Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Conhecer Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens como os dois principais poetas do Simbolismo brasileiro, compreendendo suas trajetórias e temas centrais;
- Identificar as marcas da poesia de Cruz e Sousa: obsessão pela cor branca, angústia existencial, espiritualidade atormentada, musicalidade e sinestesia;
- Identificar as marcas da poesia de Alphonsus de Guimaraens: misticismo amoroso, culto à morte e à amada idealizada, cenários noturnos e religiosos, musicalidade suave e dolente;
- Analisar poemas como "Antífona", "Violões que Choram" (Cruz e Sousa) e "Ismália", "Hão de Chorar por Ela os Cinamomos" (Alphonsus de Guimaraens), reconhecendo os recursos expressivos e os temas centrais.
Por que isso é importante?
Na Aula 3, você conheceu o Simbolismo — sua oposição ao Parnasianismo, seu mergulho no inconsciente, sua musicalidade e sua atmosfera de mistério. Agora, vamos estudar de perto os dois poetas que melhor representam essa estética no Brasil: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.
Eles são essenciais por duas razões. Primeiro, porque são os nomes mais cobrados do Simbolismo em vestibulares e concursos. Segundo, porque representam duas faces distintas do movimento: Cruz e Sousa é o poeta da dor cósmica, da revolta metafísica, da busca atormentada por um ideal branco e inalcançável; Alphonsus de Guimaraens é o poeta do amor etéreo, da saudade da amada morta, da religiosidade envolta em névoas e incenso. Estudá-los é compreender a riqueza e a diversidade do Simbolismo brasileiro.
Eles são essenciais por duas razões. Primeiro, porque são os nomes mais cobrados do Simbolismo em vestibulares e concursos. Segundo, porque representam duas faces distintas do movimento: Cruz e Sousa é o poeta da dor cósmica, da revolta metafísica, da busca atormentada por um ideal branco e inalcançável; Alphonsus de Guimaraens é o poeta do amor etéreo, da saudade da amada morta, da religiosidade envolta em névoas e incenso. Estudá-los é compreender a riqueza e a diversidade do Simbolismo brasileiro.
Contexto Curioso
Cruz e Sousa (1861-1898) nasceu em Desterro, atual Florianópolis, filho de um pedreiro e de uma lavadeira, ambos escravos libertos. Foi educado pelo senhor de seus pais, o marechal Guilherme Xavier de Sousa, que lhe deu uma formação refinada — latim, francês, literatura. Mas, quando saiu de sua cidade natal e foi para o Rio de Janeiro, o Brasil mostrou-lhe sua face mais cruel: o racismo. Cruz e Sousa foi chamado de "o Cisne Negro" — um apelido que, dependendo da boca que o pronunciava, podia ser um elogio ou um insulto.
Sua obra é uma tentativa de transcendência. Ele transformou a dor do preconceito em uma poesia cósmica, espiritual, que busca o absoluto. A obsessão pelo branco — cor que percorre seus versos como um mantra — é a metáfora dessa busca: o branco é a pureza, a luz, o ideal inalcançável. Mas também é o vazio, a ausência, a morte. Sua poesia não é autobiográfica no sentido comum — ele não fala de racismo diretamente, mas a dor de existir impregna cada verso.
Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) nasceu em Ouro Preto, a cidade barroca de Minas Gerais. Sua vida foi marcada por uma tragédia: aos 22 anos, sua noiva Constança morreu de tuberculose. Alphonsus nunca se recuperou. Transformou a amada morta em sua musa, e toda a sua poesia é uma elegia perpétua a esse amor impossível. Seus poemas são povoados de anjos, virgens, luas, círios e flores — um universo de religiosidade suave e de saudade sem fim.
Diferentemente de Cruz e Sousa, que buscava o absoluto no branco cósmico, Alphonsus buscava o absoluto no amor espiritualizado. Sua poesia é mais serena, mais musical, mais envolta em névoas — mas não menos profunda. É a face mineira, católica e lunar do Simbolismo brasileiro.
