente "Navio Negreiro" e fragmentos de "Espumas Flutuantes", reconhecendo os recursos expressivos que constroem a denúncia humanitária.
Por que isso é importante?
Na Aula 2, você conheceu a primeira geração romântica, solar e indianista. Na Aula 3, mergulhou na segunda geração, intimista e pessimista. Agora, chegamos à terceira geração, que deu ao Romantismo brasileiro sua face mais engajada e combativa. O poeta que melhor representa esse momento é Castro Alves, o "poeta dos escravos".
Diferentemente dos ultrarromânticos, que se voltavam para dentro de si mesmos, Castro Alves olhou para fora — para as senzalas, os navios negreiros, as injustiças de um país que ainda mantinha milhões de seres humanos escravizados. Sua poesia é inflamada, vibrante, cheia de imagens grandiosas e apelos à liberdade. Por isso, a terceira geração é conhecida como condoreirismo: o poeta é um condor que voa alto e enxerga longe, gritando contra a opressão.
Estudar Castro Alves é importante para os vestibulares porque seus poemas, especialmente "Navio Negreiro", estão entre os mais cobrados das provas. Além disso, a comparação entre as três gerações românticas é um tema recorrente, e o condoreirismo oferece um contraste nítido com o indianismo e o ultrarromantismo.
Diferentemente dos ultrarromânticos, que se voltavam para dentro de si mesmos, Castro Alves olhou para fora — para as senzalas, os navios negreiros, as injustiças de um país que ainda mantinha milhões de seres humanos escravizados. Sua poesia é inflamada, vibrante, cheia de imagens grandiosas e apelos à liberdade. Por isso, a terceira geração é conhecida como condoreirismo: o poeta é um condor que voa alto e enxerga longe, gritando contra a opressão.
Estudar Castro Alves é importante para os vestibulares porque seus poemas, especialmente "Navio Negreiro", estão entre os mais cobrados das provas. Além disso, a comparação entre as três gerações românticas é um tema recorrente, e o condoreirismo oferece um contraste nítido com o indianismo e o ultrarromantismo.
Contexto Curioso
Castro Alves (1847-1871) morreu com apenas 24 anos, mas sua poesia atravessou o tempo com uma força que poucos poetas brasileiros igualaram. A causa da sua vida — e da sua morte precoce — foi a mesma: um tiro acidental no pé durante uma caçada, que levou à amputação da perna e, meses depois, à tuberculose que o matou. Mas, antes de morrer, ele escreveu versos que se tornaram hinos da causa abolicionista.
O poema mais famoso de Castro Alves, "Navio Negreiro", foi declamado por ele pela primeira vez em 1868, no Teatro Santa Isabel, em Recife, diante de uma plateia lotada. A performance foi eletrizante: o poeta recitou os versos com tal paixão que o público foi ao delírio. O poema descreve a travessia dos africanos escravizados nos porões dos navios — a dor, o desespero, a morte. É uma das peças mais poderosas já escritas contra a escravidão.
O nome "condoreirismo" vem do condor, ave dos Andes que voa alto e tem um grito potente. A metáfora foi usada pelo próprio Castro Alves e por seus contemporâneos para simbolizar o papel do poeta: voar acima da mediocridade, enxergar os problemas do mundo e gritar contra eles. O condor é o oposto do "morcego" ultrarromântico, que se escondia nas sombras da noite e da melancolia.
Um fato curioso: Castro Alves foi noivo de Eulália, que morreu tuberculosa. Depois, apaixonou-se por Eugênia Câmara, atriz portuguesa que foi sua musa e companheira. Seus poemas de amor têm a mesma intensidade inflamada de sua poesia social — o poeta amava como lutava, com o corpo inteiro.
O poema mais famoso de Castro Alves, "Navio Negreiro", foi declamado por ele pela primeira vez em 1868, no Teatro Santa Isabel, em Recife, diante de uma plateia lotada. A performance foi eletrizante: o poeta recitou os versos com tal paixão que o público foi ao delírio. O poema descreve a travessia dos africanos escravizados nos porões dos navios — a dor, o desespero, a morte. É uma das peças mais poderosas já escritas contra a escravidão.
