Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Conhecer Lima Barreto como um dos principais autores do Pré-Modernismo brasileiro e sua obra centrada na crítica social e na denúncia do racismo;
- Identificar as características da prosa de Lima Barreto: ironia mordaz, linguagem coloquial e antirretórica, foco nos marginalizados e nos subúrbios cariocas;
- Analisar trechos de "Triste Fim de Policarpo Quaresma" e "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", reconhecendo a sátira ao nacionalismo ingênuo, à burocracia e ao preconceito racial.
Por que isso é importante?
Na Aula 2, você mergulhou em "Os Sertões", de Euclides da Cunha, e conheceu o Brasil profundo do sertão. Agora, voltamos o olhar para o outro lado do abismo: o Brasil urbano do Rio de Janeiro no início do século XX. E quem melhor para nos guiar por esse mundo do que Lima Barreto?
Lima Barreto (1881-1922) foi um escritor que fez da literatura uma arma de combate. Neto de escravos, mulato, cresceu nos subúrbios do Rio de Janeiro e conheceu de perto o racismo, a pobreza e a exclusão. Enquanto a elite literária cultuava a "arte pela arte" e escrevia poemas sobre vasos gregos, Lima Barreto escrevia sobre os presídios, os hospícios, os funcionários públicos humilhados, os negros barrados na porta da sociedade. Sua prosa é direta, coloquial, engajada — e por muito tempo foi considerada "menor" pela crítica acadêmica.
Estudar Lima Barreto é importante para os vestibulares por várias razões. Primeiro, porque suas obras, especialmente "Triste Fim de Policarpo Quaresma", são presença constante nas provas. Segundo, porque sua linguagem inovadora — antirretórica, coloquial, distante da pompa parnasiana — o torna um precursor do Modernismo. Terceiro, porque sua denúncia do racismo e da desigualdade social permanece atual, e as bancas frequentemente exploram essa dimensão crítica de sua obra.
Lima Barreto (1881-1922) foi um escritor que fez da literatura uma arma de combate. Neto de escravos, mulato, cresceu nos subúrbios do Rio de Janeiro e conheceu de perto o racismo, a pobreza e a exclusão. Enquanto a elite literária cultuava a "arte pela arte" e escrevia poemas sobre vasos gregos, Lima Barreto escrevia sobre os presídios, os hospícios, os funcionários públicos humilhados, os negros barrados na porta da sociedade. Sua prosa é direta, coloquial, engajada — e por muito tempo foi considerada "menor" pela crítica acadêmica.
Estudar Lima Barreto é importante para os vestibulares por várias razões. Primeiro, porque suas obras, especialmente "Triste Fim de Policarpo Quaresma", são presença constante nas provas. Segundo, porque sua linguagem inovadora — antirretórica, coloquial, distante da pompa parnasiana — o torna um precursor do Modernismo. Terceiro, porque sua denúncia do racismo e da desigualdade social permanece atual, e as bancas frequentemente exploram essa dimensão crítica de sua obra.
Contexto Curioso
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881, no Rio de Janeiro. Seu pai era tipógrafo na Imprensa Nacional, e sua mãe, professora, morreu quando ele tinha apenas seis anos. A família vivia nos subúrbios — o que, na época, era quase uma condenação social. Apesar das dificuldades, Lima Barreto conseguiu estudar na Escola Politécnica, mas o preconceito o perseguiu: ele era um dos poucos alunos negros da instituição, e a hostilidade dos colegas e professores o levou a abandonar o curso.
Entrou para o funcionalismo público como escrivão e, nas horas vagas, escrevia. Foi nesse ambiente que gestou sua obra. "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (1909) é um romance em que o protagonista, um jovem mulato do interior, chega ao Rio de Janeiro cheio de sonhos e se depara com o racismo e a corrupção. O livro foi recebido com silêncio pela crítica — talvez porque doesse demais.
