Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Aplicar de forma integrada os conhecimentos sobre o Pré-Modernismo brasileiro e as Vanguardas Europeias;
- Resolver questões de múltipla escolha, análise comparativa e produção textual com segurança;
- Avaliar seu domínio completo do módulo e identificar pontos que ainda merecem revisão.
Por que isso é importante?
O Módulo 7 percorreu dois universos que, juntos, prepararam a grande revolução modernista de 1922. De um lado, o Pré-Modernismo brasileiro, com Euclides da Cunha, Lima Barreto, Augusto dos Anjos e Graça Aranha, investigando o Brasil e rompendo com as idealizações do passado. De outro, as Vanguardas Europeias — Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo —, explodindo as convenções artísticas e fornecendo as armas estéticas para a renovação.
Este simulado final reúne questões que integram esses dois blocos, exigindo que você transite com agilidade entre o sertão de Canudos e os manifestos dadaístas, entre a poesia de Augusto dos Anjos e a pintura de Tarsila do Amaral.
Este simulado final reúne questões que integram esses dois blocos, exigindo que você transite com agilidade entre o sertão de Canudos e os manifestos dadaístas, entre a poesia de Augusto dos Anjos e a pintura de Tarsila do Amaral.
Exercícios Mistos
Nível FácilQuestão 1 – Associe as colunas, relacionando cada autor à sua respectiva classificação estética ou movimento artístico.
Questão 2 – No cenário cultural brasileiro da década de 1910, um artigo jornalístico intitulado "Paranoia ou Mistificação?" provocou uma intensa onda de indignação e, ao mesmo tempo, serviu de aglutinador para os jovens intelectuais que idealizariam a Semana de 22. Quem escreveu esse artigo e contra qual artista ele se dirigia?
a) Euclides da Cunha, criticando a poesia científica de Augusto dos Anjos.
b) Graça Aranha, criticando o nacionalismo utópico de Lima Barreto.
c) Monteiro Lobato, criticando a exposição expressionista de Anita Malfatti.
d) Oswald de Andrade, criticando o academicismo parnasiano de Olavo Bilac.
Questão 3 – Leia o fragmento poético abaixo e identifique o seu respectivo autor:
"Vês? Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!"
a) Manuel Bandeira
b) Augusto dos Anjos
c) Raimundo Correia
d) Mário de Andrade
Nível MédioQuestão 4 – Analise e compare os dois fragmentos a seguir, representativos do Pré-Modernismo brasileiro:
Fragmento A:
"O subúrbio carioca vivia à margem da modernização da Avenida Central. Nas linhas de bonde e nas biroscas, a população pobre e mestiça enfrentava o preconceito velado e a exclusão dos cargos públicos monopolizados pela elite oligárquica."
(Inspirado no universo temático de Lima Barreto)
Fragmento B:
"A marcha da expedição militar contra o arraial rebelde revelou o desconhecimento geográfico do próprio país. O solo causticante e o clima hostil castigavam os soldados, enquanto os jagunços faziam da própria terra sua arma de defesa."
(Inspirado no universo temático de Euclides da Cunha)
A partir da leitura dos trechos:
a) Diferencie a linguagem e o tom de denúncia social empregados em cada um dos fragmentos.
b) Explique como o Fragmento A e o Fragmento B rompem com a imagem de um "Brasil idealizado" que as escolas literárias anteriores (como o Romantismo e o Parnasianismo) costumavam projetar.
Questão 5 – Leia o seguinte trecho de um célebre manifesto artístico do início do século XX:
"Nós declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre adornado de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo..."
a) Identifique a vanguarda europeia responsável por essa declaração e aponte o seu posicionamento político-estético diante do maquinário industrial.
b) De que maneira esse espírito de ruptura e o uso de manifestos influenciaram as ações dos jovens modernistas brasileiros no período que antecedeu a Semana de Arte Moderna?
Questão 6 – Leia o poema modernista abaixo e responda:
"Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."
a) Identifique duas características da estética modernista presentes no texto e explique a relação delas com a rejeição à linguagem acadêmica tradicional.
b) O uso de um fato cotidiano (uma notícia de jornal) como matéria-prima poética aproxima este poema de qual vanguarda europeia?
Nível AvançadoQuestão 7 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) comparando a postura do Pré-Modernismo e das Vanguardas Europeias diante do papel do intelectual na sociedade. Como cada um desses grupos se posicionava em relação à "missão" de transformar a cultura?
