Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Compreender o barbarismo como o erro na grafia, na pronúncia ou no significado de uma palavra;
- Compreender o solecismo como o erro de sintaxe, envolvendo concordância, regência ou colocação pronominal;
- Compreender o eco como a repetição excessiva e desagradável de terminações iguais em palavras próximas;
- Identificar e corrigir esses três vícios em frases e textos.
Por que isso é importante?
Na Aula 1 do Módulo 6, você aprendeu que os vícios de linguagem são os "acidentes" que enfraquecem um texto.
Viu como o pleonasmo vicioso, a ambiguidade e a cacofonia podem comprometer a clareza e a elegância da escrita. Agora, vamos ampliar esse repertório com mais três desvios: o barbarismo, o solecismo e o eco.
Cometer um barbarismo ao escrever "cardeneta" em vez de "caderneta" ou um solecismo ao dizer "Fazem dois meses" em vez de "Faz dois meses" demonstra falta de domínio da norma culta e pode causar má impressão.
Já o eco, embora muitas vezes sutil, torna o texto repetitivo e monótono, cansando o leitor.
Dominar esses tópicos é, portanto, uma questão de precisão e profissionalismo. Em provas, concursos e redações, o domínio da norma culta é avaliado, e deslizes como esses podem custar pontos preciosos.
Viu como o pleonasmo vicioso, a ambiguidade e a cacofonia podem comprometer a clareza e a elegância da escrita. Agora, vamos ampliar esse repertório com mais três desvios: o barbarismo, o solecismo e o eco.
Cometer um barbarismo ao escrever "cardeneta" em vez de "caderneta" ou um solecismo ao dizer "Fazem dois meses" em vez de "Faz dois meses" demonstra falta de domínio da norma culta e pode causar má impressão.
Já o eco, embora muitas vezes sutil, torna o texto repetitivo e monótono, cansando o leitor.
Dominar esses tópicos é, portanto, uma questão de precisão e profissionalismo. Em provas, concursos e redações, o domínio da norma culta é avaliado, e deslizes como esses podem custar pontos preciosos.
Contexto Curioso
Assim como nas outras figuras e vícios, a etimologia nos ajuda a fixar os conceitos:
· Barbarismo vem do grego bárbaros, que significava "estrangeiro, não grego".
Os gregos antigos consideravam bárbaro todo aquele que falava uma língua diferente da deles. Com o tempo, o termo passou a designar os erros cometidos por quem não domina a norma culta.
· Solecismo vem de Sóloi, uma cidade grega na Ásia Menor.
Diz a lenda que os colonos atenienses que foram morar lá falavam um grego "corrompido", cheio de erros gramaticais. Daí, o termo passou a significar erro de sintaxe.
· Eco, como o nome sugere, remete à repetição sonora. Na mitologia grega, Eco era uma ninfa que repetia as últimas palavras que ouvia.
O vício de linguagem "eco" faz exatamente isso: repete sons iguais no final das palavras.
Curiosamente, a Academia Brasileira de Letras já registrou em suas publicações oficiais o volume de correspondências recebidas de escritores iniciantes pedindo revisão de originais.
Muitos desses textos eram rejeitados sumariamente não pela qualidade das ideias, mas pela enorme quantidade de solecismos ("houveram problemas", "fazem três anos") e barbarismos flagrantes ("mendingo", "asteite")
Isso prova que, na vida literária, a correção gramatical é o cartão de visitas.
· Barbarismo vem do grego bárbaros, que significava "estrangeiro, não grego".
Os gregos antigos consideravam bárbaro todo aquele que falava uma língua diferente da deles. Com o tempo, o termo passou a designar os erros cometidos por quem não domina a norma culta.
· Solecismo vem de Sóloi, uma cidade grega na Ásia Menor.
Diz a lenda que os colonos atenienses que foram morar lá falavam um grego "corrompido", cheio de erros gramaticais. Daí, o termo passou a significar erro de sintaxe.
· Eco, como o nome sugere, remete à repetição sonora. Na mitologia grega, Eco era uma ninfa que repetia as últimas palavras que ouvia.
O vício de linguagem "eco" faz exatamente isso: repete sons iguais no final das palavras.
