Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Compreender o Dadaísmo como um movimento de ruptura radical, marcado pelo absurdo, pela irracionalidade e pelo protesto contra a lógica que conduziu à Primeira Guerra Mundial;
- Compreender o Surrealismo como um movimento que buscou libertar o inconsciente, explorando os sonhos, o automatismo psíquico e a imaginação sem freios;
- Identificar as características de cada movimento e seus principais representantes nas artes plásticas e na literatura;
- Relacionar essas vanguardas ao Modernismo brasileiro, reconhecendo sua influência em autores e obras nacionais.
Por que isso é importante?
Na Aula 5, você conheceu o Cubismo, o Futurismo e o Expressionismo — três vanguardas que já anunciavam um mundo em transformação. Agora, vamos aos dois movimentos que levaram a ruptura ao limite: o Dadaísmo e o Surrealismo.
O Dadaísmo nasceu do desespero. Em meio ao horror da Primeira Guerra Mundial, um grupo de artistas refugiados na Suíça declarou guerra à razão, à lógica e à civilização que haviam produzido a matança. Criaram uma antiarte — poemas sem sentido, performances caóticas, objetos ready-made — para mostrar que, depois da guerra, nada mais fazia sentido.
O Surrealismo, por sua vez, mergulhou no inconsciente. Influenciados por Freud, os surrealistas buscaram libertar a mente das amarras da razão e da moral, explorando os sonhos, a hipnose e o automatismo. Salvador Dalí pintava relógios derretidos; André Breton escrevia poemas que brotavam do inconsciente sem censura.
Estudar esses movimentos é essencial para os vestibulares porque suas influências estão por toda parte no Modernismo brasileiro: no nacionalismo crítico, no humor corrosivo, na exploração do inconsciente e na liberdade formal que marcaram a nossa literatura a partir de 1922.
O Dadaísmo nasceu do desespero. Em meio ao horror da Primeira Guerra Mundial, um grupo de artistas refugiados na Suíça declarou guerra à razão, à lógica e à civilização que haviam produzido a matança. Criaram uma antiarte — poemas sem sentido, performances caóticas, objetos ready-made — para mostrar que, depois da guerra, nada mais fazia sentido.
O Surrealismo, por sua vez, mergulhou no inconsciente. Influenciados por Freud, os surrealistas buscaram libertar a mente das amarras da razão e da moral, explorando os sonhos, a hipnose e o automatismo. Salvador Dalí pintava relógios derretidos; André Breton escrevia poemas que brotavam do inconsciente sem censura.
Estudar esses movimentos é essencial para os vestibulares porque suas influências estão por toda parte no Modernismo brasileiro: no nacionalismo crítico, no humor corrosivo, na exploração do inconsciente e na liberdade formal que marcaram a nossa literatura a partir de 1922.
Contexto Curioso
Em 1916, no meio da Primeira Guerra Mundial, um grupo de artistas e escritores se refugiava em Zurique, na Suíça neutra. Eles estavam furiosos e desiludidos. Como continuar fazendo arte depois do massacre de milhões de pessoas? Como acreditar na razão, na ciência e no progresso depois do gás mostarda e das trincheiras? A resposta que encontraram foi radical: era preciso destruir a arte, a cultura burguesa e a própria linguagem.
Reuniam-se no Cabaret Voltaire, um bar que se tornou o laboratório da antiarte. Ali, declamavam poemas feitos de sílabas sem sentido, exibiam objetos encontrados no lixo como obras de arte, gritavam manifestos e vaias. O nome "Dadá" foi escolhido ao acaso, abrindo um dicionário. A palavra francesa para "cavalo de pau" não significava nada — e era exatamente isso o que eles queriam.
Alguns anos depois, o Dadaísmo perdeu força, mas abriu caminho para outro movimento. André Breton, um ex-dadaísta, acreditava que era preciso ir além da simples destruição. Inspirado pelas descobertas de Freud sobre o inconsciente, ele lançou em 1924 o "Manifesto do Surrealismo". A proposta era libertar o desejo e a imaginação, explorar o mundo dos sonhos e a escrita automática. Os surrealistas faziam sessões de hipnose, escreviam sem pensar, pintavam paisagens impossíveis. Acreditavam que a verdadeira vida estava no inconsciente — e que a arte podia acessá-lo.