O nome "condoreirismo" vem do condor, ave dos Andes que voa alto e tem um grito potente. A metáfora foi usada pelo próprio Castro Alves e por seus contemporâneos para simbolizar o papel do poeta: voar acima da mediocridade, enxergar os problemas do mundo e gritar contra eles. O condor é o oposto do "morcego" ultrarromântico, que se escondia nas sombras da noite e da melancolia.
Um fato curioso: Castro Alves foi noivo de Eulália, que morreu tuberculosa. Depois, apaixonou-se por Eugênia Câmara, atriz portuguesa que foi sua musa e companheira. Seus poemas de amor têm a mesma intensidade inflamada de sua poesia social — o poeta amava como lutava, com o corpo inteiro.
Teoria Explicada do Zero
A Terceira Geração Romântica Brasileira
A terceira geração romântica brasileira (aproximadamente 1869-1881) é marcada pelo engajamento social e político. O Brasil vivia os últimos anos da escravidão, e a campanha abolicionista ganhava força. Ao mesmo tempo, o ideal republicano se espalhava entre intelectuais e militares. A poesia dessa geração reflete essas lutas.
Os principais temas são:
· Poesia social e abolicionista: A denúncia da escravidão é o tema central. O poeta dá voz aos escravizados, descreve os horrores do tráfico e clama por liberdade e justiça.
· Tom oratório e grandiloquente: A poesia condoreira é feita para ser declamada. Os versos são longos, as imagens são amplas (o mar, o infinito, a história), e o tom é de discurso — hipérboles, exclamações, apóstrofes.
· Liberdade como valor supremo: A liberdade é o grande ideal. Não apenas a liberdade dos escravos, mas também a liberdade dos povos, a liberdade do pensamento, a liberdade do amor.
· Culto ao progresso e à justiça: Influenciado pelo pensamento liberal e humanitário do século XIX, Castro Alves acredita que a história caminha para a liberdade e que a poesia pode acelerar esse processo.
Castro Alves: O Poeta dos Escravos
Castro Alves (1847-1871) é o principal nome da terceira geração romântica. Sua obra abrange:
· Poesia social e abolicionista: "Navio Negreiro", "Vozes d'África", "Ode ao Dous de Julho".
· Poesia lírica e amorosa: "Espumas Flutuantes" (1870), seu único livro publicado em vida, reúne poemas de amor, natureza e reflexão.
Características da poesia de Castro Alves:
· Condoreirismo: O poeta é um condor — voa alto, enxerga longe e grita contra a injustiça. O tom é grandioso, épico, inflamado.
· Denúncia humanitária: Castro Alves não apenas descreve a escravidão — ele a condena com veemência. Seus poemas são apelos emocionados à consciência do leitor.
· Recursos oratórios: Hipérboles ("ontem plena liberdade, hoje..."), apóstrofes ("Senhor Deus dos desgraçados!"), perguntas retóricas, enumerações e exclamações. A poesia é construída como um discurso para ser recitado em praça pública.
· Imagens de contraste: Liberdade × escravidão, ontem × hoje, África × Brasil. O contraste dramático intensifica a denúncia.
· Lirismo amoroso: Em "Espumas Flutuantes", Castro Alves revela um lado mais intimista, com poemas de amor e de celebração da natureza, mas sempre com intensidade romântica.
"Navio Negreiro" (1868)
O poema mais famoso de Castro Alves é dividido em três partes:
· Primeira parte: Descrição do mar e do navio que se aproxima — uma visão que parece bela, mas que logo se revela trágica.
· Segunda parte: A denúncia central — o poeta descreve os horrores do porão do navio: os africanos acorrentados, famintos, doentes, morrendo. O tom é de indignação e dor.
· Terceira parte: O apelo final — o poeta invoca Deus, a natureza e a história, clamando pelo fim da escravidão e pela liberdade.