Seu romance mais famoso, "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (1915), foi publicado em folhetim. Conta a história de um patriota ingênuo e obsessivo que acredita que o Brasil é o melhor país do mundo e que, para corrigi-lo, basta adotar o tupi-guarani como língua oficial e valorizar a produção agrícola. Policarpo é um funcionário público exemplar, um homem honesto e generoso, mas sua fé no país é esmagada pela burocracia, pela corrupção e pela violência do Estado. O romance é uma sátira feroz ao nacionalismo ufanista da Primeira República.
Lima Barreto enfrentou o alcoolismo, a depressão e duas internações em hospícios. Sua vida foi uma sucessão de batalhas perdidas — mas sua literatura venceu. Hoje, ele é reconhecido como um dos grandes escritores brasileiros, e sua obra é lida e estudada como um testemunho corajoso das contradições do Brasil.
Entrou para o funcionalismo público como escrivão e, nas horas vagas, escrevia. Foi nesse ambiente que gestou sua obra. "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (1909) é um romance em que o protagonista, um jovem mulato do interior, chega ao Rio de Janeiro cheio de sonhos e se depara com o racismo e a corrupção. O livro foi recebido com silêncio pela crítica — talvez porque doesse demais.
Seu romance mais famoso, "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (1915), foi publicado em folhetim. Conta a história de um patriota ingênuo e obsessivo que acredita que o Brasil é o melhor país do mundo e que, para corrigi-lo, basta adotar o tupi-guarani como língua oficial e valorizar a produção agrícola. Policarpo é um funcionário público exemplar, um homem honesto e generoso, mas sua fé no país é esmagada pela burocracia, pela corrupção e pela violência do Estado. O romance é uma sátira feroz ao nacionalismo ufanista da Primeira República.
Lima Barreto enfrentou o alcoolismo, a depressão e duas internações em hospícios. Sua vida foi uma sucessão de batalhas perdidas — mas sua literatura venceu. Hoje, ele é reconhecido como um dos grandes escritores brasileiros, e sua obra é lida e estudada como um testemunho corajoso das contradições do Brasil.
Teoria Explicada do Zero
Lima Barreto e o Projeto de Literatura Engajada
Lima Barreto (1881-1922) é o autor mais engajado do Pré-Modernismo. Sua literatura não se pretendia neutra ou meramente estética. Para ele, escrever era um ato de militância — contra o racismo, contra a desigualdade, contra a hipocrisia das elites. Sua obra é uma tentativa de dar voz aos que não tinham voz.
Características da Prosa de Lima Barreto
· Ironia Mordaz e Sátira Social: A principal arma de Lima Barreto é a ironia. Ele não denuncia diretamente — ele expõe, por meio do ridículo, as contradições da sociedade. Policarpo Quaresma é um herói cômico e trágico: sua ingenuidade é enternecedora, mas também é o que o condena.
· Linguagem Coloquial e Antirretórica: Lima Barreto rompeu com a tradição da prosa pomposa e bem-comportada. Sua escrita é simples, direta, próxima da fala. Ele não queria impressionar com palavras raras — queria ser lido e compreendido.
· Foco nos Marginalizados: Seus protagonistas são funcionários públicos humilhados, negros discriminados, suburbanos esquecidos, internos de hospícios. Ele mostra o lado do Brasil que a literatura oficial ignorava.
· Crítica ao Nacionalismo Ufanista: "Triste Fim de Policarpo Quaresma" é uma demolição do patriotismo ingênuo e da ideologia oficial da Primeira República. O protagonista ama o Brasil, mas o Brasil o destrói.
· Autobiografia Transfigurada: Muitos de seus personagens são projeções de sua própria experiência — o mulato que enfrenta o racismo, o escritor incompreendido, o homem que luta contra o alcoolismo. Sua literatura é profundamente pessoal, mas nunca deixa de ser social.
Principais Obras
"Triste Fim de Policarpo Quaresma" (1915): É a obra-prima de Lima Barreto. O protagonista, Policarpo, é um patriota fanático que acredita que o Brasil é o melhor país do mundo. Ele estuda obsessivamente o folclore e a cultura brasileira e propõe que o tupi-guarani seja adotado como língua oficial. Ao longo do romance, Policarpo se choca sucessivamente com a burocracia, a corrupção e a violência do Estado, até ser preso e executado como traidor. O romance é uma sátira devastadora do nacionalismo ufanista e das instituições da República Velha.
"Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (1909): O protagonista, Isaías, é um jovem mulato que sai do interior e vai para o Rio de Janeiro. Lá, consegue um emprego em um jornal e se depara com o racismo, a corrupção e a hipocrisia do mundo da imprensa. O romance é uma denúncia contundente do preconceito racial e uma crítica à mídia.
"Clara dos Anjos" (publicado postumamente): Romance sobre uma jovem negra, Clara, que é seduzida e abandonada por um rapaz branco de classe social superior. A obra expõe o racismo e o machismo que condenam a protagonista à marginalização.
Quadro-Resumo: Lima Barreto
Lima Barreto (1881-1922) é o autor mais engajado do Pré-Modernismo. Sua literatura não se pretendia neutra ou meramente estética. Para ele, escrever era um ato de militância — contra o racismo, contra a desigualdade, contra a hipocrisia das elites. Sua obra é uma tentativa de dar voz aos que não tinham voz.
Características da Prosa de Lima Barreto
· Ironia Mordaz e Sátira Social: A principal arma de Lima Barreto é a ironia. Ele não denuncia diretamente — ele expõe, por meio do ridículo, as contradições da sociedade. Policarpo Quaresma é um herói cômico e trágico: sua ingenuidade é enternecedora, mas também é o que o condena.
· Linguagem Coloquial e Antirretórica: Lima Barreto rompeu com a tradição da prosa pomposa e bem-comportada. Sua escrita é simples, direta, próxima da fala. Ele não queria impressionar com palavras raras — queria ser lido e compreendido.
· Foco nos Marginalizados: Seus protagonistas são funcionários públicos humilhados, negros discriminados, suburbanos esquecidos, internos de hospícios. Ele mostra o lado do Brasil que a literatura oficial ignorava.
· Crítica ao Nacionalismo Ufanista: "Triste Fim de Policarpo Quaresma" é uma demolição do patriotismo ingênuo e da ideologia oficial da Primeira República. O protagonista ama o Brasil, mas o Brasil o destrói.
· Autobiografia Transfigurada: Muitos de seus personagens são projeções de sua própria experiência — o mulato que enfrenta o racismo, o escritor incompreendido, o homem que luta contra o alcoolismo. Sua literatura é profundamente pessoal, mas nunca deixa de ser social.
Principais Obras
"Triste Fim de Policarpo Quaresma" (1915): É a obra-prima de Lima Barreto. O protagonista, Policarpo, é um patriota fanático que acredita que o Brasil é o melhor país do mundo. Ele estuda obsessivamente o folclore e a cultura brasileira e propõe que o tupi-guarani seja adotado como língua oficial. Ao longo do romance, Policarpo se choca sucessivamente com a burocracia, a corrupção e a violência do Estado, até ser preso e executado como traidor. O romance é uma sátira devastadora do nacionalismo ufanista e das instituições da República Velha.
"Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (1909): O protagonista, Isaías, é um jovem mulato que sai do interior e vai para o Rio de Janeiro. Lá, consegue um emprego em um jornal e se depara com o racismo, a corrupção e a hipocrisia do mundo da imprensa. O romance é uma denúncia contundente do preconceito racial e uma crítica à mídia.
"Clara dos Anjos" (publicado postumamente): Romance sobre uma jovem negra, Clara, que é seduzida e abandonada por um rapaz branco de classe social superior. A obra expõe o racismo e o machismo que condenam a protagonista à marginalização.
Quadro-Resumo: Lima Barreto
| Aspecto | Características |
| Autor | Lima Barreto (1881-1922). |
| Movimento | Pré-Modernismo. |
| Principais obras | "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (1915) — "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (1909) — "Clara dos Anjos" (póstumo). |
| Estilo | Ironia mordaz — linguagem coloquial e antirretórica — foco nos marginalizados — crítica social e racial. |
| Temas centrais | Nacionalismo ufanista — burocracia — racismo — exclusão social — loucura e marginalidade. |
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (Ironia e Sátira):
"Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e escrever em geral se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua — resolveu adotar o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro."