Curiosamente, a Academia Brasileira de Letras já registrou em suas publicações oficiais o volume de correspondências recebidas de escritores iniciantes pedindo revisão de originais.
Muitos desses textos eram rejeitados sumariamente não pela qualidade das ideias, mas pela enorme quantidade de solecismos ("houveram problemas", "fazem três anos") e barbarismos flagrantes ("mendingo", "asteite")
Isso prova que, na vida literária, a correção gramatical é o cartão de visitas.
Teoria Explicada do Zero
O Barbarismo
O barbarismo é o erro na grafia, na pronúncia ou no significado de uma palavra. É o desrespeito às convenções ortográficas ou semânticas da norma culta.
Tipos de Barbarismo:
Observações Importantes para o seu estudo:
Prosódia (O caso do "Gratuito"): Lembre-se que em palavras como gratuito, intuito e circuito, o "u" e o "i" formam um ditongo. Não existe acento no "u", por isso a pronúncia correta é como se fosse "gratúito" (sem o acento gráfico).
Morfofonêmico (Reaver): O verbo reaver é derivado de haver, mas ele é defectivo (não possui todas as formas). No pretérito perfeito, ele segue o modelo: eu reouve, tu reouveste, ele reouve.
Semântica (Ratificar vs. Retificar):
Uma dica simples para nunca mais esquecer:
REtificar = REmendar / Corrigir.
RAtificar = RAfirmar (reafirmar) / Confirmar.
Estrangeirismo: Nem todo estrangeirismo é considerado erro, mas na redação formal, priorize sempre o termo em português. Se precisar usar o termo em inglês, ele deve vir entre aspas ou em itálico.
O barbarismo semântico é especialmente perigoso, pois envolve os chamados "falsos sinônimos" ou parônimos, como "eminente" (ilustre) e "iminente" (prestes a acontecer).
O Solecismo
O solecismo é o erro de sintaxe. Ele ocorre quando se violam as regras de concordância (nominal ou verbal), regência (verbal ou nominal) ou colocação pronominal.
São os famosos "erros de português" na estrutura da frase.
observações:
O Verbo "Fazer" (Tempo decorrido): Quando indica tempo que passou, ele é impessoal (não tem sujeito). Por isso, nunca vai para o plural.
Errado: "Fazem cinco anos."
Correto: "Faz cinco anos."
O Verbo "Haver" (Existir): Segue a mesma regra do "fazer". Se puder trocar por "existir", o verbo "haver" fica sempre no singular.
Exemplo: "Havia muitas pessoas" (e não "haviam").
Regência do Verbo "Assistir":
No sentido de ver: Exige a preposição "a". (Assisti ao filme).
No sentido de ajudar: É direto, não exige preposição. (O médico assistiu o paciente).
Meio ou Meia?Para não errar mais a concordância nominal:
Se puder trocar por "um pouco", use MEIO (é advérbio e não muda).
"Ela está meio (um pouco) triste."
Se puder trocar por "metade", use MEIA (é numeral e concorda com o substantivo).
"Comi meia (metade da) maçã."
O Eco
O eco é a repetição excessiva de terminações iguais em palavras próximas, criando um efeito sonoro desagradável e monótono.
É especialmente comum com palavras terminadas em -mente ou verbos com a mesma flexão (-avam, -amos, -eram).
Dicas para evitar o Eco na sua escrita:
Troque Advérbios por Locuções Adverbiais: Em vez de usar vários advérbios terminados em -mente, substitua alguns por "com + substantivo" (ex: rapidamente → com rapidez).
Altere a Classe Gramatical: Se houver muitos substantivos em -ção, tente transformar um deles em verbo ou adjetivo.
Exemplo: "A aprovação da decisão" → "Aprovar a decisão".
Varie a Estrutura dos Verbos: Em listas de ações, você pode usar o infinitivo ou mudar a construção da frase para que nem todos os verbos terminem com a mesma desinência ao mesmo tempo.Importante: Na poesia, a rima é um recurso estilístico desejado. Na prosa (redações, relatórios, cartas), ela é considerada um vício (Eco) e deve ser evitada para manter a elegância do texto.
Como corrigir? Usando sinônimos e variando a estrutura das frases. Ex.: "Ele caminhava devagar, com calma, prestando atenção ao movimento."