Seu parágrafo:
Questão 8 – Leia os dois fragmentos abaixo:
Fragmento A
"Queremos glorificar a guerra — única higiene do mundo — o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários e as belas ideias pelas quais se morre, e o desprezo pela mulher."
(Manifesto Futurista, 1909)
Fragmento B
"A gente não quer só comida. A gente quer a vida como a vida quer. (...) A pátria é a minha língua. (...) A língua sem o arrebatamento do lado tupi do Brasil."
(Inspirado na estética da Antropofagia)
a) Compare a visão de "patriotismo" presente nos dois fragmentos.
b) De que maneira a Antropofagia, apresentada no Fragmento B, reinterpretou o ímpeto destrutivo futurista europeu para o contexto brasileiro?
Questão 9 – Sobre o papel das vanguardas na renovação da arte brasileira:
O Expressionismo, que na Alemanha explorava o grito e a angústia da alma moderna, encontrou no Brasil um solo fértil para a crítica social. Pintores brasileiros utilizaram cores carregadas e formas distorcidas não apenas para expressar o "eu", mas para expor as feridas de uma sociedade profundamente desigual.
a) Como a distorção das formas, típica do Expressionismo, ajudou os artistas brasileiros a retratarem o povo e o ambiente nacional de forma mais impactante do que o faria um realismo acadêmico?
b) Por que o artigo de Monteiro Lobato, citado no exercício 2, foi um "catalisador" para o entendimento dessa nova forma de ver a arte?
Questão 10 – Produção textual integrada.
O Pré-Modernismo foi a "fase da descoberta" do Brasil, enquanto as Vanguardas foram a "fase da ferramenta". Escreva um parágrafo (5 a 6 linhas) explicando essa metáfora, demonstrando como autores pré-modernistas (como Lima Barreto ou Euclides da Cunha) e o espírito vanguardista (trazido pelos modernistas de 22) se uniram para consolidar a arte brasileira moderna.
Seu parágrafo:
| Coluna A (Autor) | Coluna B (Classificação/Movimento) |
| 1. Graça Aranha | ( ) Vanguarda Europeia — Dadaísmo |
| 2. Tristan Tzara | ( ) Pré-Modernismo Brasileiro |
| 3. Augusto dos Anjos | ( ) Pré-Modernismo Brasileiro |
Questão 2 – No cenário cultural brasileiro da década de 1910, um artigo jornalístico intitulado "Paranoia ou Mistificação?" provocou uma intensa onda de indignação e, ao mesmo tempo, serviu de aglutinador para os jovens intelectuais que idealizariam a Semana de 22. Quem escreveu esse artigo e contra qual artista ele se dirigia?
a) Euclides da Cunha, criticando a poesia científica de Augusto dos Anjos.
b) Graça Aranha, criticando o nacionalismo utópico de Lima Barreto.
c) Monteiro Lobato, criticando a exposição expressionista de Anita Malfatti.
d) Oswald de Andrade, criticando o academicismo parnasiano de Olavo Bilac.
Questão 3 – Leia o fragmento poético abaixo e identifique o seu respectivo autor:
"Vês? Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!"
a) Manuel Bandeira
b) Augusto dos Anjos
c) Raimundo Correia
d) Mário de Andrade
Nível MédioQuestão 4 – Analise e compare os dois fragmentos a seguir, representativos do Pré-Modernismo brasileiro:
Fragmento A:
"O subúrbio carioca vivia à margem da modernização da Avenida Central. Nas linhas de bonde e nas biroscas, a população pobre e mestiça enfrentava o preconceito velado e a exclusão dos cargos públicos monopolizados pela elite oligárquica."
(Inspirado no universo temático de Lima Barreto)
Fragmento B:
"A marcha da expedição militar contra o arraial rebelde revelou o desconhecimento geográfico do próprio país. O solo causticante e o clima hostil castigavam os soldados, enquanto os jagunços faziam da própria terra sua arma de defesa."
(Inspirado no universo temático de Euclides da Cunha)
A partir da leitura dos trechos:
a) Diferencie a linguagem e o tom de denúncia social empregados em cada um dos fragmentos.
b) Explique como o Fragmento A e o Fragmento B rompem com a imagem de um "Brasil idealizado" que as escolas literárias anteriores (como o Romantismo e o Parnasianismo) costumavam projetar.