Sua obra é uma tentativa de transcendência. Ele transformou a dor do preconceito em uma poesia cósmica, espiritual, que busca o absoluto. A obsessão pelo branco — cor que percorre seus versos como um mantra — é a metáfora dessa busca: o branco é a pureza, a luz, o ideal inalcançável. Mas também é o vazio, a ausência, a morte. Sua poesia não é autobiográfica no sentido comum — ele não fala de racismo diretamente, mas a dor de existir impregna cada verso.
Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) nasceu em Ouro Preto, a cidade barroca de Minas Gerais. Sua vida foi marcada por uma tragédia: aos 22 anos, sua noiva Constança morreu de tuberculose. Alphonsus nunca se recuperou. Transformou a amada morta em sua musa, e toda a sua poesia é uma elegia perpétua a esse amor impossível. Seus poemas são povoados de anjos, virgens, luas, círios e flores — um universo de religiosidade suave e de saudade sem fim.
Diferentemente de Cruz e Sousa, que buscava o absoluto no branco cósmico, Alphonsus buscava o absoluto no amor espiritualizado. Sua poesia é mais serena, mais musical, mais envolta em névoas — mas não menos profunda. É a face mineira, católica e lunar do Simbolismo brasileiro.
Teoria Explicada do Zero
Cruz e Sousa: O Cisne Negro
Cruz e Sousa (1861-1898) é o introdutor e o maior poeta do Simbolismo no Brasil. Sua obra se concentra em dois livros publicados no mesmo ano de 1893: "Missal" (poemas em prosa) e "Broquéis" (poesia). Postumamente, foram publicados "Evocações" (1898), "Faróis" (1900) e "Últimos Sonetos" (1905).
Características da poesia de Cruz e Sousa:
· Obsessão pelo Branco: A cor branca é o símbolo central. Ela representa o absoluto, a pureza, o ideal, mas também o vazio e a morte. O branco é a meta inalcançável, a transcendência que o poeta busca sem nunca atingir plenamente.
· Angústia Existencial e Dor Cósmica: A poesia de Cruz e Sousa é atravessada por um sofrimento que não é apenas pessoal, mas metafísico — é a dor de existir, de ser um espírito aprisionado na matéria.
· Musicalidade e Sinestesia: Os poemas são construídos como partituras. Aliterações, assonâncias, repetições e ritmos fluidos criam uma atmosfera hipnótica. A sinestesia (mistura de sensações) é abundante.
· Linguagem Elevada e Solene: O vocabulário é nobre, com muitas maiúsculas alegorizantes (Dor, Morte, Amor, Alma). Há forte influência do estilo bíblico e litúrgico.
· Temas Recorrentes: A morte, o infinito, a transcendência, a pureza, a brancura, a noite, o mistério.
Principais poemas de Cruz e Sousa:
· "Antífona": Poema de abertura de "Broquéis". Uma espécie de manifesto simbolista, que invoca "Formas alvas, brancas, Formas claras" — a obsessão pelo branco em sua expressão mais pura.
· "Violões que Choram": Musicalidade e melancolia. Os violões são símbolo da alma atormentada que geme em sons.
· "Siderações": Poema sobre a atração pelo infinito e pelos astros, o desejo de escapar da condição humana.
Alphonsus de Guimaraens: O Poeta da Amada Morta
Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) é o outro grande nome do Simbolismo brasileiro. Sua obra principal inclui "Câmara Ardente" (1899), "Kyriale" (1902), "Setenário das Dores de Nossa Senhora" e "Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte".
Características da poesia de Alphonsus de Guimaraens:
· Misticismo Amoroso: A musa é a amada morta, Constança, que se torna uma figura angelical, intermediária entre o poeta e Deus. O amor é espiritualizado, transformado em devoção religiosa.
· Cenários Noturnos e Religiosos: A lua, a noite, o templo, o órgão, o incenso, os círios — tudo cria uma atmosfera de catedral envolta em névoas.