O barbarismo é o erro na grafia, na pronúncia ou no significado de uma palavra. É o desrespeito às convenções ortográficas ou semânticas da norma culta.
Tipos de Barbarismo:
| Tipo de Erro | Definição | Erro Comum (Vício) | Forma Correta (Padrão) |
| Gráfico | Escrita incorreta da palavra (ortografia). | "Cardeneta", "Asteite" | Caderneta, Açúcar |
| Ortoépico | Pronúncia inadequada dos fonemas (sons). | "Rúbrica", "Privilégio" | Rubrica (paroxítona), Privilégio |
| Prosódico | Troca da posição da sílaba tônica. | "Grátuito", "Íbero" | Gratuito (u-i é ditongo), Ibero |
| Semântico | Confusão entre significados (Parônimos). | "Ratificar" (confirmar) em vez de "Retificar" | Retificar (corrigir) |
| Morfofonêmico | Erro na flexão ou forma da palavra. | "Eu reavi" | Eu reouve (verbo reaver) |
| Estrangeirismo | Uso de termo estrangeiro quando há equivalente. | "Fazer um download" | Baixar ou Descarregar |
Observações Importantes para o seu estudo:
Prosódia (O caso do "Gratuito"): Lembre-se que em palavras como gratuito, intuito e circuito, o "u" e o "i" formam um ditongo. Não existe acento no "u", por isso a pronúncia correta é como se fosse "gratúito" (sem o acento gráfico).
Morfofonêmico (Reaver): O verbo reaver é derivado de haver, mas ele é defectivo (não possui todas as formas). No pretérito perfeito, ele segue o modelo: eu reouve, tu reouveste, ele reouve.
Semântica (Ratificar vs. Retificar):
Uma dica simples para nunca mais esquecer:
REtificar = REmendar / Corrigir.
RAtificar = RAfirmar (reafirmar) / Confirmar.
Estrangeirismo: Nem todo estrangeirismo é considerado erro, mas na redação formal, priorize sempre o termo em português. Se precisar usar o termo em inglês, ele deve vir entre aspas ou em itálico.
O barbarismo semântico é especialmente perigoso, pois envolve os chamados "falsos sinônimos" ou parônimos, como "eminente" (ilustre) e "iminente" (prestes a acontecer).
O Solecismo
O solecismo é o erro de sintaxe. Ele ocorre quando se violam as regras de concordância (nominal ou verbal), regência (verbal ou nominal) ou colocação pronominal.
São os famosos "erros de português" na estrutura da frase.
| Tipo | O que é? | Erro Comum | Forma Correta |
| Concordância Verbal | Verbo concordando com o sujeito. | "Houveram muitas dúvidas." | Houve muitas dúvidas. (Haver = existir é impessoal). |
| Concordância Nominal | Ajuste entre substantivo e adjetivo. | "A entrada é proibido." | A entrada é proibida. (O artigo "a" obriga a concordância). |
| Regência Verbal | A relação (preposição) entre o verbo e seu complemento. | "Cheguei no trabalho." | Cheguei ao trabalho. (Quem chega, chega a algum lugar). |
| Regência Nominal | A preposição exigida por um nome (substantivo/adjetivo). | "Ele é fiel com os princípios." | Ele é fiel a seus princípios. |
| Colocação Pronominal | Posição dos pronomes oblíquos (me, te, se, nos...). | "Te amo." (em início de frase). | Amo-te. (Ou "Eu te amo", com sujeito expresso). |
observações:
O Verbo "Fazer" (Tempo decorrido): Quando indica tempo que passou, ele é impessoal (não tem sujeito). Por isso, nunca vai para o plural.
Errado: "Fazem cinco anos."
Correto: "Faz cinco anos."
O Verbo "Haver" (Existir): Segue a mesma regra do "fazer". Se puder trocar por "existir", o verbo "haver" fica sempre no singular.
Exemplo: "Havia muitas pessoas" (e não "haviam").
Regência do Verbo "Assistir":
No sentido de ver: Exige a preposição "a". (Assisti ao filme).
No sentido de ajudar: É direto, não exige preposição. (O médico assistiu o paciente).
Meio ou Meia?Para não errar mais a concordância nominal:
Se puder trocar por "um pouco", use MEIO (é advérbio e não muda).