O poema é um marco da literatura abolicionista e um dos textos mais poderosos da língua portuguesa.
Quadro-Resumo: A Terceira Geração Romântica
A terceira geração romântica brasileira (aproximadamente 1869-1881) é marcada pelo engajamento social e político. O Brasil vivia os últimos anos da escravidão, e a campanha abolicionista ganhava força. Ao mesmo tempo, o ideal republicano se espalhava entre intelectuais e militares. A poesia dessa geração reflete essas lutas.
Os principais temas são:
· Poesia social e abolicionista: A denúncia da escravidão é o tema central. O poeta dá voz aos escravizados, descreve os horrores do tráfico e clama por liberdade e justiça.
· Tom oratório e grandiloquente: A poesia condoreira é feita para ser declamada. Os versos são longos, as imagens são amplas (o mar, o infinito, a história), e o tom é de discurso — hipérboles, exclamações, apóstrofes.
· Liberdade como valor supremo: A liberdade é o grande ideal. Não apenas a liberdade dos escravos, mas também a liberdade dos povos, a liberdade do pensamento, a liberdade do amor.
· Culto ao progresso e à justiça: Influenciado pelo pensamento liberal e humanitário do século XIX, Castro Alves acredita que a história caminha para a liberdade e que a poesia pode acelerar esse processo.
Castro Alves: O Poeta dos Escravos
Castro Alves (1847-1871) é o principal nome da terceira geração romântica. Sua obra abrange:
· Poesia social e abolicionista: "Navio Negreiro", "Vozes d'África", "Ode ao Dous de Julho".
· Poesia lírica e amorosa: "Espumas Flutuantes" (1870), seu único livro publicado em vida, reúne poemas de amor, natureza e reflexão.
Características da poesia de Castro Alves:
· Condoreirismo: O poeta é um condor — voa alto, enxerga longe e grita contra a injustiça. O tom é grandioso, épico, inflamado.
· Denúncia humanitária: Castro Alves não apenas descreve a escravidão — ele a condena com veemência. Seus poemas são apelos emocionados à consciência do leitor.
· Recursos oratórios: Hipérboles ("ontem plena liberdade, hoje..."), apóstrofes ("Senhor Deus dos desgraçados!"), perguntas retóricas, enumerações e exclamações. A poesia é construída como um discurso para ser recitado em praça pública.
· Imagens de contraste: Liberdade × escravidão, ontem × hoje, África × Brasil. O contraste dramático intensifica a denúncia.
· Lirismo amoroso: Em "Espumas Flutuantes", Castro Alves revela um lado mais intimista, com poemas de amor e de celebração da natureza, mas sempre com intensidade romântica.
"Navio Negreiro" (1868)
O poema mais famoso de Castro Alves é dividido em três partes:
· Primeira parte: Descrição do mar e do navio que se aproxima — uma visão que parece bela, mas que logo se revela trágica.
· Segunda parte: A denúncia central — o poeta descreve os horrores do porão do navio: os africanos acorrentados, famintos, doentes, morrendo. O tom é de indignação e dor.
· Terceira parte: O apelo final — o poeta invoca Deus, a natureza e a história, clamando pelo fim da escravidão e pela liberdade.
O poema é um marco da literatura abolicionista e um dos textos mais poderosos da língua portuguesa.
Quadro-Resumo: A Terceira Geração Romântica
| Aspecto | Características |
| Período | Desenvolve-se entre os anos de 1869 e 1881 (ano da publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, que marca o fim do Romantismo). |
| Principal poeta | Castro Alves (conhecido popularmente como "O Poeta dos Escravos"). |
| Temas centrais | Abolicionismo e denúncia da escravidão — defesa da liberdade e dos ideais republicanos — justiça social — amor visto de forma mais física, carnal e real — natureza grandiosa. |
| Tom | Grandiloquente — oratório — inflamado — feito para ser declamado em praça pública com o objetivo de conscientizar e mobilizar o público. |
| Recursos predominantes | Uso expressivo da hipérbole (exagero) — apóstrofe (invocação direta e clamor) — contrastes marcantes — enumeração e exclamações frequentes. |
| Principal obra | O Navio Negreiro (poema de 1868) — Espumas Flutuantes (único livro publicado em vida pelo autor, em 1870). |
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – "Navio Negreiro" (Denúncia e Oratória):
"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus..."