Reuniam-se no Cabaret Voltaire, um bar que se tornou o laboratório da antiarte. Ali, declamavam poemas feitos de sílabas sem sentido, exibiam objetos encontrados no lixo como obras de arte, gritavam manifestos e vaias. O nome "Dadá" foi escolhido ao acaso, abrindo um dicionário. A palavra francesa para "cavalo de pau" não significava nada — e era exatamente isso o que eles queriam.
Alguns anos depois, o Dadaísmo perdeu força, mas abriu caminho para outro movimento. André Breton, um ex-dadaísta, acreditava que era preciso ir além da simples destruição. Inspirado pelas descobertas de Freud sobre o inconsciente, ele lançou em 1924 o "Manifesto do Surrealismo". A proposta era libertar o desejo e a imaginação, explorar o mundo dos sonhos e a escrita automática. Os surrealistas faziam sessões de hipnose, escreviam sem pensar, pintavam paisagens impossíveis. Acreditavam que a verdadeira vida estava no inconsciente — e que a arte podia acessá-lo.
Explicada do Zero
Dadaísmo
O Dadaísmo nasceu em 1916, em Zurique, e foi liderado por Tristan Tzara (poeta romeno), Hugo Ball, Hans Arp, Marcel Duchamp e Francis Picabia. Mais do que um movimento artístico, foi um gesto de revolta contra a civilização que produzira a guerra.
Características do Dadaísmo:
· Niilismo e Irracionalidade: Se a razão levara ao horror, era preciso abraçar o absurdo. O poema dadaísta não precisa ter sentido lógico. A antiarte é uma forma de protesto.
· Ready-Made e Objet Trouvé: Marcel Duchamp inventou o conceito de ready-made — pegar um objeto comum (um urinol, uma roda de bicicleta) e declará-lo obra de arte. A arte não estava mais no objeto, mas no gesto do artista.
· Poemas Aleatórios: Tristan Tzara ensinava a receita: recorte palavras de um jornal, coloque-as em um saco, agite e retire uma a uma. O poema está pronto — e não precisa fazer sentido.
· Performance e Happening: As noites no Cabaret Voltaire misturavam poesia, música, teatro e provocação. O público vaiava, jogava ovos — e os dadaístas adoravam.
· Destruição da Linguagem: Poemas fonéticos, sílabas sem sentido, sons puros.
Principais representantes do Dadaísmo:
· Tristan Tzara (Romênia/França) — poeta e líder do movimento.
· Marcel Duchamp (França) — artista plástico, criador do ready-made ("A Fonte", 1917).
· Hugo Ball (Alemanha) — poeta e performer.
Surrealismo
O Surrealismo foi lançado oficialmente em 1924, com o "Manifesto do Surrealismo", de André Breton. Influenciado pela psicanálise de Sigmund Freud, o movimento propunha libertar o inconsciente, os sonhos e o desejo.
Características do Surrealismo:
· Automatismo Psíquico: A escrita automática — escrever sem o controle da razão, deixando fluir os pensamentos e imagens que vêm do inconsciente.
· Exploração dos Sonhos: O sonho não é uma fuga da realidade, mas uma realidade mais profunda. Os surrealistas pintavam e escreviam paisagens oníricas, cheias de imagens desconcertantes.
· Livre Associação de Ideias: Imagens que não seguem a lógica comum — um guarda-chuva e uma máquina de costura sobre uma mesa de dissecação (imagem famosa do poeta Lautréamont, muito admirada pelos surrealistas).
· Rejeição da Moral e da Razão: O Surrealismo é uma revolução do espírito. Contra a repressão, a censura e o bom senso burguês.
· Humor e Insólito: O humor surrealista é estranho, deslocado, perturbador.
Principais representantes do Surrealismo:
· André Breton (França) — poeta e líder do movimento. "Manifesto do Surrealismo" (1924), "Nadja" (1928).
· Salvador Dalí (Espanha) — pintor. "A Persistência da Memória" (1931).
· René Magritte (Bélgica) — pintor. "Isto não é um cachimbo" (1929).
· Joan Miró (Espanha) — pintor e escultor.
Quadro-Resumo: Dadaísmo vs. Surrealismo
O Dadaísmo nasceu em 1916, em Zurique, e foi liderado por Tristan Tzara (poeta romeno), Hugo Ball, Hans Arp, Marcel Duchamp e Francis Picabia. Mais do que um movimento artístico, foi um gesto de revolta contra a civilização que produzira a guerra.
Características do Dadaísmo:
· Niilismo e Irracionalidade: Se a razão levara ao horror, era preciso abraçar o absurdo. O poema dadaísta não precisa ter sentido lógico. A antiarte é uma forma de protesto.