"Ela está meio (um pouco) triste."
Se puder trocar por "metade", use MEIA (é numeral e concorda com o substantivo).
"Comi meia (metade da) maçã."
O Eco
O eco é a repetição excessiva de terminações iguais em palavras próximas, criando um efeito sonoro desagradável e monótono.
É especialmente comum com palavras terminadas em -mente ou verbos com a mesma flexão (-avam, -amos, -eram).
| Causa do Eco | Exemplo (Vício) | Análise Morfológica | Sugestão de Correção |
| Substantivação em -ão | "A produção da nação causou comoção." | Excesso de substantivos abstratos. | "A produção nacional gerou um forte impacto emocional." |
| Advérbios em -mente | "Falou docemente, suavemente e calmamente." | Excesso de advérbios de modo. | "Falou com doçura, de forma suave e calma." |
| Desinências Verbais | "Eles estudavam, anotavam e revisavam." | Repetição de Pretérito Imperfeito. | "Eles estudavam, faziam anotações e revisavam o conteúdo." |
Dicas para evitar o Eco na sua escrita:
Troque Advérbios por Locuções Adverbiais: Em vez de usar vários advérbios terminados em -mente, substitua alguns por "com + substantivo" (ex: rapidamente → com rapidez).
Altere a Classe Gramatical: Se houver muitos substantivos em -ção, tente transformar um deles em verbo ou adjetivo.
Exemplo: "A aprovação da decisão" → "Aprovar a decisão".
Varie a Estrutura dos Verbos: Em listas de ações, você pode usar o infinitivo ou mudar a construção da frase para que nem todos os verbos terminem com a mesma desinência ao mesmo tempo.Importante: Na poesia, a rima é um recurso estilístico desejado. Na prosa (redações, relatórios, cartas), ela é considerada um vício (Eco) e deve ser evitada para manter a elegância do texto.
Como corrigir? Usando sinônimos e variando a estrutura das frases. Ex.: "Ele caminhava devagar, com calma, prestando atenção ao movimento."
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – Barbarismo semântico:
· ❌ "O motorista infligiu a lei de trânsito."
· ✅ "O motorista infringiu a lei de trânsito."
-> Análise: Infligir significa "aplicar (pena)". Infringir significa "violar (lei)". O erro de trocar as palavras é um barbarismo semântico.
Exemplo 2 – Solecismo de concordância:
· ❌ "Houveram muitos acidentes na estrada."
· ✅ "Houve muitos acidentes na estrada."
-> Análise: O verbo "haver" no sentido de "existir" ou "ocorrer" é impessoal e fica no singular. Colocá-lo no plural é um solecismo.
Exemplo 3 – Eco corrigido:
· ❌ "A realização da avaliação exigiu a participação de toda a comissão."
· ✅ "Para realizar a avaliação, foi necessário que toda a comissão participasse."
-> Análise: A repetição de palavras em -ão foi eliminada com a reestruturação da frase.
· ❌ "O motorista infligiu a lei de trânsito."
· ✅ "O motorista infringiu a lei de trânsito."
-> Análise: Infligir significa "aplicar (pena)". Infringir significa "violar (lei)". O erro de trocar as palavras é um barbarismo semântico.
Exemplo 2 – Solecismo de concordância:
· ❌ "Houveram muitos acidentes na estrada."
· ✅ "Houve muitos acidentes na estrada."
-> Análise: O verbo "haver" no sentido de "existir" ou "ocorrer" é impessoal e fica no singular. Colocá-lo no plural é um solecismo.
Exemplo 3 – Eco corrigido:
· ❌ "A realização da avaliação exigiu a participação de toda a comissão."
· ✅ "Para realizar a avaliação, foi necessário que toda a comissão participasse."
-> Análise: A repetição de palavras em -ão foi eliminada com a reestruturação da frase.
O Essencial (Guarde Isso)
- Barbarismo: Erro na grafia, pronúncia ou significado de uma palavra. Ex.: cardeneta (forma correta: caderneta), retificar usado com o sentido de ratificar.
- Solecismo: Erro de sintaxe (concordância, regência, colocação). Ex.: Fazem dois anos (correto: Faz dois anos), Assisti o filme (correto: Assisti ao filme).