-> Análise: O poema começa com uma apóstrofe inflamada a Deus. O poeta pergunta se o que ele vê é loucura ou realidade — e o "tanto horror" é a escravidão. O tom é de súplica e indignação. A repetição de "Senhor Deus" e a interjeição dramática são recursos oratórios.
Exemplo 2 – "Navio Negreiro" (Contraste):
"Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar..."
-> Análise: O contraste é brutal: ontem, a liberdade na África (caça, sono sob as estrelas); hoje, o porão infecto do navio negreiro. A enumeração de adjetivos ("negro, fundo, infecto, apertado, imundo") intensifica o horror.
Exemplo 3 – "Espumas Flutuantes" (Lirismo Amoroso):
"Boa noite, Maria! Eu vou-me embora,
A lua nas vidraças bate prata."
-> Análise: Em contraste com a poesia social, aqui o tom é intimista e delicado. O poeta se despede da amada, e a lua na janela cria uma atmosfera romântica e serena. Castro Alves mostra que também dominava o lirismo amoroso.
"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus..."
-> Análise: O poema começa com uma apóstrofe inflamada a Deus. O poeta pergunta se o que ele vê é loucura ou realidade — e o "tanto horror" é a escravidão. O tom é de súplica e indignação. A repetição de "Senhor Deus" e a interjeição dramática são recursos oratórios.
Exemplo 2 – "Navio Negreiro" (Contraste):
"Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar..."
-> Análise: O contraste é brutal: ontem, a liberdade na África (caça, sono sob as estrelas); hoje, o porão infecto do navio negreiro. A enumeração de adjetivos ("negro, fundo, infecto, apertado, imundo") intensifica o horror.
Exemplo 3 – "Espumas Flutuantes" (Lirismo Amoroso):
"Boa noite, Maria! Eu vou-me embora,
A lua nas vidraças bate prata."
-> Análise: Em contraste com a poesia social, aqui o tom é intimista e delicado. O poeta se despede da amada, e a lua na janela cria uma atmosfera romântica e serena. Castro Alves mostra que também dominava o lirismo amoroso.
O Essencial (Guarde Isso)
- Terceira geração romântica (1869-1881): Poesia social, abolicionista e republicana.
- Castro Alves (1847-1871): "Poeta dos escravos", principal nome do condoreirismo.
- Condoreirismo: Poesia inflamada, tom oratório, imagens grandiosas, denúncia humanitária.
- "Navio Negreiro" (1868): Poema abolicionista que descreve os horrores do tráfico de escravos.
- "Espumas Flutuantes" (1870): Poesia lírica e amorosa, lado mais intimista do poeta.
Dicas Práticas
Dica 1 (Decore a metáfora do condor): O condor simboliza o poeta que voa alto e grita contra a injustiça. As bancas adoram perguntar o que significa "condoreirismo".
Dica 2 (Compare as três gerações): Primeira → índio, natureza, otimismo. Segunda → morte, tédio, pessimismo. Terceira → liberdade, justiça, engajamento. Essa comparação é clássica nas provas.
Dica 3 (Identifique os recursos oratórios): Hipérboles, apóstrofes ("Senhor Deus!"), perguntas retóricas, exclamações — Castro Alves escrevia para ser declamado. Reconhecer esses recursos ajuda a identificar sua poesia.
Dica 4 (Castro Alves também escreveu amor): Não o reduza ao abolicionismo. "Espumas Flutuantes" revela um lirismo amoroso intenso, que pode ser cobrado em questões de comparação.
Dica 2 (Compare as três gerações): Primeira → índio, natureza, otimismo. Segunda → morte, tédio, pessimismo. Terceira → liberdade, justiça, engajamento. Essa comparação é clássica nas provas.