Questão 5 – Leia o seguinte trecho de um célebre manifesto artístico do início do século XX:
"Nós declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre adornado de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo..."
a) Identifique a vanguarda europeia responsável por essa declaração e aponte o seu posicionamento político-estético diante do maquinário industrial.
b) De que maneira esse espírito de ruptura e o uso de manifestos influenciaram as ações dos jovens modernistas brasileiros no período que antecedeu a Semana de Arte Moderna?
Questão 6 – Leia o poema modernista abaixo e responda:
"Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."
a) Identifique duas características da estética modernista presentes no texto e explique a relação delas com a rejeição à linguagem acadêmica tradicional.
b) O uso de um fato cotidiano (uma notícia de jornal) como matéria-prima poética aproxima este poema de qual vanguarda europeia?
Nível AvançadoQuestão 7 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) comparando a postura do Pré-Modernismo e das Vanguardas Europeias diante do papel do intelectual na sociedade. Como cada um desses grupos se posicionava em relação à "missão" de transformar a cultura?
Seu parágrafo:
Questão 8 – Leia os dois fragmentos abaixo:
Fragmento A
"Queremos glorificar a guerra — única higiene do mundo — o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários e as belas ideias pelas quais se morre, e o desprezo pela mulher."
(Manifesto Futurista, 1909)
Fragmento B
"A gente não quer só comida. A gente quer a vida como a vida quer. (...) A pátria é a minha língua. (...) A língua sem o arrebatamento do lado tupi do Brasil."
(Inspirado na estética da Antropofagia)
a) Compare a visão de "patriotismo" presente nos dois fragmentos.
b) De que maneira a Antropofagia, apresentada no Fragmento B, reinterpretou o ímpeto destrutivo futurista europeu para o contexto brasileiro?
Questão 9 – Sobre o papel das vanguardas na renovação da arte brasileira:
O Expressionismo, que na Alemanha explorava o grito e a angústia da alma moderna, encontrou no Brasil um solo fértil para a crítica social. Pintores brasileiros utilizaram cores carregadas e formas distorcidas não apenas para expressar o "eu", mas para expor as feridas de uma sociedade profundamente desigual.
a) Como a distorção das formas, típica do Expressionismo, ajudou os artistas brasileiros a retratarem o povo e o ambiente nacional de forma mais impactante do que o faria um realismo acadêmico?
b) Por que o artigo de Monteiro Lobato, citado no exercício 2, foi um "catalisador" para o entendimento dessa nova forma de ver a arte?
Questão 10 – Produção textual integrada.
O Pré-Modernismo foi a "fase da descoberta" do Brasil, enquanto as Vanguardas foram a "fase da ferramenta". Escreva um parágrafo (5 a 6 linhas) explicando essa metáfora, demonstrando como autores pré-modernistas (como Lima Barreto ou Euclides da Cunha) e o espírito vanguardista (trazido pelos modernistas de 22) se uniram para consolidar a arte brasileira moderna.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
Ordem correta: ( 2 ), ( 1 ), ( 3 ).
Aprenda com a correção: Atenção para não confundir os grupos!
Tristan Tzara foi um dos fundadores do Dadaísmo, o movimento que queria destruir a lógica da arte com o absurdo.
Graça Aranha e Augusto dos Anjos são figuras centrais do nosso Pré-Modernismo, sendo o primeiro um romancista social e o segundo um poeta que trouxe o vocabulário científico para a arte.
Questão 2
Alternativa correta: c) Monteiro Lobato, criticando a exposição expressionista de Anita Malfatti.
Aprenda com a correção: Esse é o clássico divisor de águas. Monteiro Lobato era conservador na arte e, ao chamar a obra de Anita de "Paranoia ou Mistificação", ele não sabia, mas estava dando o empurrão que faltava para os jovens artistas se unirem e organizarem o que viria a ser a Semana de 22. Foi o famoso "tiro que saiu pela culatra".
Questão 3
Alternativa correta: b) Augusto dos Anjos.
Aprenda com a correção: O estilo é inconfundível. Augusto dos Anjos é o poeta do pessimismo, da decomposição e do "gosto amargo" da vida. Quando você vir termos como "quimera", "coveiro", "lama", "vermes" ou "pantera" (usada como metáfora para sentimentos negativos), a chance de ser ele é quase 100%. Ele é o mestre da poesia que tira o pé do "belo" parnasiano e coloca na realidade crua.