· Musicalidade Suave e Dolente: Diferentemente da musicalidade angustiada de Cruz e Sousa, a de Alphonsus é mais serena, mais cantante, mais próxima da prece.
· Linguagem Litúrgica e Arcaizante: O poeta usa palavras do latim litúrgico, expressões bíblicas e vocabulário religioso.
· Temas Recorrentes: O amor impossível, a morte, a saudade, a transcendência pela fé e pelo amor.
Principais poemas de Alphonsus de Guimaraens:
· "Ismália": A história de uma jovem que enlouquece e busca a lua no céu e no mar, terminando em morte. É o poema mais conhecido do Simbolismo brasileiro, uma obra-prima de musicalidade e simplicidade formal.
· "Hão de Chorar por Ela os Cinamomos": Poema dedicado à amada morta, em que a natureza inteira participa do luto.
Quadro-Resumo: Cruz e Sousa vs. Alphonsus de Guimaraens
Cruz e Sousa (1861-1898) é o introdutor e o maior poeta do Simbolismo no Brasil. Sua obra se concentra em dois livros publicados no mesmo ano de 1893: "Missal" (poemas em prosa) e "Broquéis" (poesia). Postumamente, foram publicados "Evocações" (1898), "Faróis" (1900) e "Últimos Sonetos" (1905).
Características da poesia de Cruz e Sousa:
· Obsessão pelo Branco: A cor branca é o símbolo central. Ela representa o absoluto, a pureza, o ideal, mas também o vazio e a morte. O branco é a meta inalcançável, a transcendência que o poeta busca sem nunca atingir plenamente.
· Angústia Existencial e Dor Cósmica: A poesia de Cruz e Sousa é atravessada por um sofrimento que não é apenas pessoal, mas metafísico — é a dor de existir, de ser um espírito aprisionado na matéria.
· Musicalidade e Sinestesia: Os poemas são construídos como partituras. Aliterações, assonâncias, repetições e ritmos fluidos criam uma atmosfera hipnótica. A sinestesia (mistura de sensações) é abundante.
· Linguagem Elevada e Solene: O vocabulário é nobre, com muitas maiúsculas alegorizantes (Dor, Morte, Amor, Alma). Há forte influência do estilo bíblico e litúrgico.
· Temas Recorrentes: A morte, o infinito, a transcendência, a pureza, a brancura, a noite, o mistério.
Principais poemas de Cruz e Sousa:
· "Antífona": Poema de abertura de "Broquéis". Uma espécie de manifesto simbolista, que invoca "Formas alvas, brancas, Formas claras" — a obsessão pelo branco em sua expressão mais pura.
· "Violões que Choram": Musicalidade e melancolia. Os violões são símbolo da alma atormentada que geme em sons.
· "Siderações": Poema sobre a atração pelo infinito e pelos astros, o desejo de escapar da condição humana.
Alphonsus de Guimaraens: O Poeta da Amada Morta
Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) é o outro grande nome do Simbolismo brasileiro. Sua obra principal inclui "Câmara Ardente" (1899), "Kyriale" (1902), "Setenário das Dores de Nossa Senhora" e "Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte".
Características da poesia de Alphonsus de Guimaraens:
· Misticismo Amoroso: A musa é a amada morta, Constança, que se torna uma figura angelical, intermediária entre o poeta e Deus. O amor é espiritualizado, transformado em devoção religiosa.
· Cenários Noturnos e Religiosos: A lua, a noite, o templo, o órgão, o incenso, os círios — tudo cria uma atmosfera de catedral envolta em névoas.
· Musicalidade Suave e Dolente: Diferentemente da musicalidade angustiada de Cruz e Sousa, a de Alphonsus é mais serena, mais cantante, mais próxima da prece.
· Linguagem Litúrgica e Arcaizante: O poeta usa palavras do latim litúrgico, expressões bíblicas e vocabulário religioso.
· Temas Recorrentes: O amor impossível, a morte, a saudade, a transcendência pela fé e pelo amor.