Dica 3 (Identifique os recursos oratórios): Hipérboles, apóstrofes ("Senhor Deus!"), perguntas retóricas, exclamações — Castro Alves escrevia para ser declamado. Reconhecer esses recursos ajuda a identificar sua poesia.
Dica 4 (Castro Alves também escreveu amor): Não o reduza ao abolicionismo. "Espumas Flutuantes" revela um lirismo amoroso intenso, que pode ser cobrado em questões de comparação.
Dúvidas Frequentes
O que significa "condoreirismo"?
Vem de "condor", ave dos Andes que voa alto e tem um grito potente. O poeta condoreiro se coloca acima da sociedade e grita contra as injustiças. A metáfora foi usada pelo próprio Castro Alves.
Castro Alves era abolicionista?
Sim, foi um dos mais importantes defensores do fim da escravidão. Sua poesia foi uma arma na campanha abolicionista, e "Navio Negreiro" é um dos documentos mais contundentes contra o tráfico de escravos.
Qual a diferença entre a segunda e a terceira geração?
A segunda geração é voltada para o "eu" — angústia, morte, pessimismo. A terceira é voltada para o "outro" — a denúncia social, a liberdade, a justiça. Uma é intimista; a outra, engajada.
Vem de "condor", ave dos Andes que voa alto e tem um grito potente. O poeta condoreiro se coloca acima da sociedade e grita contra as injustiças. A metáfora foi usada pelo próprio Castro Alves.
Castro Alves era abolicionista?
Sim, foi um dos mais importantes defensores do fim da escravidão. Sua poesia foi uma arma na campanha abolicionista, e "Navio Negreiro" é um dos documentos mais contundentes contra o tráfico de escravos.
Qual a diferença entre a segunda e a terceira geração?
A segunda geração é voltada para o "eu" — angústia, morte, pessimismo. A terceira é voltada para o "outro" — a denúncia social, a liberdade, a justiça. Uma é intimista; a outra, engajada.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Associe as colunas.
Questão 2 – Como é conhecida a terceira geração romântica?
a) Byroniana
b) Indianista
c) Condoreirismo
d) Arcadismo
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento de "Navio Negreiro" e responda.
"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus..."
a) Identifique o recurso oratório predominante no trecho e explique seu efeito.
b) Qual o tema central do poema "Navio Negreiro"?
Questão 4 – Compare os fragmentos e responda.
Fragmento A (Álvares de Azevedo): "Já não sei o que sinto, o que não sinto."
Fragmento B (Castro Alves): "Senhor Deus dos desgraçados!"
a) A qual geração pertence cada fragmento?
b) Qual a principal diferença temática e de tom entre eles?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) explicando como Castro Alves transformou a poesia romântica em instrumento de denúncia social.
Seu parágrafo:
| Coluna A (Geração) | Coluna B (Característica) |
| 1. Primeira Geração | ( ) Poesia social e abolicionista. |
| 2. Segunda Geração | ( ) Indianismo e nacionalismo. |
| 3. Terceira Geração | ( ) Mal do século e idealização da morte. |
Questão 2 – Como é conhecida a terceira geração romântica?
a) Byroniana
b) Indianista
c) Condoreirismo
d) Arcadismo
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento de "Navio Negreiro" e responda.
"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus..."
a) Identifique o recurso oratório predominante no trecho e explique seu efeito.
b) Qual o tema central do poema "Navio Negreiro"?
Questão 4 – Compare os fragmentos e responda.
Fragmento A (Álvares de Azevedo): "Já não sei o que sinto, o que não sinto."
Fragmento B (Castro Alves): "Senhor Deus dos desgraçados!"
a) A qual geração pertence cada fragmento?
b) Qual a principal diferença temática e de tom entre eles?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) explicando como Castro Alves transformou a poesia romântica em instrumento de denúncia social.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
Ordem correta: (3), (1), (2).
Questão 2
Resposta correta: c) Condoreirismo. O nome remete ao condor, ave que voa alto e grita forte — metáfora do poeta que denuncia as injustiças sociais.