Nível MédioQuestão 4
Aprenda com a correção:
Item a: O Fragmento A (Lima Barreto) é direto, quase jornalístico, focando na rotina urbana e no preconceito social; ele quer que o leitor sinta a injustiça do dia a dia. Já o Fragmento B (Euclides da Cunha) é grandioso, cheio de adjetivos fortes e vocabulário técnico, quase épico; ele quer que o leitor entenda o sertão como uma força da natureza.
Item b: Ambos destroem a imagem do "Brasil bonito". Enquanto os românticos mostravam um país de indianos heróicos e florestas perfeitas, esses autores mostram o "Brasil real": pobre, burocrático, injusto e esquecido pelo litoral. Eles tiram a "máscara" da nação para expor as feridas que precisavam de atenção.
Questão 5
Aprenda com a correção:
Item a: Essa vanguarda é o Futurismo. Eles não apenas aceitavam o maquinário industrial, eles o adoravam. Para os futuristas, a máquina, o motor e a velocidade eram o futuro; tudo o que fosse antigo (como museus e o passado clássico) deveria ser descartado ou destruído.
Item b: Os modernistas de 22 copiaram essa postura de "chocar para renovar". Eles usaram o espírito provocador dos manifestos futuristas para causar um escândalo organizado na Semana de 22, justamente para abalar as estruturas da elite conservadora que achava que arte era só o que vinha da Europa antiga ou dos modelos acadêmicos.
Questão 6
Aprenda com a correção:
Item a: As duas marcas são o verso livre (sem métrica fixa, ritmo de conversa) e a linguagem coloquial (o modo como as pessoas falam na rua, ignorando as regras rígidas da gramática). Eles rejeitam a arte acadêmica porque ela era "fingida", cheia de termos difíceis que ninguém usava. O Modernismo queria que a literatura tivesse o ritmo da vida real.
Item b: O uso de notícias cotidianas como base para a arte aproxima o poema do Dadaísmo, que buscava elevar o "banal" ou o "absurdo" à categoria de obra de arte, desafiando o que era considerado digno de ser literário.
Nível AvançadoQuestão 7
Aprenda com a correção:
Exemplo de resposta esperado: O intelectual pré-modernista tinha uma postura de analista ou denunciante: ele se via como alguém que precisa investigar o Brasil, desmascarar o atraso e dar um diagnóstico da nação — é uma missão documental e crítica. Já o vanguardista tinha uma postura de revolucionário ou iconoclasta: ele se via como alguém que precisa destruir o velho para criar o novo, usando a arte como uma arma de choque para mudar a mentalidade da sociedade. O primeiro quer explicar o Brasil; o segundo quer explodir a cultura tradicional.
Questão 8
Aprenda com a correção:
Item a: Ambos compartilham um desprezo total pelo "passado clássico". Marinetti e Oswald veem a tradição como um peso morto que impede a criação e o progresso.
Item b: A diferença é crucial: o Futurismo quer a destruição pura (limpar o mapa para começar do zero), enquanto a Antropofagia quer a assimilação crítica (comer o estrangeiro, digerir seus valores e devolver uma cultura nova, brasileira, com personalidade própria). A Antropofagia não quer apagar o mundo, quer se tornar dona do que consome.
Questão 9
Aprenda com a correção:
Item a: A distorção permite "gritar" o que o realismo não consegue: a dor, a feiura da pobreza, o sofrimento e o choque emocional. Ao deformar o rosto de um retirante ou as cores de uma paisagem, o artista comunica a sensação da realidade, que é muito mais impactante do que uma simples cópia fiel das formas.
Item b: Monteiro Lobato, ao tentar destruir o movimento, acabou dando a ele uma identidade clara (o "inimigo comum"). O ataque uniu os artistas em torno de um objetivo: provar que a nova arte tinha valor, transformando a indignação pessoal em um movimento coletivo e organizado.
Questão 10
Aprenda com a correção:
Exemplo de resposta esperado: A metáfora é perfeita: os pré-modernistas (como Euclides da Cunha) foram os "descobridores" porque apontaram para onde a nossa arte devia olhar: para o interior, para a nossa gente, para os nossos problemas sociais — eles trouxeram o tema. As vanguardas foram as "ferramentas" porque trouxeram a permissão para romper com a norma: o verso livre, o humor, a desconstrução e a liberdade estética — elas deram a forma. O Modernismo de 1922 apenas uniu os dois: pegou o "Brasil profundo" dos pré-modernistas e o vestiu com as "roupas modernas" das vanguardas europeias.