-> Análise: A ironia está no contraste entre a seriedade com que Policarpo defende sua proposta e o absurdo da ideia. A frase inicial é solene e grandiosa, mas o conteúdo é ridículo. Lima Barreto satiriza o nacionalismo ingênuo e a burocracia estatal.
Exemplo 2 – "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (Racismo e Exclusão):
"Eu era um rapaz de cor, e a minha cor era um estigma. Eu não podia entrar em certos lugares, não podia aspirar a certos cargos, não podia amar certas mulheres. A minha cor me fechava todas as portas."
-> Análise: A denúncia do racismo é direta e sem rodeios. Isaías Caminha é um alter ego de Lima Barreto, e o romance expõe a violência cotidiana do preconceito racial. A linguagem é clara, sem artifícios — a força está na sinceridade.
Exemplo 3 – "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (Final Trágico):
"Policarpo Quaresma foi fuzilado por ordem do governo. Ele, que tanto amara o Brasil, foi executado como traidor da pátria. Sua morte foi o último serviço que prestou ao país que tanto amou — o de morrer por ele."
-> Análise: O desfecho é trágico e irônico. Policarpo, o patriota exemplar, é executado pelo próprio Estado que ele venerava. A frase final sintetiza a crítica de Lima Barreto: o Brasil devora seus melhores filhos.
"Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e escrever em geral se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua — resolveu adotar o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro."
-> Análise: A ironia está no contraste entre a seriedade com que Policarpo defende sua proposta e o absurdo da ideia. A frase inicial é solene e grandiosa, mas o conteúdo é ridículo. Lima Barreto satiriza o nacionalismo ingênuo e a burocracia estatal.
Exemplo 2 – "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (Racismo e Exclusão):
"Eu era um rapaz de cor, e a minha cor era um estigma. Eu não podia entrar em certos lugares, não podia aspirar a certos cargos, não podia amar certas mulheres. A minha cor me fechava todas as portas."
-> Análise: A denúncia do racismo é direta e sem rodeios. Isaías Caminha é um alter ego de Lima Barreto, e o romance expõe a violência cotidiana do preconceito racial. A linguagem é clara, sem artifícios — a força está na sinceridade.
Exemplo 3 – "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (Final Trágico):
"Policarpo Quaresma foi fuzilado por ordem do governo. Ele, que tanto amara o Brasil, foi executado como traidor da pátria. Sua morte foi o último serviço que prestou ao país que tanto amou — o de morrer por ele."
-> Análise: O desfecho é trágico e irônico. Policarpo, o patriota exemplar, é executado pelo próprio Estado que ele venerava. A frase final sintetiza a crítica de Lima Barreto: o Brasil devora seus melhores filhos.
O Essencial (Guarde Isso)
- Lima Barreto (1881-1922): Autor pré-modernista, engajado na crítica social e na denúncia do racismo.
- Principais obras: "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (sátira ao nacionalismo ufanista), "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" (denúncia do racismo e da corrupção na imprensa), "Clara dos Anjos" (crítica ao racismo e ao machismo).
- Estilo: Ironia mordaz, linguagem coloquial, foco nos marginalizados.
Dicas Práticas
Dica 1 (Identifique a ironia): Em Lima Barreto, a ironia está no contraste entre o tom solene e o conteúdo absurdo, ou entre a dignidade do personagem e o destino trágico que o aguarda.
Dica 2 (Observe a linguagem): Se a prosa é simples, direta, sem palavras raras, e o narrador parece estar conversando com o leitor, provavelmente é Lima Barreto. Ele é o oposto de Euclides da Cunha nesse aspecto.
Dica 3 (Decore os temas das obras): "Policarpo Quaresma" → nacionalismo ingênuo e burocracia; "Isaías Caminha" → racismo e imprensa; "Clara dos Anjos" → racismo e machismo.
Dica 4 (Compare com Machado de Assis): Ambos são irônicos e críticos, mas Machado é sutil, contido e aristocrático; Lima Barreto é direto, coloquial e engajado.