· Ready-Made e Objet Trouvé: Marcel Duchamp inventou o conceito de ready-made — pegar um objeto comum (um urinol, uma roda de bicicleta) e declará-lo obra de arte. A arte não estava mais no objeto, mas no gesto do artista.
· Poemas Aleatórios: Tristan Tzara ensinava a receita: recorte palavras de um jornal, coloque-as em um saco, agite e retire uma a uma. O poema está pronto — e não precisa fazer sentido.
· Performance e Happening: As noites no Cabaret Voltaire misturavam poesia, música, teatro e provocação. O público vaiava, jogava ovos — e os dadaístas adoravam.
· Destruição da Linguagem: Poemas fonéticos, sílabas sem sentido, sons puros.
Principais representantes do Dadaísmo:
· Tristan Tzara (Romênia/França) — poeta e líder do movimento.
· Marcel Duchamp (França) — artista plástico, criador do ready-made ("A Fonte", 1917).
· Hugo Ball (Alemanha) — poeta e performer.
Surrealismo
O Surrealismo foi lançado oficialmente em 1924, com o "Manifesto do Surrealismo", de André Breton. Influenciado pela psicanálise de Sigmund Freud, o movimento propunha libertar o inconsciente, os sonhos e o desejo.
Características do Surrealismo:
· Automatismo Psíquico: A escrita automática — escrever sem o controle da razão, deixando fluir os pensamentos e imagens que vêm do inconsciente.
· Exploração dos Sonhos: O sonho não é uma fuga da realidade, mas uma realidade mais profunda. Os surrealistas pintavam e escreviam paisagens oníricas, cheias de imagens desconcertantes.
· Livre Associação de Ideias: Imagens que não seguem a lógica comum — um guarda-chuva e uma máquina de costura sobre uma mesa de dissecação (imagem famosa do poeta Lautréamont, muito admirada pelos surrealistas).
· Rejeição da Moral e da Razão: O Surrealismo é uma revolução do espírito. Contra a repressão, a censura e o bom senso burguês.
· Humor e Insólito: O humor surrealista é estranho, deslocado, perturbador.
Principais representantes do Surrealismo:
· André Breton (França) — poeta e líder do movimento. "Manifesto do Surrealismo" (1924), "Nadja" (1928).
· Salvador Dalí (Espanha) — pintor. "A Persistência da Memória" (1931).
· René Magritte (Bélgica) — pintor. "Isto não é um cachimbo" (1929).
· Joan Miró (Espanha) — pintor e escultor.
Quadro-Resumo: Dadaísmo vs. Surrealismo
| Aspecto | Dadaísmo | Surrealismo |
| Origem | Zurique (1916). | Paris (1924). |
| Contexto | Revolta contra a Primeira Guerra Mundial e a razão ocidental. | Influência da psicanálise de Freud. |
| Atitude | Niilista — destrutiva. | Construtiva (embora revolucionária). |
| Objetivo | Destruir a arte e a lógica. | Libertar o inconsciente. |
| Método | Ready-made — poemas aleatórios — performances caóticas. | Escrita automática — exploração dos sonhos — livre associação. |
| Principais nomes | Tristan Tzara — Marcel Duchamp — Hugo Ball. | André Breton — Salvador Dalí — René Magritte — Joan Miró. |
| Influência no Brasil | Humor e irreverência no Modernismo. | Imagens surreais na poesia e na prosa. |
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – Dadaísmo (Receita de Poema, de Tristan Tzara):
"Pegue um jornal. Pegue uma tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar ao seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida cada uma das palavras que formam o artigo e coloque-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas saíram do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido pelo público."
-> Análise: A "receita" é uma paródia do fazer poético. Tzara destrói a ideia de inspiração e genialidade. O poema não é mais fruto do talento, mas do acaso. A ironia final ("escritor infinitamente original") é demolidora.
Exemplo 2 – Surrealismo (Trecho de "Manifesto do Surrealismo", de André Breton):
"SURREALISMO, s.m. Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, verbalmente, por escrito, ou de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral."
-> Análise: Breton define o Surrealismo como um método — o automatismo psíquico. A arte não é mais o produto da razão ou do bom gosto, mas o ditado do inconsciente, sem censura.
"Pegue um jornal. Pegue uma tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar ao seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida cada uma das palavras que formam o artigo e coloque-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas saíram do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido pelo público."