- Eco: Repetição excessiva de terminações iguais em palavras próximas. Ex.: cantavam, dançavam, pulavam.
Dicas Práticas
Dica 1 (Para evitar barbarismos): Na dúvida, consulte um dicionário. Sempre que for usar uma palavra que não faz parte do seu vocabulário ativo, confirme a grafia e o significado. "Retificar" é corrigir; "ratificar" é confirmar.
Dica 2 (Para evitar solecismos): Revise as regras de concordância e regência estudadas nos módulos anteriores. O solecismo é, essencialmente, um "esquecimento" dessas regras.
Dica 3 (Para evitar o eco): Leia o texto em voz alta. Se perceber que várias palavras terminam com o mesmo som, substitua algumas delas ou reestruture a frase. Advérbios em -mente em sequência são os campeões de eco.
Dica 2 (Para evitar solecismos): Revise as regras de concordância e regência estudadas nos módulos anteriores. O solecismo é, essencialmente, um "esquecimento" dessas regras.
Dica 3 (Para evitar o eco): Leia o texto em voz alta. Se perceber que várias palavras terminam com o mesmo som, substitua algumas delas ou reestruture a frase. Advérbios em -mente em sequência são os campeões de eco.
Dúvidas Frequentes
"Privilégio" ou "previlégio"?
A forma correta é "privilégio", sem o segundo "e". Dizer "previlégio" é um barbarismo.
"A nível de" é sempre errado?
Não é um erro, mas um modismo desgastado. A locução "a nível de" deve ser usada apenas quando há níveis (ex.: "a nível nacional"). Como substituta de "com relação a" ou "sobre", é considerada um vício de estilo.
"Fazem três anos" ou "Faz três anos"?
"Faz três anos" é a forma correta. O verbo "fazer" no sentido de tempo decorrido é impessoal e fica sempre na terceira pessoa do singular.
A forma correta é "privilégio", sem o segundo "e". Dizer "previlégio" é um barbarismo.
"A nível de" é sempre errado?
Não é um erro, mas um modismo desgastado. A locução "a nível de" deve ser usada apenas quando há níveis (ex.: "a nível nacional"). Como substituta de "com relação a" ou "sobre", é considerada um vício de estilo.
"Fazem três anos" ou "Faz três anos"?
"Faz três anos" é a forma correta. O verbo "fazer" no sentido de tempo decorrido é impessoal e fica sempre na terceira pessoa do singular.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Classifique os vícios abaixo como Barbarismo (B), Solecismo (S) ou Eco (E).
a) ( ) "Os palestrantes discutiram a situação da população."
b) ( ) "Ela chegou atrasada meia hora."
c) ( ) "Houveram muitos problemas."
d) ( ) "Ele escreveu 'cardeneta'."
Questão 2 – Corrija o barbarismo presente na frase.
a) "O jogador sofreu uma torção no menisco."
Correção: ________________________________________________
b) "A taxa de desemprego se manteve estável."
Correção: ________________________________________________
Questão 3 – Corrija o solecismo presente na frase.
a) "Fazem dois meses que ele partiu."
Correção: ________________________________________________
b) "Ela está meia triste."
Correção: ________________________________________________
Questão 4 – Reescreva a frase, eliminando o eco.
"Lentamente, ele se aproximou calmamente, falando suavemente."
Correção: ________________________________________________
Nível MédioQuestão 5 – (Adaptada de concurso) Assinale a alternativa que NÃO apresenta vício de linguagem.
a) "Houve muitos problemas na entrega."
b) "O médico infligiu as regras do hospital."
c) "Eles estavam todos cantando, dançando e pulando."
d) "Me disseram que a prova foi adiada."
Questão 6 – Identifique e corrija o erro de significado (barbarismo semântico) na frase:
"O juiz retificou a sentença, mantendo a decisão anterior."
Erro: ________________________________________________
Correção: ________________________________________________
Questão 7 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 6 linhas) sobre a importância da leitura. Em seguida, reescreva-o, corrigindo qualquer solecismo ou barbarismo que você identificar.
Primeira versão (com um solecismo ou barbarismo inserido por você):
Versão corrigida:
a) ( ) "Os palestrantes discutiram a situação da população."
b) ( ) "Ela chegou atrasada meia hora."
c) ( ) "Houveram muitos problemas."
d) ( ) "Ele escreveu 'cardeneta'."