Principais poemas de Alphonsus de Guimaraens:
· "Ismália": A história de uma jovem que enlouquece e busca a lua no céu e no mar, terminando em morte. É o poema mais conhecido do Simbolismo brasileiro, uma obra-prima de musicalidade e simplicidade formal.
· "Hão de Chorar por Ela os Cinamomos": Poema dedicado à amada morta, em que a natureza inteira participa do luto.
Quadro-Resumo: Cruz e Sousa vs. Alphonsus de Guimaraens
| Aspecto | Cruz e Sousa | Alphonsus de Guimaraens |
| Principal tema | Angústia existencial — busca do absoluto (branco). | Amor espiritualizado pela amada morta — misticismo. |
| Tom predominante | Atormentado — solene — cósmico. | Sereno — dolente — litúrgico. |
| Símbolos centrais | Branco — luz — estrelas — astros — abismo. | Lua — noite — templo — incenso — virgem — anjo. |
| Musicalidade | Intensa — hipnótica — com aliterações e repetições fortes. | Suave — cantante — próxima da prece e do réquiem. |
| Obras principais | "Broquéis" (1893) — "Missal" (1893) — "Faróis" (1900). | "Câmara Ardente" (1899) — "Kyriale" (1902). |
| Poemas emblemáticos | "Antífona" — "Violões que Choram". | "Ismália" — "Hão de Chorar por Ela os Cinamomos". |
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – Cruz e Sousa, "Antífona" (Abertura de "Broquéis"):
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras..."
-> Análise: O poema é uma invocação, uma oração dirigida às "Formas" — entidades brancas, vagas, fluidas. A repetição de palavras ligadas ao branco e à luz cria uma atmosfera de elevação mística. A sinestesia ("Incensos dos turíbulos") une olfato e visão. O poeta não descreve nada concreto — apenas sugere um estado de espírito, uma aspiração ao absoluto.
Exemplo 2 – Cruz e Sousa, "Violões que Choram" (Musicalidade e Dor):
"Ah! plangentes violões, de acordes velhos,
De acordes velhos, plangentes, gemebundos,
Por que vos tornastes assim tão vagabundos,
Cheios de penas, de fundos pesadelos?"
-> Análise: Os violões são símbolos da alma que geme. A musicalidade é construída pelas aliterações em "v", pelas repetições ("plangentes") e pelo ritmo cadenciado. A dor expressa é existencial, sem causa definida — é a dor de existir, típica do Simbolismo de Cruz e Sousa.
Exemplo 3 – Alphonsus de Guimaraens, "Ismália" (Musicalidade e Morte):
"Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
(...)
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar..."
-> Análise: A musicalidade hipnótica é criada pelo paralelismo e pelo ritmo das redondilhas. A repetição das rimas em "ar" e "éu" é quase um mantra. Ismália busca o absoluto (a lua), e sua morte é uma libertação — o corpo desce, a alma sobe. O poema sugere, não explica. A atmosfera é onírica e mística.
Exemplo 4 – Alphonsus de Guimaraens, "Hão de Chorar por Ela os Cinamomos":
"Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia."
-> Análise: A natureza inteira participa do luto pela amada morta. Os cinamomos (plantas aromáticas) choram, os pomos caem, o dia tomba. A linguagem é litúrgica e dolente. O amor é espiritualizado, transformado em saudade eterna.
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras..."
-> Análise: O poema é uma invocação, uma oração dirigida às "Formas" — entidades brancas, vagas, fluidas. A repetição de palavras ligadas ao branco e à luz cria uma atmosfera de elevação mística. A sinestesia ("Incensos dos turíbulos") une olfato e visão. O poeta não descreve nada concreto — apenas sugere um estado de espírito, uma aspiração ao absoluto.
Exemplo 2 – Cruz e Sousa, "Violões que Choram" (Musicalidade e Dor):
"Ah! plangentes violões, de acordes velhos,
De acordes velhos, plangentes, gemebundos,
Por que vos tornastes assim tão vagabundos,
Cheios de penas, de fundos pesadelos?"
