Objetivo da Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
- Compreender o Parnasianismo como um movimento poético de reação ao sentimentalismo romântico, centrado no culto à forma e na impassibilidade;
- Identificar as principais características da poesia parnasiana: rigor métrico, rima rica, descritivismo objetivo, temas clássicos e distanciamento do "eu";
- Conhecer os principais poetas parnasianos brasileiros — Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira — e analisar seus poemas.
Por que isso é importante?
No Módulo 5, você estudou o Realismo e o Naturalismo, que transformaram a prosa na segunda metade do século XIX. Agora, voltamos o olhar para a poesia do mesmo período. Enquanto Machado de Assis e Aluísio Azevedo revolucionavam o romance com análise psicológica e determinismo, um grupo de poetas brasileiros liderava uma revolução paralela: contra o "eu" romântico e a favor da forma impecável.
O Parnasianismo é a face poética do Realismo. Assim como o romancista realista buscava a objetividade, o poeta parnasiano buscava a impessoalidade e a perfeição técnica. Para ele, o poema não era um desabafo — era um objeto de beleza, esculpido com precisão de artesão. Estudar o Parnasianismo é importante para os vestibulares porque suas características são muito marcantes e facilmente identificáveis, e a obra de Olavo Bilac, em especial, é presença constante nas provas, tanto pela sua poesia lírica quanto pelos seus poemas cívicos.
O Parnasianismo é a face poética do Realismo. Assim como o romancista realista buscava a objetividade, o poeta parnasiano buscava a impessoalidade e a perfeição técnica. Para ele, o poema não era um desabafo — era um objeto de beleza, esculpido com precisão de artesão. Estudar o Parnasianismo é importante para os vestibulares porque suas características são muito marcantes e facilmente identificáveis, e a obra de Olavo Bilac, em especial, é presença constante nas provas, tanto pela sua poesia lírica quanto pelos seus poemas cívicos.
Contexto Curioso
O nome "Parnasianismo" vem de Parnaso, a montanha sagrada da mitologia grega onde Apolo e as musas habitavam. Na lenda, o monte Parnaso era o lugar da inspiração poética por excelência. Mas os poetas parnasianos do século XIX fizeram uma interpretação muito particular dessa herança: para eles, subir o Parnaso não significava se entregar ao êxtase da inspiração, mas dominar a técnica, esculpir o verso como um ourives esculpe uma joia.
O movimento surgiu na França, na década de 1860, com a publicação da antologia "Parnasse Contemporain". Os poetas franceses Théophile Gautier e Leconte de Lisle defendiam uma poesia impessoal, objetiva, que se opusesse ao sentimentalismo romântico. Gautier cunhou a máxima que se tornaria o lema do movimento: "A arte pela arte" — a ideia de que a poesia não precisa ter uma utilidade social, moral ou política; ela se justifica por sua própria beleza formal.
No Brasil, o Parnasianismo chegou na década de 1880 e dominou a poesia até a Semana de Arte Moderna de 1922 — ou seja, por quase quarenta anos. Olavo Bilac foi o grande nome do movimento, mas também brilharam Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, que formaram a chamada "Tríade Parnasiana". Bilac era tão popular que chegou a ser considerado o "Príncipe dos Poetas Brasileiros", título concedido pela revista Fon-Fon em 1907. Seus poemas eram declamados em saraus, recitados nas escolas e citados em discursos. Ele acreditava que a poesia deveria ser "a última flor do Lácio" — uma referência ao latim, língua que considerava a mais bela e perfeita — e que o poeta deveria trabalhar o verso como um ourives trabalha o ouro.
O movimento surgiu na França, na década de 1860, com a publicação da antologia "Parnasse Contemporain". Os poetas franceses Théophile Gautier e Leconte de Lisle defendiam uma poesia impessoal, objetiva, que se opusesse ao sentimentalismo romântico. Gautier cunhou a máxima que se tornaria o lema do movimento: "A arte pela arte" — a ideia de que a poesia não precisa ter uma utilidade social, moral ou política; ela se justifica por sua própria beleza formal.