Dica 2 (Observe a linguagem): Se a prosa é simples, direta, sem palavras raras, e o narrador parece estar conversando com o leitor, provavelmente é Lima Barreto. Ele é o oposto de Euclides da Cunha nesse aspecto.
Dica 3 (Decore os temas das obras): "Policarpo Quaresma" → nacionalismo ingênuo e burocracia; "Isaías Caminha" → racismo e imprensa; "Clara dos Anjos" → racismo e machismo.
Dica 4 (Compare com Machado de Assis): Ambos são irônicos e críticos, mas Machado é sutil, contido e aristocrático; Lima Barreto é direto, coloquial e engajado.
Dúvidas Frequentes
Lima Barreto é um escritor realista?
Ele tem traços realistas (análise social, ironia), mas sua linguagem coloquial e sua postura engajada o colocam no Pré-Modernismo, como precursor do Modernismo.
Policarpo Quaresma é um herói ou um tolo?
Ambos. Lima Barreto constrói um personagem complexo: Policarpo é ingênuo e obsessivo, mas também honesto e generoso. Sua tragédia é acreditar no Brasil mais do que o Brasil merece.
Lima Barreto foi reconhecido em vida?
Parcialmente. Ele teve algum sucesso com "Policarpo Quaresma", mas enfrentou o desprezo da crítica acadêmica e o racismo da elite literária. Seu reconhecimento pleno veio após a morte.
Ele tem traços realistas (análise social, ironia), mas sua linguagem coloquial e sua postura engajada o colocam no Pré-Modernismo, como precursor do Modernismo.
Policarpo Quaresma é um herói ou um tolo?
Ambos. Lima Barreto constrói um personagem complexo: Policarpo é ingênuo e obsessivo, mas também honesto e generoso. Sua tragédia é acreditar no Brasil mais do que o Brasil merece.
Lima Barreto foi reconhecido em vida?
Parcialmente. Ele teve algum sucesso com "Policarpo Quaresma", mas enfrentou o desprezo da crítica acadêmica e o racismo da elite literária. Seu reconhecimento pleno veio após a morte.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Associe as colunas.
Questão 2 – Qual característica da prosa de Lima Barreto o diferencia de Euclides da Cunha?
a) Linguagem grandiosa e barroca.
b) Determinismo do meio.
c) Linguagem coloquial e antirretórica.
d) Mistura de ciência e literatura.
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento e responda.
"Policarpo Quaresma (...) resolveu adotar o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro."
a) Identifique o recurso expressivo predominante no trecho e explique seu efeito.
b) Qual a crítica de Lima Barreto ao nacionalismo da época?
Questão 4 – Leia o fragmento e responda.
"Eu era um rapaz de cor, e a minha cor era um estigma. Eu não podia entrar em certos lugares, não podia aspirar a certos cargos, não podia amar certas mulheres."
a) A que obra pertence esse fragmento e qual o tema central que ele expressa?
b) Como esse fragmento se relaciona com a biografia de Lima Barreto?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) comparando a linguagem de Lima Barreto com a de Euclides da Cunha.
Seu parágrafo:
| Coluna A (Obra) | Coluna B (Tema Central) |
| 1. "Triste Fim de Policarpo Quaresma" | ( ) Denúncia do racismo — corrupção na imprensa. |
| 2. "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" | ( ) Sátira ao nacionalismo ufanista — burocracia. |
| 3. "Clara dos Anjos" | ( ) Crítica ao racismo — machismo. |
Questão 2 – Qual característica da prosa de Lima Barreto o diferencia de Euclides da Cunha?
a) Linguagem grandiosa e barroca.
b) Determinismo do meio.
c) Linguagem coloquial e antirretórica.
d) Mistura de ciência e literatura.
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento e responda.
"Policarpo Quaresma (...) resolveu adotar o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro."
a) Identifique o recurso expressivo predominante no trecho e explique seu efeito.
b) Qual a crítica de Lima Barreto ao nacionalismo da época?
Questão 4 – Leia o fragmento e responda.