Ordem correta: ( 2 ), ( 1 ), ( 3 ).
Aprenda com a correção: Atenção para não confundir os grupos!
Tristan Tzara foi um dos fundadores do Dadaísmo, o movimento que queria destruir a lógica da arte com o absurdo.
Graça Aranha e Augusto dos Anjos são figuras centrais do nosso Pré-Modernismo, sendo o primeiro um romancista social e o segundo um poeta que trouxe o vocabulário científico para a arte.
Questão 2
Alternativa correta: c) Monteiro Lobato, criticando a exposição expressionista de Anita Malfatti.
Aprenda com a correção: Esse é o clássico divisor de águas. Monteiro Lobato era conservador na arte e, ao chamar a obra de Anita de "Paranoia ou Mistificação", ele não sabia, mas estava dando o empurrão que faltava para os jovens artistas se unirem e organizarem o que viria a ser a Semana de 22. Foi o famoso "tiro que saiu pela culatra".
Questão 3
Alternativa correta: b) Augusto dos Anjos.
Aprenda com a correção: O estilo é inconfundível. Augusto dos Anjos é o poeta do pessimismo, da decomposição e do "gosto amargo" da vida. Quando você vir termos como "quimera", "coveiro", "lama", "vermes" ou "pantera" (usada como metáfora para sentimentos negativos), a chance de ser ele é quase 100%. Ele é o mestre da poesia que tira o pé do "belo" parnasiano e coloca na realidade crua.
Nível MédioQuestão 4
Aprenda com a correção:
Item a: O Fragmento A (Lima Barreto) é direto, quase jornalístico, focando na rotina urbana e no preconceito social; ele quer que o leitor sinta a injustiça do dia a dia. Já o Fragmento B (Euclides da Cunha) é grandioso, cheio de adjetivos fortes e vocabulário técnico, quase épico; ele quer que o leitor entenda o sertão como uma força da natureza.
Item b: Ambos destroem a imagem do "Brasil bonito". Enquanto os românticos mostravam um país de indianos heróicos e florestas perfeitas, esses autores mostram o "Brasil real": pobre, burocrático, injusto e esquecido pelo litoral. Eles tiram a "máscara" da nação para expor as feridas que precisavam de atenção.
Questão 5
Aprenda com a correção:
Item a: Essa vanguarda é o Futurismo. Eles não apenas aceitavam o maquinário industrial, eles o adoravam. Para os futuristas, a máquina, o motor e a velocidade eram o futuro; tudo o que fosse antigo (como museus e o passado clássico) deveria ser descartado ou destruído.
Item b: Os modernistas de 22 copiaram essa postura de "chocar para renovar". Eles usaram o espírito provocador dos manifestos futuristas para causar um escândalo organizado na Semana de 22, justamente para abalar as estruturas da elite conservadora que achava que arte era só o que vinha da Europa antiga ou dos modelos acadêmicos.
Questão 6
Aprenda com a correção:
Item a: As duas marcas são o verso livre (sem métrica fixa, ritmo de conversa) e a linguagem coloquial (o modo como as pessoas falam na rua, ignorando as regras rígidas da gramática). Eles rejeitam a arte acadêmica porque ela era "fingida", cheia de termos difíceis que ninguém usava. O Modernismo queria que a literatura tivesse o ritmo da vida real.
Item b: O uso de notícias cotidianas como base para a arte aproxima o poema do Dadaísmo, que buscava elevar o "banal" ou o "absurdo" à categoria de obra de arte, desafiando o que era considerado digno de ser literário.
Nível AvançadoQuestão 7
Aprenda com a correção:
Exemplo de resposta esperado: O intelectual pré-modernista tinha uma postura de analista ou denunciante: ele se via como alguém que precisa investigar o Brasil, desmascarar o atraso e dar um diagnóstico da nação — é uma missão documental e crítica. Já o vanguardista tinha uma postura de revolucionário ou iconoclasta: ele se via como alguém que precisa destruir o velho para criar o novo, usando a arte como uma arma de choque para mudar a mentalidade da sociedade. O primeiro quer explicar o Brasil; o segundo quer explodir a cultura tradicional.