No Brasil, o Parnasianismo chegou na década de 1880 e dominou a poesia até a Semana de Arte Moderna de 1922 — ou seja, por quase quarenta anos. Olavo Bilac foi o grande nome do movimento, mas também brilharam Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, que formaram a chamada "Tríade Parnasiana". Bilac era tão popular que chegou a ser considerado o "Príncipe dos Poetas Brasileiros", título concedido pela revista Fon-Fon em 1907. Seus poemas eram declamados em saraus, recitados nas escolas e citados em discursos. Ele acreditava que a poesia deveria ser "a última flor do Lácio" — uma referência ao latim, língua que considerava a mais bela e perfeita — e que o poeta deveria trabalhar o verso como um ourives trabalha o ouro.
Teoria Explicada do Zero
O que foi o Parnasianismo?
O Parnasianismo foi um movimento poético que se desenvolveu na segunda metade do século XIX como reação ao subjetivismo e ao sentimentalismo do Romantismo. Se o poeta romântico falava de si mesmo, de suas dores e de seus amores, o poeta parnasiano se retira de cena e coloca o foco no objeto, na forma, na técnica. O poema não é mais um desabafo — é uma obra de arte construída com precisão.
No Brasil, o Parnasianismo começou em 1882, com a publicação de "Sinfonias", de Raimundo Correia, e se estendeu até a Semana de Arte Moderna de 1922. A "Tríade Parnasiana" — Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira — dominou a poesia brasileira nesse período.
Características do Parnasianismo
· Culto à forma ("Arte pela Arte"): O poema parnasiano é trabalhado como um objeto de ourivesaria. A métrica é rigorosa, a rima é rica (entre classes gramaticais diferentes) e o vocabulário é seleto. O poeta evita as facilidades da rima pobre e busca a perfeição técnica.
· Impassibilidade e Impessoalidade: O poeta parnasiano se distancia dos sentimentos. Ele não desabafa, não chora, não se confessa. Em vez disso, descreve objetos, cenas, paisagens. A subjetividade romântica é substituída pela objetividade descritiva.
· Descritivismo: Muitos poemas parnasianos são descrições minuciosas de objetos, cenários ou quadros. O poeta trabalha como um pintor ou um escultor, tentando capturar a realidade em palavras.
· Temas clássicos e orientais: O Parnasianismo volta seus olhos para a Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) e para o Oriente (China, Japão, Índia). Vasos gregos, estátuas, paisagens orientais — tudo serve de tema para o poema.
· Preferência pelo soneto: O soneto — forma fixa de 14 versos — é a forma preferida dos parnasianos, porque exige domínio técnico e contenção.
· Separação entre poesia e vida: Para o parnasiano, a poesia não precisa ter utilidade social ou moral. Ela é um fim em si mesma. Essa é a essência da "arte pela arte".
A "Tríade Parnasiana"
Olavo Bilac (1865-1918): O principal nome do Parnasianismo brasileiro. Sua poesia se divide em três vertentes: a lírica amorosa (de contenção e sensualidade controlada), a descritiva (objetos, cenas, paisagens) e a cívica (poemas patrióticos, como o famoso "Hino à Bandeira"). Sua obra mais importante é "Poesias" (1888), que reúne seus poemas mais conhecidos.
Raimundo Correia (1859-1911): Poeta de forte inclinação filosófica e pessimista. Seus poemas frequentemente refletem sobre a condição humana, o mal, o sofrimento e a injustiça. É autor do famoso soneto "As Pombas", cujos versos finais — "E elas, as pombas, voltam aos pombais, / Como as ilusões voltam à alma..." — estão entre os mais citados da poesia brasileira.
Alberto de Oliveira (1857-1937): O mais radical dos parnasianos no culto à forma. Sua poesia é marcada pelo rigor métrico extremo, pela descrição minuciosa de objetos e pela busca da palavra exata. É considerado o "mestre" da técnica parnasiana.
Quadro-Resumo: Parnasianismo vs. Romantismo
O Parnasianismo foi um movimento poético que se desenvolveu na segunda metade do século XIX como reação ao subjetivismo e ao sentimentalismo do Romantismo. Se o poeta romântico falava de si mesmo, de suas dores e de seus amores, o poeta parnasiano se retira de cena e coloca o foco no objeto, na forma, na técnica. O poema não é mais um desabafo — é uma obra de arte construída com precisão.