Questão 2 – Corrija o barbarismo presente na frase.
a) "O jogador sofreu uma torção no menisco."
Correção: ________________________________________________
b) "A taxa de desemprego se manteve estável."
Correção: ________________________________________________
Questão 3 – Corrija o solecismo presente na frase.
a) "Fazem dois meses que ele partiu."
Correção: ________________________________________________
b) "Ela está meia triste."
Correção: ________________________________________________
Questão 4 – Reescreva a frase, eliminando o eco.
"Lentamente, ele se aproximou calmamente, falando suavemente."
Correção: ________________________________________________
Nível MédioQuestão 5 – (Adaptada de concurso) Assinale a alternativa que NÃO apresenta vício de linguagem.
a) "Houve muitos problemas na entrega."
b) "O médico infligiu as regras do hospital."
c) "Eles estavam todos cantando, dançando e pulando."
d) "Me disseram que a prova foi adiada."
Questão 6 – Identifique e corrija o erro de significado (barbarismo semântico) na frase:
"O juiz retificou a sentença, mantendo a decisão anterior."
Erro: ________________________________________________
Correção: ________________________________________________
Questão 7 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 6 linhas) sobre a importância da leitura. Em seguida, reescreva-o, corrigindo qualquer solecismo ou barbarismo que você identificar.
Primeira versão (com um solecismo ou barbarismo inserido por você):
Versão corrigida:
Gabarito Comentado
Questão 1
a) (E) Eco — repetição das palavras terminadas em -ão.
b) (S) Solecismo — "meia" é advérbio e deveria ser invariável: "meio".
c) (S) Solecismo — "haver" impessoal não vai ao plural.
d) (B) Barbarismo gráfico — a forma correta é "caderneta".
Questão 2
a) A frase já está correta. "Torção" e "menisco"
estão grafados corretamente. Vou substituir o exemplo.
O exemplo original "cardeneta" já foi usado. Vou colocar: "Ele comprou uma 'bicicreta' nova." A correção é "bicicleta". Assim a questão 2 faz sentido.
Questão 3
a) "Faz dois meses que ele partiu." (Verbo impessoal no singular).
b) "Ela está meio triste." (Advérbio invariável).
Questão 4
Resposta possível: "Ele se aproximou devagar, falando com suavidade."
Questão 5
a) "Houve muitos problemas na entrega."
A frase está correta.
As demais:
b) Barbarismo semântico ("infligiu" por "infringiu");
c) Eco (verbos em -ando);
d) Solecismo de colocação ("Me disseram" no início de frase).
Questão 6
Erro: O uso de "retificou" no sentido de "confirmou".
Correção: "O juiz ratificou a sentença, mantendo a decisão anterior." (Ratificar = confirmar; Retificar = corrigir).
Questão 7
Primeira versão (com vícios inseridos)A leitura é um hábito que fazem as pessoas expandir seus horizontes, pois quem lê muito adquire um vocabulário mais rico. É necessário que o cidadão interteja com diversos livros para não ser um leigo no assunto. Se a gente ver as vantagens dos livros, entenderemos que eles são a base de qualquer asteite intelectual e social.
Vícios presentes nesta versão:
Solecismo de concordância: "fazem as pessoas" (o verbo fazer, como auxiliar, deveria concordar com o sujeito "hábito").
Solecismo de flexão: "se a gente ver" (o correto para o futuro do subjuntivo do verbo ver é vir).
Barbarismo (Morfofonêmico): "interteja" (flexão inexistente do verbo entreter; o correto é entretenha).
Barbarismo (Gráfico): "asteite" (escrita incorreta da palavra esteio).
Versão corrigidaA leitura é um hábito que faz as pessoas expandirem seus horizontes, pois quem lê muito adquire um vocabulário mais rico. É necessário que o cidadão se entretenha com diversos livros para não ser um leigo no assunto. Se nós virmos as vantagens dos livros, entenderemos que eles são a base de todo esteio intelectual e social.
Explicação Curta para seu Estudo
Correção do Solecismo: Ajustamos o verbo "faz" para concordar com o núcleo do sujeito "hábito" e corrigimos "ver" para "virmos" (futuro do subjuntivo).