-> Análise: A "receita" é uma paródia do fazer poético. Tzara destrói a ideia de inspiração e genialidade. O poema não é mais fruto do talento, mas do acaso. A ironia final ("escritor infinitamente original") é demolidora.
Exemplo 2 – Surrealismo (Trecho de "Manifesto do Surrealismo", de André Breton):
"SURREALISMO, s.m. Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, verbalmente, por escrito, ou de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral."
-> Análise: Breton define o Surrealismo como um método — o automatismo psíquico. A arte não é mais o produto da razão ou do bom gosto, mas o ditado do inconsciente, sem censura.
O Essencial (Guarde Isso)
- Dadaísmo (1916): Niilismo, absurdo, protesto contra a guerra e a razão. Antiarte. Ready-made (Duchamp), poemas aleatórios (Tzara).
- Surrealismo (1924): Libertação do inconsciente, sonhos, escrita automática. André Breton, Salvador Dalí, René Magritte.
- Influência no Brasil: Os modernistas de 22 incorporaram o humor dadaísta e a liberdade surrealista, adaptando-os à realidade brasileira. Murilo Mendes, Ismael Nery e Tarsila do Amaral dialogam diretamente com o Surrealismo.
Dicas Práticas
Dica 1 (Associe o Dadaísmo ao absurdo e à destruição): Se a questão falar em poema sem sentido, objeto comum como arte, niilismo, a resposta é Dadá. Se falar em sonho, inconsciente, escrita automática, é Surrealismo.
Dica 2 (Decore os nomes): Duchamp = ready-made (urinol); Dalí = relógios derretidos; Magritte = "Isto não é um cachimbo"; Breton = manifesto surrealista.
Dica 3 (Relacione Dadaísmo e Surrealismo): O Dadaísmo abriu o caminho com sua destruição; o Surrealismo construiu algo novo sobre essas ruínas — uma arte do inconsciente.
Dica 2 (Decore os nomes): Duchamp = ready-made (urinol); Dalí = relógios derretidos; Magritte = "Isto não é um cachimbo"; Breton = manifesto surrealista.
Dica 3 (Relacione Dadaísmo e Surrealismo): O Dadaísmo abriu o caminho com sua destruição; o Surrealismo construiu algo novo sobre essas ruínas — uma arte do inconsciente.
Dúvidas Frequentes
O Dadaísmo e o Surrealismo são movimentos opostos?
O Dadaísmo é mais destrutivo e niilista; o Surrealismo, embora revolucionário, propõe uma construção (a libertação do inconsciente). Muitos surrealistas, incluindo Breton, começaram no Dadaísmo.
O Dadaísmo influenciou a literatura brasileira?
Sim, o humor corrosivo e a irreverência dos modernistas de 22 têm muito do espírito dadá, especialmente em Oswald de Andrade e nos poemas piada.
O Dadaísmo é mais destrutivo e niilista; o Surrealismo, embora revolucionário, propõe uma construção (a libertação do inconsciente). Muitos surrealistas, incluindo Breton, começaram no Dadaísmo.
O Dadaísmo influenciou a literatura brasileira?
Sim, o humor corrosivo e a irreverência dos modernistas de 22 têm muito do espírito dadá, especialmente em Oswald de Andrade e nos poemas piada.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Associe as colunas.
Questão 2 – Quem é o autor do "Manifesto do Surrealismo" (1924)?
a) Tristan Tzara
b) Marcel Duchamp
c) André Breton
d) Salvador Dalí
Nível MédioQuestão 3 – Leia a descrição e responda.
"Duchamp pegou um urinol, assinou como 'R. Mutt' e inscreveu-o em uma exposição de arte. Chamou a obra de 'A Fonte'."
a) Qual o nome desse procedimento artístico criado por Duchamp?
b) Explique por que esse gesto é considerado uma ruptura radical com a arte tradicional.
Questão 4 – Leia o trecho do Manifesto Surrealista e responda.
"SURREALISMO, s.m. (...) Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral."
a) Qual o método surrealista descrito nessa definição?
b) Como esse método se opõe à visão tradicional do fazer poético?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) explicando como o Dadaísmo e o Surrealismo se diferenciam quanto à atitude diante da razão e da lógica.
Seu parágrafo:
| Coluna A (Movimento) | Coluna B (Característica) |
| 1. Dadaísmo | ( ) Libertação do inconsciente — escrita automática — sonhos. |
| 2. Surrealismo | ( ) Niilismo — absurdo — ready-made — poemas aleatórios. |
Questão 2 – Quem é o autor do "Manifesto do Surrealismo" (1924)?
a) Tristan Tzara
b) Marcel Duchamp
c) André Breton
d) Salvador Dalí
Nível MédioQuestão 3 – Leia a descrição e responda.