No Brasil, o Parnasianismo começou em 1882, com a publicação de "Sinfonias", de Raimundo Correia, e se estendeu até a Semana de Arte Moderna de 1922. A "Tríade Parnasiana" — Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira — dominou a poesia brasileira nesse período.
Características do Parnasianismo
· Culto à forma ("Arte pela Arte"): O poema parnasiano é trabalhado como um objeto de ourivesaria. A métrica é rigorosa, a rima é rica (entre classes gramaticais diferentes) e o vocabulário é seleto. O poeta evita as facilidades da rima pobre e busca a perfeição técnica.
· Impassibilidade e Impessoalidade: O poeta parnasiano se distancia dos sentimentos. Ele não desabafa, não chora, não se confessa. Em vez disso, descreve objetos, cenas, paisagens. A subjetividade romântica é substituída pela objetividade descritiva.
· Descritivismo: Muitos poemas parnasianos são descrições minuciosas de objetos, cenários ou quadros. O poeta trabalha como um pintor ou um escultor, tentando capturar a realidade em palavras.
· Temas clássicos e orientais: O Parnasianismo volta seus olhos para a Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) e para o Oriente (China, Japão, Índia). Vasos gregos, estátuas, paisagens orientais — tudo serve de tema para o poema.
· Preferência pelo soneto: O soneto — forma fixa de 14 versos — é a forma preferida dos parnasianos, porque exige domínio técnico e contenção.
· Separação entre poesia e vida: Para o parnasiano, a poesia não precisa ter utilidade social ou moral. Ela é um fim em si mesma. Essa é a essência da "arte pela arte".
A "Tríade Parnasiana"
Olavo Bilac (1865-1918): O principal nome do Parnasianismo brasileiro. Sua poesia se divide em três vertentes: a lírica amorosa (de contenção e sensualidade controlada), a descritiva (objetos, cenas, paisagens) e a cívica (poemas patrióticos, como o famoso "Hino à Bandeira"). Sua obra mais importante é "Poesias" (1888), que reúne seus poemas mais conhecidos.
Raimundo Correia (1859-1911): Poeta de forte inclinação filosófica e pessimista. Seus poemas frequentemente refletem sobre a condição humana, o mal, o sofrimento e a injustiça. É autor do famoso soneto "As Pombas", cujos versos finais — "E elas, as pombas, voltam aos pombais, / Como as ilusões voltam à alma..." — estão entre os mais citados da poesia brasileira.
Alberto de Oliveira (1857-1937): O mais radical dos parnasianos no culto à forma. Sua poesia é marcada pelo rigor métrico extremo, pela descrição minuciosa de objetos e pela busca da palavra exata. É considerado o "mestre" da técnica parnasiana.
Quadro-Resumo: Parnasianismo vs. Romantismo
| Aspecto | Romantismo | Parnasianismo |
| Atitude do poeta | Subjetivismo — sentimentalismo — confissão. | Impessoalidade — impassibilidade — distanciamento. |
| Foco | O "eu" e suas emoções. | O objeto — la forma — a técnica. |
| Linguagem | Expressiva — coloquial em certos momentos. | Elevada — vocabulário seleto e raro. |
| Rima | Livre — muitas vezes pobre. | Rica (entre classes gramaticais diferentes). |
| Temas | Amor idealizado — natureza — pátria. | Temas clássicos — orientais — descrições de objetos. |
| Principais poetas (BR) | Gonçalves Dias — Álvares de Azevedo — Castro Alves. | Olavo Bilac — Raimundo Correia — Alberto de Oliveira. |
Exemplos Comentados
Exemplo 1 – Olavo Bilac, "Profissão de Fé" (Culto à Forma):
"Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
(...)
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel."
-> Análise: O poema é uma declaração de princípios do Parnasianismo. Bilac compara o trabalho do poeta ao do ourives: ambos esculpem a matéria-prima (a palavra / o ouro) com precisão, buscando a perfeição. A metáfora do cinzel (instrumento do escultor) aplicada à pena (instrumento do escritor) resume o ideal parnasiano: a poesia é artesanato.