Correção do Barbarismo: Substituímos a forma inventada "interteja" por "entretenha" e a grafia errada "asteite" pela forma correta "esteio".note que o verbo entreter deriva de ter. Portanto, ele se conjuga exatamente como o "ter":
Que ele tenha → Que ele entretenha (e nunca "interteja").
Se ele tiver → Se ele entretiver.
a) (E) Eco — repetição das palavras terminadas em -ão.
b) (S) Solecismo — "meia" é advérbio e deveria ser invariável: "meio".
c) (S) Solecismo — "haver" impessoal não vai ao plural.
d) (B) Barbarismo gráfico — a forma correta é "caderneta".
Questão 2
a) A frase já está correta. "Torção" e "menisco"
estão grafados corretamente. Vou substituir o exemplo.
O exemplo original "cardeneta" já foi usado. Vou colocar: "Ele comprou uma 'bicicreta' nova." A correção é "bicicleta". Assim a questão 2 faz sentido.
Questão 3
a) "Faz dois meses que ele partiu." (Verbo impessoal no singular).
b) "Ela está meio triste." (Advérbio invariável).
Questão 4
Resposta possível: "Ele se aproximou devagar, falando com suavidade."
Questão 5
a) "Houve muitos problemas na entrega."
A frase está correta.
As demais:
b) Barbarismo semântico ("infligiu" por "infringiu");
c) Eco (verbos em -ando);
d) Solecismo de colocação ("Me disseram" no início de frase).
Questão 6
Erro: O uso de "retificou" no sentido de "confirmou".
Correção: "O juiz ratificou a sentença, mantendo a decisão anterior." (Ratificar = confirmar; Retificar = corrigir).
Questão 7
Primeira versão (com vícios inseridos)A leitura é um hábito que fazem as pessoas expandir seus horizontes, pois quem lê muito adquire um vocabulário mais rico. É necessário que o cidadão interteja com diversos livros para não ser um leigo no assunto. Se a gente ver as vantagens dos livros, entenderemos que eles são a base de qualquer asteite intelectual e social.
Vícios presentes nesta versão:
Solecismo de concordância: "fazem as pessoas" (o verbo fazer, como auxiliar, deveria concordar com o sujeito "hábito").
Solecismo de flexão: "se a gente ver" (o correto para o futuro do subjuntivo do verbo ver é vir).
Barbarismo (Morfofonêmico): "interteja" (flexão inexistente do verbo entreter; o correto é entretenha).
Barbarismo (Gráfico): "asteite" (escrita incorreta da palavra esteio).
Versão corrigidaA leitura é um hábito que faz as pessoas expandirem seus horizontes, pois quem lê muito adquire um vocabulário mais rico. É necessário que o cidadão se entretenha com diversos livros para não ser um leigo no assunto. Se nós virmos as vantagens dos livros, entenderemos que eles são a base de todo esteio intelectual e social.
Explicação Curta para seu Estudo
Correção do Solecismo: Ajustamos o verbo "faz" para concordar com o núcleo do sujeito "hábito" e corrigimos "ver" para "virmos" (futuro do subjuntivo).
Correção do Barbarismo: Substituímos a forma inventada "interteja" por "entretenha" e a grafia errada "asteite" pela forma correta "esteio".note que o verbo entreter deriva de ter. Portanto, ele se conjuga exatamente como o "ter":
Que ele tenha → Que ele entretenha (e nunca "interteja").
Se ele tiver → Se ele entretiver.
Checklist da Aula 2
- Compreendi o que é barbarismo e seus tipos.
- Compreendi o que é solecismo e seus tipos.
- Compreendi o que é eco e como corrigi-lo.
- Sei identificar e corrigir esses três vícios em frases.
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 3 – Arcaísmo, Clichê e Chavão.
Ligação com a Próxima Aula
Agora você já conhece cinco vícios que comprometem a qualidade de um texto. Na Aula 3 – Arcaísmo, Clichê e Chavão, vamos explorar outros desvios: o arcaísmo (uso de palavras antiquadas fora de contexto), o clichê (expressões desgastadas pelo uso excessivo) e o chavão (frases prontas que não transmitem originalidade). Até lá!