-> Análise: Os violões são símbolos da alma que geme. A musicalidade é construída pelas aliterações em "v", pelas repetições ("plangentes") e pelo ritmo cadenciado. A dor expressa é existencial, sem causa definida — é a dor de existir, típica do Simbolismo de Cruz e Sousa.
Exemplo 3 – Alphonsus de Guimaraens, "Ismália" (Musicalidade e Morte):
"Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
(...)
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar..."
-> Análise: A musicalidade hipnótica é criada pelo paralelismo e pelo ritmo das redondilhas. A repetição das rimas em "ar" e "éu" é quase um mantra. Ismália busca o absoluto (a lua), e sua morte é uma libertação — o corpo desce, a alma sobe. O poema sugere, não explica. A atmosfera é onírica e mística.
Exemplo 4 – Alphonsus de Guimaraens, "Hão de Chorar por Ela os Cinamomos":
"Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia."
-> Análise: A natureza inteira participa do luto pela amada morta. Os cinamomos (plantas aromáticas) choram, os pomos caem, o dia tomba. A linguagem é litúrgica e dolente. O amor é espiritualizado, transformado em saudade eterna.
O Essencial (Guarde Isso)
- Cruz e Sousa: Introdutor do Simbolismo no Brasil. Poeta da angústia existencial e da obsessão pelo branco (o absoluto inalcançável). Obras: "Broquéis", "Missal", "Faróis". Poemas: "Antífona", "Violões que Choram".
- Alphonsus de Guimaraens: Poeta do amor espiritualizado e da saudade da amada morta. Cenários noturnos e litúrgicos. Obras: "Câmara Ardente", "Kyriale". Poema: "Ismália".
- Diferença entre os dois: Cruz e Sousa → dor cósmica, brancura, musicalidade intensa. Alphonsus de Guimaraens → amor místico, noite, musicalidade suave.
Dicas Práticas
Dica 1 (Identifique o autor pelo tom e pelos símbolos): Se o poema fala em "branco", "astros", "Formas", "abismo" e tem tom solene e atormentado, é Cruz e Sousa. Se fala em "lua", "noite", "anjo", "amada morta" e tem tom sereno e litúrgico, é Alphonsus de Guimaraens.
Dica 2 (Decore os poemas mais famosos): "Antífona" e "Violões que Choram" (Cruz e Sousa); "Ismália" (Alphonsus de Guimaraens). As bancas costumam pedir a identificação do autor a partir desses poemas.
Dica 3 (Compare com o Parnasianismo): Ambos são simbolistas, portanto opõem-se ao Parnasianismo de Olavo Bilac. Mas a poesia de Alphonsus é, em alguns aspectos, mais formalmente contida (usa redondilhas, como Bilac), o que pode gerar confusão. A diferença está no conteúdo: Alphonsus é místico e sugestivo; Bilac é claro e descritivo.
Dica 4 (Atenção à linguagem litúrgica): Alphonsus usa palavras como "círio", "turíbulo", "hino", "prece", "réquiem". Essa marca estilística é muito cobrada.
Dica 2 (Decore os poemas mais famosos): "Antífona" e "Violões que Choram" (Cruz e Sousa); "Ismália" (Alphonsus de Guimaraens). As bancas costumam pedir a identificação do autor a partir desses poemas.
Dica 3 (Compare com o Parnasianismo): Ambos são simbolistas, portanto opõem-se ao Parnasianismo de Olavo Bilac. Mas a poesia de Alphonsus é, em alguns aspectos, mais formalmente contida (usa redondilhas, como Bilac), o que pode gerar confusão. A diferença está no conteúdo: Alphonsus é místico e sugestivo; Bilac é claro e descritivo.
Dica 4 (Atenção à linguagem litúrgica): Alphonsus usa palavras como "círio", "turíbulo", "hino", "prece", "réquiem". Essa marca estilística é muito cobrada.
Dúvidas Frequentes
Cruz e Sousa era realmente obcecado pelo branco?