Exemplo 2 – Raimundo Correia, "As Pombas" (Tema Filosófico):
"Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia, sanguínea e fresca, a madrugada.
E à tarde, quando a rígida nortada
Os sopros borra, e, ao perfume das verbenas,
Elas, as pombas, voltam aos pombais,
Como as ilusões voltam à alma..."
-> Análise: O poema descreve o voo das pombas — um tema aparentemente simples, tratado com objetividade descritiva. Mas, no último verso, o poeta introduz uma metáfora: as pombas são como as ilusões que vão e voltam à alma. O pessimismo de Raimundo Correia se revela nessa comparação: as ilusões humanas são passageiras, frágeis, como aves que se dispersam.
Exemplo 3 – Olavo Bilac, "Hino à Bandeira" (Poesia Cívica):
"Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz."
-> Análise: Embora seja um poema cívico, o "Hino à Bandeira" segue a estética parnasiana: linguagem elevada, vocabulário nobre ("pendão", "augusto"), métrica rigorosa e rima rica. Bilac também escreveu poemas patrióticos, mas sempre mantendo a preocupação formal.
"Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
(...)
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel."
-> Análise: O poema é uma declaração de princípios do Parnasianismo. Bilac compara o trabalho do poeta ao do ourives: ambos esculpem a matéria-prima (a palavra / o ouro) com precisão, buscando a perfeição. A metáfora do cinzel (instrumento do escultor) aplicada à pena (instrumento do escritor) resume o ideal parnasiano: a poesia é artesanato.
Exemplo 2 – Raimundo Correia, "As Pombas" (Tema Filosófico):
"Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia, sanguínea e fresca, a madrugada.
E à tarde, quando a rígida nortada
Os sopros borra, e, ao perfume das verbenas,
Elas, as pombas, voltam aos pombais,
Como as ilusões voltam à alma..."
-> Análise: O poema descreve o voo das pombas — um tema aparentemente simples, tratado com objetividade descritiva. Mas, no último verso, o poeta introduz uma metáfora: as pombas são como as ilusões que vão e voltam à alma. O pessimismo de Raimundo Correia se revela nessa comparação: as ilusões humanas são passageiras, frágeis, como aves que se dispersam.
Exemplo 3 – Olavo Bilac, "Hino à Bandeira" (Poesia Cívica):
"Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz."
-> Análise: Embora seja um poema cívico, o "Hino à Bandeira" segue a estética parnasiana: linguagem elevada, vocabulário nobre ("pendão", "augusto"), métrica rigorosa e rima rica. Bilac também escreveu poemas patrióticos, mas sempre mantendo a preocupação formal.
O Essencial (Guarde Isso)
- Parnasianismo: Movimento poético da segunda metade do século XIX. Reação ao sentimentalismo romântico. "Arte pela arte".
- Características: Culto à forma, impassibilidade, descritivismo, temas clássicos/orientais, preferência pelo soneto, rima rica.
- Tríade Parnasiana (Brasil): Olavo Bilac ("Profissão de Fé"), Raimundo Correia ("As Pombas"), Alberto de Oliveira.
- Oposta ao Romantismo: Onde o Romantismo cultua o "eu", o Parnasianismo cultua a forma.
Dicas Práticas
Dica 1 (Decore o lema): "Arte pela arte" é a expressão que define o Parnasianismo. A poesia não precisa ter utilidade social ou moral — ela se justifica por sua beleza.
Dica 2 (Identifique o Parnasianismo pela descrição objetiva): Se o poema descreve minuciosamente um objeto (vaso grego, estátua) ou uma cena, sem expressar emoções, é parnasiano. Se o poeta fala de si mesmo e de seus sentimentos, não é.
Dica 3 (Observe a rima e a métrica): O Parnasianismo busca a rima rica e a métrica impecável. Se o poema parece "esculpido", com palavras raras e rimas engenhosas, é parnasiano.
Dica 4 (Compare com o Romantismo): As bancas adoram a comparação. Romantismo → "eu", emoção, liberdade formal. Parnasianismo → objeto, razão, rigor formal.