"Duchamp pegou um urinol, assinou como 'R. Mutt' e inscreveu-o em uma exposição de arte. Chamou a obra de 'A Fonte'."
a) Qual o nome desse procedimento artístico criado por Duchamp?
b) Explique por que esse gesto é considerado uma ruptura radical com a arte tradicional.
Questão 4 – Leia o trecho do Manifesto Surrealista e responda.
"SURREALISMO, s.m. (...) Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral."
a) Qual o método surrealista descrito nessa definição?
b) Como esse método se opõe à visão tradicional do fazer poético?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) explicando como o Dadaísmo e o Surrealismo se diferenciam quanto à atitude diante da razão e da lógica.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
Ordem correta: (2), (1).
Questão 2
Resposta correta: c) André Breton. O "Manifesto do Surrealismo" foi publicado em 1924.
Questão 3
a) Ready-made. Duchamp pegava um objeto industrial já pronto e o declarava obra de arte.
b) Porque a arte tradicional valorizava o artesanato, a técnica e a beleza. Duchamp transfere o valor do objeto para o gesto do artista — não é mais preciso esculpir ou pintar; basta escolher e assinar. A arte se torna conceito, e não mais habilidade manual.
Questão 4
a) O automatismo psíquico (ou escrita automática) — escrever sem o controle da razão.
b) A visão tradicional valoriza o controle racional, a inspiração, o artesanato com a palavra. O Surrealismo abole a censura da razão, da moral e da estética, deixando o inconsciente falar livremente.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "O Dadaísmo rejeita completamente a razão e a lógica, abraçando o absurdo e o niilismo como forma de protesto. Sua atitude é destrutiva: se a razão levou à guerra, é preciso destruí-la. Já o Surrealismo não destrói a razão, mas a coloca de lado para acessar o inconsciente. Sua atitude é construtiva: busca libertar o espírito humano por meio da exploração dos sonhos e do desejo."
Ordem correta: (2), (1).
Questão 2
Resposta correta: c) André Breton. O "Manifesto do Surrealismo" foi publicado em 1924.
Questão 3
a) Ready-made. Duchamp pegava um objeto industrial já pronto e o declarava obra de arte.
b) Porque a arte tradicional valorizava o artesanato, a técnica e a beleza. Duchamp transfere o valor do objeto para o gesto do artista — não é mais preciso esculpir ou pintar; basta escolher e assinar. A arte se torna conceito, e não mais habilidade manual.
Questão 4
a) O automatismo psíquico (ou escrita automática) — escrever sem o controle da razão.
b) A visão tradicional valoriza o controle racional, a inspiração, o artesanato com a palavra. O Surrealismo abole a censura da razão, da moral e da estética, deixando o inconsciente falar livremente.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "O Dadaísmo rejeita completamente a razão e a lógica, abraçando o absurdo e o niilismo como forma de protesto. Sua atitude é destrutiva: se a razão levou à guerra, é preciso destruí-la. Já o Surrealismo não destrói a razão, mas a coloca de lado para acessar o inconsciente. Sua atitude é construtiva: busca libertar o espírito humano por meio da exploração dos sonhos e do desejo."
Checklist da Aula 6
- Compreendi o Dadaísmo como movimento de ruptura e protesto.
- Compreendi o Surrealismo como mergulho no inconsciente e nos sonhos.
- Conheço os principais representantes de cada movimento.
- Sei diferenciar a atitude dadá (destruir) da atitude surrealista (libertar).
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 7 – O Impacto das Vanguardas no Brasil.
Ligação com a Próxima Aula
Você conheceu as principais Vanguardas Europeias — Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo. Agora, a pergunta que fica é: como essas ideias atravessaram o oceano e chegaram ao Brasil? E, principalmente, como os artistas brasileiros as transformaram em algo novo?
Na Aula 7 – O Impacto das Vanguardas no Brasil, você verá como as vanguardas influenciaram os modernistas de 1922 e prepararam o terreno para uma das maiores revoluções da nossa cultura. Até lá!
Na Aula 7 – O Impacto das Vanguardas no Brasil, você verá como as vanguardas influenciaram os modernistas de 1922 e prepararam o terreno para uma das maiores revoluções da nossa cultura. Até lá!