Sim, o branco é o símbolo central de sua poesia. Ele representa a pureza, o ideal, a transcendência — mas também a ausência, a morte, o inalcançável. A obsessão pelo branco é uma metáfora da busca espiritual do poeta.
Alphonsus de Guimaraens é um poeta romântico ou simbolista?
Simbolista. Embora o tema do amor idealizado e da amada morta lembre o Romantismo, o tratamento é simbolista: a linguagem é sugestiva, musical, litúrgica, voltada para o mistério e a espiritualidade, e não para o sentimentalismo confessional.
"Ismália" é baseada em uma história real?
Provavelmente não. Ismália é uma criação literária de Alphonsus, que simboliza a alma em busca do absoluto. A história da jovem que enlouquece e morre é uma alegoria da condição humana diante do mistério.
Sim, o branco é o símbolo central de sua poesia. Ele representa a pureza, o ideal, a transcendência — mas também a ausência, a morte, o inalcançável. A obsessão pelo branco é uma metáfora da busca espiritual do poeta.
Alphonsus de Guimaraens é um poeta romântico ou simbolista?
Simbolista. Embora o tema do amor idealizado e da amada morta lembre o Romantismo, o tratamento é simbolista: a linguagem é sugestiva, musical, litúrgica, voltada para o mistério e a espiritualidade, e não para o sentimentalismo confessional.
"Ismália" é baseada em uma história real?
Provavelmente não. Ismália é uma criação literária de Alphonsus, que simboliza a alma em busca do absoluto. A história da jovem que enlouquece e morre é uma alegoria da condição humana diante do mistério.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Associe as colunas.
Questão 2 – Qual poema de Alphonsus de Guimaraens narra a história de uma jovem que enlouquece e morre?
a) "Antífona"
b) "Violões que Choram"
c) "Ismália"
d) "Profissão de Fé"
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento de Cruz e Sousa e responda.
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras..."
a) Qual o valor simbólico do branco na poesia de Cruz e Sousa? Explique com elementos do trecho.
b) Identifique uma característica simbolista presente no fragmento e justifique.
Questão 4 – Leia o fragmento de "Ismália" e responda.
"Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar..."
a) Como esses versos expressam a dualidade corpo/alma típica do Simbolismo?
b) De que forma a musicalidade é construída no poema "Ismália"?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) comparando o tom e os temas da poesia de Cruz e Sousa e de Alphonsus de Guimaraens. Mencione ao menos um poema de cada autor.
Seu parágrafo:
| Coluna A (Poeta) | Coluna B (Característica) |
| 1. Cruz e Sousa | ( ) Poeta da amada morta — misticismo — cenários noturnos. |
| 2. Alphonsus de Guimaraens | ( ) Poeta da angústia existencial — obsessão pelo branco. |
Questão 2 – Qual poema de Alphonsus de Guimaraens narra a história de uma jovem que enlouquece e morre?
a) "Antífona"
b) "Violões que Choram"
c) "Ismália"
d) "Profissão de Fé"
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento de Cruz e Sousa e responda.
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras..."
a) Qual o valor simbólico do branco na poesia de Cruz e Sousa? Explique com elementos do trecho.
b) Identifique uma característica simbolista presente no fragmento e justifique.
Questão 4 – Leia o fragmento de "Ismália" e responda.
"Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar..."
a) Como esses versos expressam a dualidade corpo/alma típica do Simbolismo?
b) De que forma a musicalidade é construída no poema "Ismália"?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) comparando o tom e os temas da poesia de Cruz e Sousa e de Alphonsus de Guimaraens. Mencione ao menos um poema de cada autor.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
Ordem correta: (2), (1).
Questão 2
Resposta correta: c) "Ismália". É o poema mais famoso de Alphonsus de Guimaraens.
Questão 3
a) O branco simboliza o absoluto, a pureza, o ideal inalcançável. No trecho, palavras como "alvas", "brancas", "claras", "luares", "neves", "neblinas" e "cristalinas" constroem uma atmosfera de elevação mística, em que o branco é uma meta espiritual.
b) A sinestesia ("Incensos dos turíbulos das aras" — mistura de olfato e visão) e a linguagem vaga e sugestiva são marcas simbolistas. O poema não descreve, mas sugere uma atmosfera espiritual.