Dica 2 (Identifique o Parnasianismo pela descrição objetiva): Se o poema descreve minuciosamente um objeto (vaso grego, estátua) ou uma cena, sem expressar emoções, é parnasiano. Se o poeta fala de si mesmo e de seus sentimentos, não é.
Dica 3 (Observe a rima e a métrica): O Parnasianismo busca a rima rica e a métrica impecável. Se o poema parece "esculpido", com palavras raras e rimas engenhosas, é parnasiano.
Dica 4 (Compare com o Romantismo): As bancas adoram a comparação. Romantismo → "eu", emoção, liberdade formal. Parnasianismo → objeto, razão, rigor formal.
Dúvidas Frequentes
O Parnasianismo é a poesia do Realismo?
Sim. O Parnasianismo é considerado a face poética do Realismo. Ambos compartilham a objetividade, o distanciamento das emoções e a crítica ao sentimentalismo romântico.
Olavo Bilac escreveu apenas poemas descritivos?
Não. Ele também escreveu poesia lírica amorosa (controlada, sem excessos) e poesia cívica (patriótica). Mas o que o define como parnasiano é o culto à forma e a impessoalidade.
O Parnasianismo terminou com a Semana de Arte Moderna?
Sim. Os modernistas de 1922 atacaram ferozmente o Parnasianismo, acusando-o de formalismo vazio e de artificialidade. A partir de 1922, o movimento entrou em declínio.
Sim. O Parnasianismo é considerado a face poética do Realismo. Ambos compartilham a objetividade, o distanciamento das emoções e a crítica ao sentimentalismo romântico.
Olavo Bilac escreveu apenas poemas descritivos?
Não. Ele também escreveu poesia lírica amorosa (controlada, sem excessos) e poesia cívica (patriótica). Mas o que o define como parnasiano é o culto à forma e a impessoalidade.
O Parnasianismo terminou com a Semana de Arte Moderna?
Sim. Os modernistas de 1922 atacaram ferozmente o Parnasianismo, acusando-o de formalismo vazio e de artificialidade. A partir de 1922, o movimento entrou em declínio.
Exercícios
Nível FácilQuestão 1 – Associe as colunas.
Questão 2 – Qual poeta brasileiro NÃO pertenceu ao Parnasianismo?
a) Olavo Bilac
b) Raimundo Correia
c) Castro Alves
d) Alberto de Oliveira
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento de "Profissão de Fé", de Olavo Bilac, e responda.
"Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor."
a) Explique a comparação entre o poeta e o ourives. Qual princípio parnasiano essa comparação expressa?
b) Como esse princípio se opõe à poesia romântica?
Questão 4 – Compare o fragmento de Raimundo Correia ("As Pombas") com um poema romântico. Qual a diferença na forma de tratar o tema da natureza?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) explicando por que o Parnasianismo é considerado a face poética do Realismo.
Seu parágrafo:
| Coluna A (Movimento) | Coluna B (Característica) |
| 1. Romantismo | ( ) Culto à forma — impassibilidade — arte pela arte. |
| 2. Parnasianismo | ( ) Subjetivismo — sentimentalismo — liberdade formal. |
Questão 2 – Qual poeta brasileiro NÃO pertenceu ao Parnasianismo?
a) Olavo Bilac
b) Raimundo Correia
c) Castro Alves
d) Alberto de Oliveira
Nível MédioQuestão 3 – Leia o fragmento de "Profissão de Fé", de Olavo Bilac, e responda.
"Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor."
a) Explique a comparação entre o poeta e o ourives. Qual princípio parnasiano essa comparação expressa?
b) Como esse princípio se opõe à poesia romântica?
Questão 4 – Compare o fragmento de Raimundo Correia ("As Pombas") com um poema romântico. Qual a diferença na forma de tratar o tema da natureza?
Questão 5 – Produção textual.
Escreva um parágrafo (4 a 5 linhas) explicando por que o Parnasianismo é considerado a face poética do Realismo.
Seu parágrafo:
Gabarito Comentado
Questão 1
Ordem correta: (2), (1).