Questão 8
Aprenda com a correção:
Item a: Ambos compartilham um desprezo total pelo "passado clássico". Marinetti e Oswald veem a tradição como um peso morto que impede a criação e o progresso.
Item b: A diferença é crucial: o Futurismo quer a destruição pura (limpar o mapa para começar do zero), enquanto a Antropofagia quer a assimilação crítica (comer o estrangeiro, digerir seus valores e devolver uma cultura nova, brasileira, com personalidade própria). A Antropofagia não quer apagar o mundo, quer se tornar dona do que consome.
Questão 9
Aprenda com a correção:
Item a: A distorção permite "gritar" o que o realismo não consegue: a dor, a feiura da pobreza, o sofrimento e o choque emocional. Ao deformar o rosto de um retirante ou as cores de uma paisagem, o artista comunica a sensação da realidade, que é muito mais impactante do que uma simples cópia fiel das formas.
Item b: Monteiro Lobato, ao tentar destruir o movimento, acabou dando a ele uma identidade clara (o "inimigo comum"). O ataque uniu os artistas em torno de um objetivo: provar que a nova arte tinha valor, transformando a indignação pessoal em um movimento coletivo e organizado.
Questão 10
Aprenda com a correção:
Exemplo de resposta esperado: A metáfora é perfeita: os pré-modernistas (como Euclides da Cunha) foram os "descobridores" porque apontaram para onde a nossa arte devia olhar: para o interior, para a nossa gente, para os nossos problemas sociais — eles trouxeram o tema. As vanguardas foram as "ferramentas" porque trouxeram a permissão para romper com a norma: o verso livre, o humor, a desconstrução e a liberdade estética — elas deram a forma. O Modernismo de 1922 apenas uniu os dois: pegou o "Brasil profundo" dos pré-modernistas e o vestiu com as "roupas modernas" das vanguardas europeias.
Encerramento do Módulo 7
Você concluiu o Módulo 7 – Pré-Modernismo e Vanguardas Europeias!
Ao longo de dez aulas, você percorreu o período de transição que preparou a grande revolução modernista. Conheceu o Brasil profundo de Euclides da Cunha, a ironia antirracista de Lima Barreto e a poesia singular de Augusto dos Anjos. Atravessou o Atlântico e mergulhou nas vanguardas que explodiram as convenções artísticas: Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo. E viu como os modernistas brasileiros, liderados por Oswald e Mário de Andrade, "devoraram" essas influências para criar uma arte original e genuinamente nacional.
Você aprendeu a:
Ao longo de dez aulas, você percorreu o período de transição que preparou a grande revolução modernista. Conheceu o Brasil profundo de Euclides da Cunha, a ironia antirracista de Lima Barreto e a poesia singular de Augusto dos Anjos. Atravessou o Atlântico e mergulhou nas vanguardas que explodiram as convenções artísticas: Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo. E viu como os modernistas brasileiros, liderados por Oswald e Mário de Andrade, "devoraram" essas influências para criar uma arte original e genuinamente nacional.
Você aprendeu a:
- Identificar as características do Pré-Modernismo e de seus principais autores e obras.
- Diferenciar as cinco vanguardas europeias e reconhecer suas marcas.
- Relacionar as vanguardas ao Modernismo brasileiro e compreender o conceito de antropofagia cultural.
- Analisar fragmentos textuais e visuais, reconhecendo as influências mútuas entre Europa e Brasil.
Checklist Final do Módulo 7
- Compreendi o Pré-Modernismo como período de transição e conheço seus principais autores e obras.
- Identifico as características de cada vanguarda europeia e seus principais representantes.
- Sei relacionar as vanguardas ao Modernismo brasileiro e entendo a antropofagia cultural.
- Conheço os marcos cronológicos do período (1902, 1912, 1917, 1922, 1924, 1928).
- Resolvi os exercícios integrados e compreendi meus erros.
- Sinto-me preparado(a) para o Módulo 8 – Modernismo: Primeira e Segunda Gerações.
Próximo Módulo: Módulo 8 – Modernismo: Primeira e Segunda Gerações
Agora que você domina o Pré-Modernismo e as Vanguardas Europeias, é hora de mergulhar de cabeça no Modernismo brasileiro. No Módulo 8, você estudará a Semana de Arte Moderna em detalhe, a poesia de Mário de Andrade e Oswald de Andrade, o romance de 30 com Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz, e a poesia de Drummond e Cecília Meireles. A revolução modernista espera por você!