Questão 4
a) A dualidade corpo/alma é típica do Simbolismo: o corpo pertence ao mundo material (desce ao mar), enquanto a alma aspira ao mundo espiritual (sobe ao céu). A morte de Ismália é uma libertação — o espírito se desprende da matéria.
b) A musicalidade é construída pelo paralelismo (repetição da estrutura dos versos), pelo ritmo das redondilhas (versos de sete sílabas) e pelas rimas repetitivas em "ar" e "éu", que criam um efeito de mantra e hipnose.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "A poesia de Cruz e Sousa é marcada por um tom solene e atormentado, voltado para a angústia existencial e a busca do absoluto, como em 'Antífona', onde o branco é invocado como ideal inalcançável. Já a poesia de Alphonsus de Guimaraens tem um tom sereno e litúrgico, centrada no amor espiritualizado pela amada morta, como em 'Ismália', cuja musicalidade suave e dolente envolve o leitor em uma atmosfera de sonho e prece."
Ordem correta: (2), (1).
Questão 2
Resposta correta: c) "Ismália". É o poema mais famoso de Alphonsus de Guimaraens.
Questão 3
a) O branco simboliza o absoluto, a pureza, o ideal inalcançável. No trecho, palavras como "alvas", "brancas", "claras", "luares", "neves", "neblinas" e "cristalinas" constroem uma atmosfera de elevação mística, em que o branco é uma meta espiritual.
b) A sinestesia ("Incensos dos turíbulos das aras" — mistura de olfato e visão) e a linguagem vaga e sugestiva são marcas simbolistas. O poema não descreve, mas sugere uma atmosfera espiritual.
Questão 4
a) A dualidade corpo/alma é típica do Simbolismo: o corpo pertence ao mundo material (desce ao mar), enquanto a alma aspira ao mundo espiritual (sobe ao céu). A morte de Ismália é uma libertação — o espírito se desprende da matéria.
b) A musicalidade é construída pelo paralelismo (repetição da estrutura dos versos), pelo ritmo das redondilhas (versos de sete sílabas) e pelas rimas repetitivas em "ar" e "éu", que criam um efeito de mantra e hipnose.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "A poesia de Cruz e Sousa é marcada por um tom solene e atormentado, voltado para a angústia existencial e a busca do absoluto, como em 'Antífona', onde o branco é invocado como ideal inalcançável. Já a poesia de Alphonsus de Guimaraens tem um tom sereno e litúrgico, centrada no amor espiritualizado pela amada morta, como em 'Ismália', cuja musicalidade suave e dolente envolve o leitor em uma atmosfera de sonho e prece."
Checklist da Aula 4
- Conheço Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens como os principais poetas simbolistas brasileiros.
- Identifico as marcas da poesia de cada um: branco e angústia (Cruz e Sousa); amada morta e misticismo (Alphonsus).
- Analisei poemas como "Antífona", "Violões que Choram" e "Ismália".
- Sei comparar os dois poetas e diferenciá-los dos parnasianos.
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 5 – Revisão do Módulo (Mapa Mental + Resumo).
Ligação com a Próxima Aula
Você acaba de conhecer os dois maiores poetas do Simbolismo brasileiro — Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens. Com isso, encerramos o conteúdo do Módulo 6, que nos levou do rigor formal do Parnasianismo à musicalidade etérea do Simbolismo.
Na Aula 5 – Revisão do Módulo (Mapa Mental e Resumo Integrado), você consolidará todo esse conhecimento em um único mapa visual, preparando-se para os exercícios de fixação e o encerramento do módulo. Até lá!
Na Aula 5 – Revisão do Módulo (Mapa Mental e Resumo Integrado), você consolidará todo esse conhecimento em um único mapa visual, preparando-se para os exercícios de fixação e o encerramento do módulo. Até lá!