Questão 2
Resposta correta: c) Castro Alves pertenceu à terceira geração romântica (condoreirismo).
Questão 3
a) Bilac compara o trabalho do poeta ao do ourives — ambos esculpem a matéria-prima (a palavra / o ouro) com precisão e amor. A comparação expressa o culto à forma e o ideal da "arte pela arte": o poema é um objeto de beleza, trabalhado artesanalmente.
b) No Romantismo, o poema era um desabafo do "eu", sem preocupação com a perfeição técnica. No Parnasianismo, o poeta se retira de cena e coloca o foco na técnica e no objeto. A emoção é substituída pelo artesanato.
Questão 4
No Romantismo, a natureza é cenário para as emoções do poeta (a floresta como confidente, o mar como símbolo de liberdade). Em "As Pombas", a natureza (as aves) é descrita com objetividade, e a metáfora final (as ilusões) é contida e filosófica, não emocional. O Parnasianismo descreve; o Romantismo se projeta na paisagem.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "O Parnasianismo é a face poética do Realismo porque compartilha com ele a reação ao sentimentalismo romântico. Enquanto o Realismo busca a objetividade na análise da sociedade e da psicologia, o Parnasianismo busca a objetividade na forma poética — o poeta não se confessa, não se emociona; ele descreve, esculpe o verso com precisão. Ambos substituem o 'eu' pela observação distanciada."
Ordem correta: (2), (1).
Questão 2
Resposta correta: c) Castro Alves pertenceu à terceira geração romântica (condoreirismo).
Questão 3
a) Bilac compara o trabalho do poeta ao do ourives — ambos esculpem a matéria-prima (a palavra / o ouro) com precisão e amor. A comparação expressa o culto à forma e o ideal da "arte pela arte": o poema é um objeto de beleza, trabalhado artesanalmente.
b) No Romantismo, o poema era um desabafo do "eu", sem preocupação com a perfeição técnica. No Parnasianismo, o poeta se retira de cena e coloca o foco na técnica e no objeto. A emoção é substituída pelo artesanato.
Questão 4
No Romantismo, a natureza é cenário para as emoções do poeta (a floresta como confidente, o mar como símbolo de liberdade). Em "As Pombas", a natureza (as aves) é descrita com objetividade, e a metáfora final (as ilusões) é contida e filosófica, não emocional. O Parnasianismo descreve; o Romantismo se projeta na paisagem.
Questão 5
Resposta livre. Exemplo esperado: "O Parnasianismo é a face poética do Realismo porque compartilha com ele a reação ao sentimentalismo romântico. Enquanto o Realismo busca a objetividade na análise da sociedade e da psicologia, o Parnasianismo busca a objetividade na forma poética — o poeta não se confessa, não se emociona; ele descreve, esculpe o verso com precisão. Ambos substituem o 'eu' pela observação distanciada."
Checklist da Aula 1
- Compreendi o Parnasianismo como reação ao Romantismo.
- Identifico as características parnasianas: culto à forma, impassibilidade, arte pela arte.
- Conheço a Tríade Parnasiana: Olavo Bilac, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira.
- Sei diferenciar a poesia parnasiana da romântica.
- Resolvi os exercícios e compreendi meus erros.
- Estou preparado(a) para a Aula 2 – Olavo Bilac e a Poesia Parnasiana Brasileira.
Ligação com a Próxima Aula
Você conheceu as características gerais do Parnasianismo e a Tríade Parnasiana. Agora, é hora de mergulhar na obra do principal poeta do movimento no Brasil: Olavo Bilac.
Na Aula 2 – Olavo Bilac e a Poesia Parnasiana Brasileira, você estudará a obra de Bilac em detalhe — sua poesia lírica, seus poemas descritivos e sua poesia cívica —, analisando os recursos formais que fizeram dele o "Príncipe dos Poetas Brasileiros". Até lá!
Na Aula 2 – Olavo Bilac e a Poesia Parnasiana Brasileira, você estudará a obra de Bilac em detalhe — sua poesia lírica, seus poemas descritivos e sua poesia cívica —, analisando os recursos formais que fizeram dele o "Príncipe dos Poetas Brasileiros". Até lá!