"Eu era um rapaz de cor, e a minha cor era um estigma. Eu não podia entrar em certos lugares, não podia aspirar a certos cargos, não podia amar certas mulheres."
a) A que obra pertence esse fragmento e qual o tema central que ele expressa?
b) Como esse fragmento se relaciona com a biografia de Lima Barreto?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) comparando a linguagem de Lima Barreto com a de Euclides da Cunha.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
Ordem correta: (2), (1), (3).
Questão 2
Resposta correta: c) Linguagem coloquial e antirretórica. Euclides da Cunha usa linguagem grandiosa e barroca; Lima Barreto, linguagem simples e direta.
Questão 3
a) A ironia. O narrador descreve com seriedade uma proposta absurda (adotar o tupi-guarani), criando um contraste cômico que expõe a ingenuidade de Policarpo.
b) Lima Barreto critica o nacionalismo ufanista, exagerado e irracional, que se apega a símbolos vazios em vez de enfrentar os problemas reais do país.
Questão 4
a) Pertence a "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". O tema central é o racismo e a exclusão social.
b) Lima Barreto era neto de escravos e sofreu racismo ao longo de toda a vida. O fragmento é uma expressão autobiográfica transfigurada — Isaías Caminha é um alter ego do autor.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "A linguagem de Euclides da Cunha é grandiosa, barroca e erudita, com vocabulário raro e períodos longos, misturando ciência e literatura. Já a de Lima Barreto é simples, direta e coloquial, próxima da fala cotidiana, sem preocupação com a pompa. Enquanto Euclides escreve para impressionar e descrever com precisão, Lima Barreto escreve para denunciar e ser compreendido."
Ordem correta: (2), (1), (3).
Questão 2
Resposta correta: c) Linguagem coloquial e antirretórica. Euclides da Cunha usa linguagem grandiosa e barroca; Lima Barreto, linguagem simples e direta.
Questão 3
a) A ironia. O narrador descreve com seriedade uma proposta absurda (adotar o tupi-guarani), criando um contraste cômico que expõe a ingenuidade de Policarpo.
b) Lima Barreto critica o nacionalismo ufanista, exagerado e irracional, que se apega a símbolos vazios em vez de enfrentar os problemas reais do país.
Questão 4
a) Pertence a "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". O tema central é o racismo e a exclusão social.
b) Lima Barreto era neto de escravos e sofreu racismo ao longo de toda a vida. O fragmento é uma expressão autobiográfica transfigurada — Isaías Caminha é um alter ego do autor.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "A linguagem de Euclides da Cunha é grandiosa, barroca e erudita, com vocabulário raro e períodos longos, misturando ciência e literatura. Já a de Lima Barreto é simples, direta e coloquial, próxima da fala cotidiana, sem preocupação com a pompa. Enquanto Euclides escreve para impressionar e descrever com precisão, Lima Barreto escreve para denunciar e ser compreendido."
Checklist da Aula 3
- Conheço Lima Barreto e sua importância no Pré-Modernismo.
- Identifico as características de sua prosa: ironia, linguagem coloquial, crítica social.
- Conheço suas principais obras e seus temas centrais.
- Sei comparar a linguagem de Lima Barreto com a de Euclides da Cunha.
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 4 – Graça Aranha e Augusto dos Anjos.
Ligação com a Próxima Aula
Você conheceu Lima Barreto, o cronista dos subúrbios cariocas. Mas o Pré-Modernismo também produziu um poeta único, que misturou Parnasianismo, Simbolismo e um pessimismo científico para falar de vermes, cadáveres e podridão: Augusto dos Anjos.
Na Aula 4 – Graça Aranha e Augusto dos Anjos, você conhecerá a poesia singular de Augusto dos Anjos e o romance de tese de Graça Aranha, completando o painel dos principais autores do Pré-Modernismo brasileiro. Até lá!
Na Aula 4 – Graça Aranha e Augusto dos Anjos, você conhecerá a poesia singular de Augusto dos Anjos e o romance de tese de Graça Aranha, completando o painel dos principais autores do Pré-Modernismo brasileiro. Até lá!