Questão 3
a) O recurso predominante é a apóstrofe — o eu lírico invoca Deus diretamente ("Senhor Deus dos desgraçados!"). O efeito é dramático e oratório: a invocação solene intensifica o tom de súplica e indignação, como se o poeta estivesse clamando aos céus.
b) O tema central de "Navio Negreiro" é a denúncia da escravidão e do tráfico de africanos, descrito com imagens de horror e sofrimento, e o clamor pela liberdade.
Questão 4
a) Fragmento A: Segunda geração (Álvares de Azevedo). Fragmento B: Terceira geração (Castro Alves).
b) O Fragmento A expressa angústia individual — o "eu" perdido e sem rumo. O Fragmento B expressa indignação social — um clamor coletivo contra a injustiça. O primeiro é intimista e pessimista; o segundo, grandioso e engajado.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "Castro Alves transformou a poesia romântica em instrumento de denúncia social ao direcionar o sentimentalismo romântico não para o 'eu' atormentado, mas para o 'outro' oprimido. Em 'Navio Negreiro', ele usa a linguagem inflamada e oratória do condoreirismo para descrever os horrores da escravidão e clamar por liberdade. Com isso, mostrou que a poesia podia ser não apenas expressão da alma, mas também arma de transformação social."
Ordem correta: (3), (1), (2).
Questão 2
Resposta correta: c) Condoreirismo. O nome remete ao condor, ave que voa alto e grita forte — metáfora do poeta que denuncia as injustiças sociais.
Questão 3
a) O recurso predominante é a apóstrofe — o eu lírico invoca Deus diretamente ("Senhor Deus dos desgraçados!"). O efeito é dramático e oratório: a invocação solene intensifica o tom de súplica e indignação, como se o poeta estivesse clamando aos céus.
b) O tema central de "Navio Negreiro" é a denúncia da escravidão e do tráfico de africanos, descrito com imagens de horror e sofrimento, e o clamor pela liberdade.
Questão 4
a) Fragmento A: Segunda geração (Álvares de Azevedo). Fragmento B: Terceira geração (Castro Alves).
b) O Fragmento A expressa angústia individual — o "eu" perdido e sem rumo. O Fragmento B expressa indignação social — um clamor coletivo contra a injustiça. O primeiro é intimista e pessimista; o segundo, grandioso e engajado.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "Castro Alves transformou a poesia romântica em instrumento de denúncia social ao direcionar o sentimentalismo romântico não para o 'eu' atormentado, mas para o 'outro' oprimido. Em 'Navio Negreiro', ele usa a linguagem inflamada e oratória do condoreirismo para descrever os horrores da escravidão e clamar por liberdade. Com isso, mostrou que a poesia podia ser não apenas expressão da alma, mas também arma de transformação social."
Checklist da Aula 4
- Compreendi o contexto e as características da terceira geração romântica.
- Identifico o condoreirismo e seus recursos oratórios.
- Conheço a obra "Navio Negreiro" e seu papel na campanha abolicionista.
- Sei diferenciar as três gerações românticas.
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 5 – A Prosa Romântica Brasileira: O Romance Indianista (José de Alencar).
Ligação com a Próxima Aula
Você conheceu as três gerações da poesia romântica brasileira — do indianismo de Gonçalves Dias ao pessimismo de Álvares de Azevedo, passando pelo engajamento social de Castro Alves. Mas o Romantismo brasileiro não se fez apenas de versos. A prosa romântica também construiu o imaginário nacional, e o grande nome dessa vertente é José de Alencar.
Na Aula 5 – A Prosa Romântica Brasileira: O Romance Indianista (José de Alencar), você mergulhará nos romances que idealizaram o índio e a natureza brasileira, conhecendo obras como "O Guarani" e "Iracema". Até lá!
Na Aula 5 – A Prosa Romântica Brasileira: O Romance Indianista (José de Alencar), você mergulhará nos romances que idealizaram o índio e a natureza brasileira, conhecendo obras como "O Guarani" e "Iracema". Até lá!